Partiu um amigo, mais um! Desta feita foi o Salomão Cruz, de Penalva do Castelo. Conheci-o nos anos 80, quando eu tinha o jornal Gazeta de Sátão, jornal com o qual ele colaborou durante vários anos, quando ele trabalhava nas Finanças de Sátão Bem me lembro da sua escrita de fina ironia. Por vezes mordaz e acutilante. Com o mundo que o rodeava. Com a política e com os políticos. Recordo-me bem de alguns dos seus textos. Que publicávamos na última página. Eram crónicas de se lhe tirar o chapéu. Da sua pena saíam críticas em todos os sentidos. Certeiras. Um excerto de uma das suas crónicas, que publicava sob o título O Boato, de janeiro de 1988: “…Os cargos de chefia (alta chefia, entenda-se) que são ocupados por pessoas que não comem como nós, nem bebem, têm que ser, na ótica governamental, substancialmente compensados com aumentos entre os 40 e os 60%. Nós bebemos bagaço, eles bebem whisky, nós bebemos tinto, eles bebem champanhe, nós comemos feijões, eles comem caviar, nós co...
“Adorei ler uma história tão bem enquadrada, que ao fim de cada capítulo se entendia cada vez melhor todo o sentido do autor. Emigração, famílias, classes sociais, traições, heranças e fins trágicos, trazem a esta obra, um valor acrescentado que nos enriquece a todos.” Rui Costa Carvalho (Távora – Tabuaço) “Tenho a dizer-te que li o livro de uma rajada, desde essas tuas terras, passando pela França para acabar nas tuas praias. Bom enredo, que nos prende do princípio ao fim. Bons contextos e um excelente conhecimento das nossas regiões e costumes. Gostei do “jantar” ao meio dia, agora pomposamente chamado almoço. Tudo bem encaixado.” Carlos Rodrigues (Vilharigues – Vouzela) “Aproveito para lhe dar os parabéns pelo seu livro O Emigrante. É um livro que relata as dificuldades que cercavam as pessoas, e a coragem que lhes assistia quando partiam em busca de uma vida melhor. Todo o livro é interessante e envolvente. O último terço é intenso. Fiquei pes...