Museu do Volfrâmio de Cerva: um belo espaço de memórias
Andava para ir a Cerva há quatro anos. Os motivos, para mim, eram óbvios. Visitar o Museu do Volfrâmio e sentir/imaginar o pulsar de mais um território onde a “febre do ouro negro” também foi vivida intensamente. Na base desta minha paixão volframífera está o interesse que tenho dedicado a esta temática desde que me envolvi na escrita do romance O Volframista . Distinguida em 2022 com o Prémio Literário Cónego Albano Martins de Sousa, esta narrativa exigiu uma vasta investigação bibliográfica e várias conversas com protagonistas. Já depois da publicação, decidi efetuar um elevado número de deslocações pelos territórios onde nos anos 40 do século XX foram explorados os filões de tungsténio ou volfrâmio. Depois de muitas outras, foi agora a vez de ir a Cerva, uma localidade do concelho de Ribeira de Pena, onde ingleses e alemães disputaram quilo a quilo a volframite que depois enviavam para as indústrias de armamento que abasteciam os respetivos exércitos. E o que é que enco...