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A mostrar as mensagens que correspondem à pesquisa de Quiaios

Quiaios: GIRQ assinalou 111 anos de vida

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  Assinalaram-se, ontem, dia 5 de outubro, dia da Implantação da República, 111 anos sobre a fundação do GIRQ – Grupo Instrução e Recreio Quiaiense , uma instituição que há mais de um século, desde o dia 05.10.1913, defende e dinamiza o território e enriquece as gentes de Quiaios. Foi com uma sessão simples, popular, aberta e acolhedora que os dirigentes desta vetusta associação quiseram sinalizar tantos e tantos anos de uma vida recheada de tantas memórias. A abrir, foi medida a árvore do centenário, a lagunária (Lagunaria Patersonia) plantada em 2013 – uma planta hermafrodita originária das antípodas de Portugal, Austrália e Ilha Norfolk -, para aferir do seu crescimento, enquanto um painel de excelentes instrumentistas de Quiaios exibiam os seus dotes musicais. Foi ali, mesmo ao lado da sede, em frente ao edifício da escola, onde a árvore continuará a erigir-se. Depois, em frente do imponente e tão expressivo edifício-sede do GIRQ, com as portas franqueadas, ante uma singela...

Sobre Quiaios: o que diz o dicionário Portugal Antigo e Moderno

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Pinho Leal, no seu dicionário Portugal Antigo e Moderno, editado em 1874, onde se refere a “todas as cidades, vilas e freguesias de Portugal”, escreve o seguinte sobre Quiaios: QUIAIOS – freguesia, comarca e concelho da Figueira da Foz (foi da mesma comarca, mas do concelho de Maiorca, suprimido), 40 quilómetros ao ONO de Coimbra, 210 ao N de Lisboa, 950 fogos. Em 1757 tinha 300 fogos. Orago S. Mamede. Bispado e distrito administrativo de Coimbra. O prior de Santa Cruz de Coimbra apresentava o vigário, que tinha 200$000 réis de rendimento. É povoação muito antiga e foi couto, ao qual o rei D. Manuel deu foral, em Lisboa, a 23 de agosto de 1514 (Livros dos forais novos da Extremadura, fl. 95, v., col. 1,º).   É terra muito fértil em todos os géneros agrícolas do nosso país. É nesta freguesia a célebre lagoa do Bom Sucesso. Ora, pelo que precede, poderemos concluir que Pinho Leal não aprofundou os dados históricos sobe a freguesia de Quiaios ao contrário daquilo que f...

O que é que Zé Penicheiro tem a ver com a Praia de Quiaios?

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Foram vários os artistas plásticos ( AQUI ) que ao longo do tempo se encantaram e renderam à Praia de Quiaios, para além dos inúmeros realizadores ( AQUI ) e fotógrafos que captaram com as suas câmaras os excelentes enquadramentos da Serra da Boa Viagem e do mar que beija o extenso areal, a norte. Trazemos hoje à colação o artista plástico de renome internacional Zé Penicheiro que nasceu em Candosa, no concelho de Tábua em 1921 e faleceu, em 2014, na Figueira da Foz , onde foi sepultado. Mas como não se pretende nesta breve crónica traçar a biografia do artista, vamos, tão só, deixar breves notas sobre a sua ligação à Praia de Quiaios. Desde logo porque ele tinha casa, precisamente, no n.º 9 da “Rua Galeria Convés”, que assim foi batizada em homenagem ao mestre. É que Zé Penicheiro havia criado em Aveiro, junto à Praça do Peixe, uma pequena galeria, que também funcionava como o seu atelier/estúdio, onde teve alguns jovens discípulos que queriam aprender as suas técnicas e a que deu...

O Carteiro de Pablo Neruda não é um romance, é um poema!

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  Mas que bela história esta, que nos proporciona Antonio Skármeta, com O Carteiro de Pablo Neruda . Lê-se como um poema do princípio ao fim. A relação tão ingenuamente bela entre Mário, o pescador que virou carteiro, e Pablo Neruda são de um incontido encanto com as metáforas a estarem permanentemente ao serviço das inúmeras cenas da narrativa. Sim, é uma história onde a política também assenta arraiais mas ao serviço do amor e da amizade. Leva-nos até ao Chile, até ao tempo da eleição de Salvador Allende, em 1970, e termina com a tomada do poder pelos militares, em setembro de 1973. Traça-nos a difícil vida dos pescadores, das paixões à primeira vista de jovens sonhadores. Do Nobel da Literatura que Neruda ganhou em 1971 e da sua passagem pela embaixada do Chile em Paris. Mas todos estes eventos de natureza política são circunstâncias de fundo onde se movem as personagens da ilha onde Neruda tinha a sua casa. Este livro, baseado no romance Ardiente Paciencia , mais do...

