Duas notas pitorescas sobre o romance Quando os Lobos Uivam
Foi recentemente lançada, em Barrelas , mais uma reedição do romance Quando os Lobos Uivam , de Aquilino Ribeiro, obra que contou com o apoio da respetiva autarquia. É por isso que quero, desde já, saudar o Município de Vila Nova de Paiva, na pessoa do seu presidente, Paulo Marques, ou não fosse esta uma obra, um legado de Aquilino ao povo das Terras do Demo. Às gentes serranas, de rija têmpera, às mulheres e aos homens inteiros e inteiriços. Que não se vergaram. Que não se vergam. Que lutaram e lutam contra poderes instalados. É neste contexto que não resisto em falar-vos de dois episódios com ligações a este romance. O primeiro remonta aos tempos de estertor da ditadura. Do Estado Novo. Li o livro Quando os Lobos Uivam na minha aldeia. Na Rãs, concelho de Sátão. Estava eu prestes a fazer 15 anos. Li-o por empréstimo do meu primo Gaspar. Um oposicionista dos quatro costados que me entregou o livro embrulhado em folhas de jornal. E foi por isso, por esse e outros emprést...