MAR: um restaurante de paladares de sonho, na Praia de Quiaios

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  Ali, a dois passos do areal, na Praia de Quiaios , há um restaurante que é um verdadeiro oásis para o palato. Que é uma viagem pelo interior de sabores mágicos. MAR de seu nome — qual outro poderia ser? — este palco, que nos enfeitiça com pábulos encantados, não nos deixa margem para que o não voltemos a pisar. E se se costuma dizer que o diabo está nos detalhes, neste (aquém) MAR o diabo está em todo o lado, desde o prelúdio até ao epílogo. Ora saboreiem — desculpem, imaginem, porque ainda não foram inventadas as palavras que consigam significar tais paladares. Será que conseguem traduzir a densidade de sabores que o queijo camembert com cebola caramelizada e amêndoa fatiada, de entrada, nos proporciona? Eu não consigo! Delicioso, porém! E como se escreve o travo das zamburinhas no forno, com sabor a mar e com uma gota de limão a gosto? Não sei! Só sei que o céu-da-boca foi ao céu! E lulas grelhadas com puré de feijão branco e maçã palitada? De três assobios! É...

Quiaios homenageou os presidentes de junta de freguesia

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  Na rua Direita de Quiaios, junto à igreja, foi inaugurada no dia 22 de junho, com a presente dos autarcas locais e municipais, uma praceta de homenagem aos presidentes da Junta de Freguesia de Quiaios eleitos nos 50 anos do poder democrático local, numa iniciativa da junta local, aprovada em reunião de 22 de fevereiro e integrada nas comemorações dos 50 anos do 25 de abril.   Resultante da demolição de um edifício, a pequena praceta é constituída por dois bancos, encimados por uma pérgula de madeira e por imagens de um passado recente da freguesia. Ao centro, numa pequena coluna foi colocado um painel de azulejos com todos os autarcas que desempenharam as funções de presidente de junta: Jossé Custódio Ramos (1977-1979, já falecido); António Simões Parente (1980-1993, já falecido); João Gil dos Santos Rosa (1994-1997); José Augusto Lontro Melanda (1998-2001); José Augusto Azenha Marques (2002 -2009); Carlos Manuel da Siva Rabadão (2010- 2013); Maria Fernanda Marques Lorig...

O que é que o parapente em Quiaios tem a ver com o romance O Emigrante?

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A prática de parapente na Serra da Boa Viagem, na freguesia de Quiaios , é usual há muitos anos. Com descolagem, lá do alto, a cerca de 100 metros de altitude, os amantes da especialidade, com ventos de feição, podem usufruir de magníficas vistas sobre a Murtinheira, a Praia de Quiaios, a estrada do Enforca Cães, o Farol e todo o maciço rochoso do Cabo Mondego. Vistas de fazer perder a respiração! Mas, afinal, o que é que a prática desta atividade de lazer e de relaxamento do stress deste quotidiano duro tem a ver com o romance O Emigrante ? A resposta é simples. Não tem a ver tudo, mas tem a ver muito com este romance de Acácio Pinto, que saiu no final de 2025 e que vai na 2.ª edição. E porquê? Porque a cena final da narrativa, que se passa em final de agosto de 2017, aconteceu exatamente no BART , o bar mais icónico da praia, em que uma das personagens da narrativa surgiu, inesperadamente, vinda dos céus e aterrando, ali ao lado, no extenso areal da praia. E que mais? Obv...

A Festa dos “cantarinhos floridos” de Quiaios

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  Bem sei que são mais conhecidos por “potes floridos”, mas gostei particularmente de lhe ter ouvido chamar “cantarinhos”. - Cantarinhos ou cantarinhas? – questionei, eu. - Cantarinhas é em Buarcos, aqui são os cantarinhos – disse-me a minha interlocutora, com a experiente certeza dos muitos anos já vividos. Foi, pois, no dia 1 de maio deste ano que fui surpreendido por uma deliciosa ‘manifestação’ de mulheres com cantarinhos floridos à cabeça, pelas ruas da vila de Quiaios. O ritmo, mais de marcha ou de valsa, era marcado pela tuna que acompanhava aquela arruada. Apreciei, mais de perto, pouco depois, todo aquele aparato no largo padre Costa e Silva. As mulheres, as crianças, os cantarinhos e os inúmeros cestos com flores. Os cantarinhos, o centro de todo aquele décor , ostentavam exteriormente arranjos florais sofisticadíssimos, quais vestes domingueiras feitas em segredo, brotando do seu interior flores diversas. E se os cravos dominavam, por lá também havia estrel...

"Outra vez Amália" encantou Quiaios

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  “Outra vez Amália” subiu ao palco do GIRQ, em Quiaios, na noite de 26 de junho. E que magnífico musical! Afinal, não são só os grupos profissionais que nos surpreendem! E, assim sendo, a surpresa é ainda maior quando a qualidade da produção emociona uma plateia completamente cheia e rendida ao espetáculo. Perdoar-me-ão se destacar a voz, forte e bem timbrada, e os trejeitos da atriz (Susana Gabriela Patrão) que desempenhou o papel de Amália. Encantou com o enorme naipe de fados de Amália Rodrigues que ela cantou, desde os seus tempos iniciais de carreira até aos anos 90. Foi uma bela incursão pela vida artística da maior fadista portuguesa do século XX . As interações em palco com Marceneiro, Hermínia Silva, Maria Teresa Noronha, Camões, Pessoa, David Mourão Ferreira, Variações, ou as mais ou menos explícitas ligações aos corredores do poder e a proscrição a que foi sujeita depois do 25 de abril, ou as encenações das marchas e das procissões, permitiram ao público presente,...

A Fonte do Cão, na Murtinheira - Quiaios

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O que resta da antiga Fonte do Cão, que existiu a céu aberto na Murtinheira, é hoje uma lápide que a Junta de Freguesia de Quiaios colocou em 2005 sobre umas manilhas de cimento, assinalando a sua existência. O local, batizado pelos populares de Largo da Fonte do Cão, como não poderia deixar de ser, e que não consta do Google Maps, mereceu, finalmente, uma intervenção de limpeza pelos serviços da autarquia, que se saúda, esperando-se, contudo, que esta não tenha sido uma operação de circunstância. Todos os locais, este como tantos outros, que possam ter associadas a si estórias de outros tempos, merecem ser olhados, pelas entidades públicas, como espaços de memória coletiva. E, assim sendo, só a sua preservação e a criação de uma narrativa associada poderão legar às gerações vindouras o conhecimento das idiossincrasias e das vivências que os nossos antepassados tiveram no território que hoje pisamos. Ao que apurámos (memórias com mais de 40 anos), aquilo que ali existia antes de ...

Plantação de árvores na Mata Nacional das Dunas de Quiaios

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Foi com gosto que me associei, como voluntário, à iniciativa de rearborização levada a cabo na Mata Nacional das Dunas de Quiaios que teve lugar nos dias 30 de novembro e 1 de dezembro. Foi uma pequena areia na imensidão do trabalho que, enquanto comunidade, temos pela frente. Porém, estas iniciativas, que parecerão de somenos importância, são cruciais para o nosso devir coletivo, pelas mais variadas razões: ambientais, sociais, económicas e de ordenamento territorial. Como as opções políticas dos governos nem sempre (ou quase nunca) têm respostas ágeis para uma catástrofe que se adivinha na nossa costa  —  sobretudo nessa primeira linha da sua defesa, o cordão dunar, uma faixa territorial sempre muito instável  —  há que mobilizar as boas vontades para tais iniciativas. É por isso que se impõe deixar aqui uma nota de apreço à PlantArbor , que dinamizou esta iniciativa, e a todos os parceiros que se lhe juntaram, mas também à Junta de Freguesia de Quiaios , que...

Praia de Quiaios/Murtinheira: O que é que o B’ART tem a ver com o pintor Mário Silva?

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  Às localidades e aos espaços concretos que as povoam há sempre um manancial de histórias ou de estórias que se podem contar. Há sempre circunstâncias, quantas vezes inusitadas, que conferem àquele lugar específico uma personalidade, uma alma própria. É assim como que algo que anda no ar, algo que nós respiramos só ali e que nos causa um especial bem-estar. Tudo o que precede vem a propósito do B’ART, um bar de praia que frequentamos, com especial gosto. Localizado na praia de Quiaios/Murtinheira, numa encruzilhada de passadiços, a meia dúzia de metros das ondas do mar, este bar sempre nos atraiu. Fosse pela magnificente esplanada virada a sudoeste, fosse pelo serviço de fino recorte, fosse pela música ambiente, fosse pela decoração, ou fosse lá pelo que fosse, sempre gostámos de ali ir e estar. Há ali, naquele presente, como que um sopro, um lastro, uma brisa de um passado que, adivinhamos, ter tido a sua beleza, o seu esplendor e que é respeitado e projetado para o futuro ...

Robalos de Quiaios no forno com marmelos e curgete

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Este é um daqueles pratos em que a gula nos encosta à parede! Não se lhe resiste! E se achar que a razão não nos assiste - se gosta de robalo, do mar, está claro! - experimente e dê-nos a sua opinião que, estamos convictos, corroborará a nossa! INGREDIENTES para 4 pessoas 2 robalos de mar, de 1 kg cada, comprados no mercado de Quiaios 6 marmelos 1 curgete 2 batatas 4 cebolas 4 tomates 4 dentes de alho picados Azeite 2 copos de vinho branco Alecrim e louro Sal a gosto MODO DE PREPARAÇÃO Cubra o fundo de um tabuleiro com cebola às rodelas colocando de seguida os robalos por cima. Disponha os marmelos às fatias, a curgete e as batatas às rodelas em volta dos robalos. Depois, parta os tomates e distribua-os por todo o tabuleiro e regue com azeite (a gosto), acrescente um copo de vinho branco e coloque dois raminhos de alecrim e louro dentro de cada robalo. Unte os robalos com azeite e alho picado. Não esqueça de colocar uma pitada de sal (a gosto...

A propósito de papagaios: Mãe, esta praia é muito bonita!

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A minha caminhada matinal pelos passadiços da Praia de Quiaios teve hoje um aliciante especial. O céu estava pejado de papagaios — de todas as cores e feitios — que o vento norte enfunava e fazia esvoaçar sobre o areal, num colorido que concentrava o olhar de todos quantos ali se deslocaram logo pela manhã. — Mãe, esta praia é muito bonita — dizia uma criança, dos seus 8 anos, à sua progenitora quando eu passava. — Tem passadiços fixes e um areal grande. Não ouvi mais nada. Ia com passo apressado. Todavia, o que escutei, bastou-me. Se dúvidas houvesse, a iniciativa da Junta de Freguesia de Quiaios (que vai na 5.ª edição), de trazer anualmente os papagaios à praia, tinha ali a justificação plena. O festival tem sido e é um excelente veículo de promoção. É que as crianças não mentem, e aquelas pequenas frases que ela trocou com a mãe permitem, sem ser abusivo, concluir que as pessoas que aqui vierem nestes dois dias de festival dos papagaios (16 e 17 de maio) daqui irão com a re...

Quiaios: Aprender História de Portugal através da música

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  Com o objetivo de assinalar o seu 157.º aniversário, a Filarmónica Quiaiense convidou a Filarmónica do Grupo Recreativo Mirandense para a realização de um concerto conjunto, neste sábado, dia 3 de janeiro, nas suas instalações. Mas, para quem como nós ali foi para assistir ao concerto de aniversário sob o subtítulo “Histórias de Portugal”, estava longe de imaginar as sonoridades que iriam sair dos diversos naipes de instrumentos em palco e da apresentadora, sob a batuta, alternada, dos maestros António Jesus, Rui Lúcio e Alexandre Madeira e as ligações que iriam estar subjacentes à nossa História. Mas estiveram! As peças musicais selecionadas proporcionaram aos presentes uma longa viagem. Em que todos aprendemos. Em que nos foi proporcionada uma emersão num passado mais ou menos distante do qual resultou o povo que hoje somos. Em conjunto, músicos e público, fizemos uma viagem desde os tempos da fundação da nacionalidade, da mourama e da interseção de culturas (Al Gharb – d...

Trancoso: II Encontro nacional de estudantes socialistas do ensino superior

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Decorreu no dia 20 de outubro no centro cultural Miguel Madeira, em Vila Franca das Naves, no concelho de Trancoso, o II encontro nacional de estudantes socialistas do ensino superior, numa organização conjunta da Federação da JS da Guarda, da JS Trancoso, da JS Pinhel e ONESES (organização nacional de estudantes socialistas do ensino superior). No primeiro painel, "o ensino superior e as suas componentes", participaram: - Pedro Oliveira - Universidade de Aveiro que falou sobre "Ação social universitária"; - Carlos Filipe Camelo - Presidente da câmara municipal de Seia e Virgílio Bento, vice-presidente da câmara municipal da Guarda, que se debruçaram sobre o "Impacto local criado por instituições do ensino superior"; - Acácio Pinto, deputado do PS e vice-presidente da comissão de educação, ciência e cultura que se centrou no "Sistema de financiamento do ensino superior". Na operacionalização do envento esteve o Eros Quiaios, um jovem s...

Conhece a estrada do Enforca Cães?

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  Enforca Cães . Tão incomum é o seu nome quanto a beleza que a rodeia. Trata-se da estrada que liga, no concelho da Figueira da Foz, a localidade da Murtinheira (freguesia de Quiaios) a Buarcos. O topónimo, Enforca Cães , dever-se-á, segundo a memória dos mais idosos, ao facto de ali serem abatidos, em tempos idos, cães com doenças contagiosas para os humanos. De origem antiga, a estrada teve durante muito tempo um uso industrial (desde finais do século XVIII) dedicado quase exclusivamente à atividade extrativa de carvão e de calcário que ocorreu na Serra da Boa Viagem. Estas atividades industriais encerraram respetivamente em 1961 e em 2013. Ora, estas circunstâncias, que vieram ditar uma degradação lenta da via, levaram mesmo ao seu encerramento à circulação automóvel, por questões de segurança, em 2019, situação muito contestada pelas populações, que exigiam a sua requalificação e reabertura. Neste contexto, a Câmara Municipal da Figueira da Foz tratou de operacionaliza...

A fasquia ficou alta, muito alta, Inês Bernardo

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  Surpreendente. Um livro que nos traz (me trouxe) uma frescura narrativa nestes tempos de cânones artificializados. Trata-se do romance agarrar a faca pelo gume , de Inês Bernardo. Li-o de duas assentadas. Uma no Bart, na Praia de Quiaios, e a outra, em casa, no terraço, sob os raios do sol de março. E não se pense que terminei o livro ali, na página 107, quando fui confrontado com a frase, supostamente a última, “uma mulher agarra sempre a faca pelo gume”(ditado de um povo da África do Sul) . Não. Continuei a lê-lo. Por mais algum tempo estive a remoê-lo. De olhos no horizonte. No dorso da Serra da Boa Viagem, lá ao longe, espetado no mar. Foi um bom quarto de hora. De degustação. A saborear a catadupa de cenas que, ainda agora, um dia depois, quando escrevo, me sobem ao palato. Está lá a mulher. Tantas mulheres. Um olhar. Tantos olhares intrusivos. Nas suas vidas. Todas diferentes ou todas iguais no condicionamento social e político? E o homem? Os homens? Também! Sã...

Figueira da Foz | “A Corrida Mais Bonita de Portugal”? Sim. E no resto ano?

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Foto: Município da Figueira da Foz “A Corrida Mais Bonita de Portugal”? Sim. E no resto ano? Concordo com o nome encontrado pela organização para traduzir, de forma apelativa, a corrida/caminhada que se realizou, pela segunda vez, neste fim de semana entre a Praia de Quiaios e a Figueira da Foz. Tratou-se de “A Corrida Mais Bonita de Portugal”. Porém, não compreendo a contradição que tal nome encerra. Trata-se mesmo de um paradoxo. Ou seja, a organização, a cargo do município da Figueira da Foz , adotou um nome (o melhor nome que poderia, sem dúvida!) só que inconsequente nos restantes dias do ano. E passo a explicar o meu ponto. Recuemos quatro anos, a 2021, quando por opção do município (não importa para aqui quem verdadeiramente tomou a decisão ou quem a executou), aquele percurso marginal, de rara e soberba beleza, entre a Murtinheira e o Farol, foi pavimentado. E, desde tal decisão, aquele trajeto, ou aquele trilho, que precisava de facto de uma requalificação, ficou exclu...

Pilriteiro, espinheiro-branco ou árvore do coração

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  Com uma floração exuberante, de flores brancas que cobrem toda a sua copa, que acontece na primavera, o pilriteiro é um arbusto nativo da Europa, do noroeste da África e da Ásia Ocidental, com uma longevidade que pode atingir os 500 anos. Muito utilizado em sebes e divisórias de terrenos, pelo facto de possuir espinhos bastante agressivos, o pilriteiro, também conhecido por espinheiro-branco, tem como fruto umas bagas vermelhas brilhantes, quando maduras, com um só caroço. E para além da beleza quando está florido, estes seus frutos, que são comestíveis, também podem ser utilizados para fazer doces, geleias e compotas, bem como para confecionar bebidas alcoólicas e vinagre.  Com as folhas secas também se pode fazer chá, cujas propriedades melhoram a circulação, reforçam o coração e fortalecem o sistema imunológico. Daí este arbusto ser também conhecido como a árvore do coração pelos seus efeitos benéficos a nível cardiovascular. Porém, a nível de saúde, é sempre bom acaute...