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Tertúlia sobre emigração em Santa Cruz da Trapa

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  Foi com gosto que me desloquei no dia 23 de março à Escola de Santa Cruz da Trapa, concelho de São Pedro do Sul, para participar na “Semana da Primavera”. O pretexto foi falar sobre emigração para alunos do 3.º ciclo a partir do meu romance, O Emigrante , que aborda a emigração a salto para França nos anos 60, década em que mais de um milhão de portugueses abandonaram o país em busca de melhores condições de vida. Eis o texto que o jornal escolar,  Boletim da Trapa , publicou na sua edição de abril de 2026: A Biblioteca Escolar recebeu o autor Acácio Pinto para duas tertúlias com alunos do 3.º Ciclo, centradas na emigração portuguesa a partir da obra “O Emigrante”. Durante os encontros, refletiu-se sobre este tema histórico, através da história de Renato, que emigra para França nos anos 60 em busca de melhores condições de vida. As sessões ganharam especial significado pela identificação dos alunos com experiências semelhantes nas suas famílias. Estas tertúlias constit...

O livro de hoje é a Constituição da República Portuguesa

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  Partilho hoje um livro que me chegou às mãos quando andava a estudar na Escola do Magistério Primário de Viseu, trata-se da Constituição da República Portuguesa, uma edição da Imprensa Nacional Casa da Moeda, de 1976. É uma edição com 139 páginas onde está transcrito todo o articulado constitucional que os deputados da Assembleia Constituinte aprovaram e decretaram faz hoje, dia 2 de abril, 50 anos. O Presidente da Assembleia Constituinte era Henrique de Barros e o Presidente da República era Francisco Costa Gomes. O artigo 312.º referia no seu n.º 3: “A Constituição da República Portuguesa entra em vigor no dia 25 de Abril de 1976”. TÍTULO: Constituição da República Portuguesa ANO: 1976 EDIÇÃO: INCM PÁGINAS: 139 (+4 páginas no final para notas). Acácio Pinto - 02.04.2026

Faz hoje 57 anos que Mário Sacramento foi a sepultar

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  Após a morte o trair no dia anterior, Mário Sacramento foi a sepultar no Cemitério de Aveiro no dia 28 de março de 1969. Tinha em mãos a organização do II Congresso Republicano de Aveiro que iria ter lugar no Teatro Aveirense nos dias 15, 16 e 17 de maio desse ano. Nessa altura Salazar agonizava desde a queda, no dia 3 de agosto do ano anterior, da cadeira de lona no Forte de Santo António da Barra, no Estoril. Vem esta crónica a propósito do meu próximo romance histórico-biográfico UM REPUBLICANO NA MIRA DA PIDE (em fase final de revisão), cuja personagem principal, Júlio, foi inspirada em Júlio Correia da Rocha Calisto , advogado, e que travou muitas lutas em Ílhavo e na região de Aveiro ao lado de Mário Sacramento, que no romance inspirou a personagem Mário. Hoje vou partilhar convosco a cena em que surge ainda a personagem Álvaro, que foi inspirada em Álvaro José Pedrosa Curado de Seiça Neves, filho de Manuel das Neves, que falecera a 31 de janeiro de 1965. Eis a cena: ...

Uma boa conversa sobre o livro português na Biblioteca Municipal de Sátão

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  A Biblioteca Municipal de Sátão assinalou o Dia do Livro Português no dia 26 de março de 2026 à noite. Num serão muito participado, que teve lugar no meio dos livros, os presentes puderam ouvir três autores do concelho de Sátão: Acácio Pinto, Elisabete Bárbara e Ricardo Faustino. Na primeira pessoa, estes autores falaram dos livros e dos escritores que mais os marcaram, do seu processo criativo, das suas rotinas de escrita e de leitura e ainda levantaram o véu sobre os projetos em que estão a trabalhar e que chegarão aos escaparates a curto e a médio prazo. Mas este momento literário de promoção do livro não teria sido a mesma coisa se não tivesse contado com a presença do Coro Satense Cónego Albano Martins de Sousa, cujos temas encaixaram na perfeição neste evento. Merece igualmente referência a leitura declamada de um texto alusivo a autores portugueses encenada e produzida pelas colaboradoras da biblioteca. No final da sessão, a vereadora da cultura, Zélia Silva, em brev...

Biblioteca de Sátão: Vamos “Conversar com o livro português”

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Vamos “Conversar com o livro português”, na Biblioteca Municipal de Sátão. A Biblioteca Municipal de Sátão assinala o Dia do Livro Português no dia 26 de março de 2026 , quinta-feira, às 20h30. “Conversar com o livro português”, é o tema que senta à mesa Acácio Pinto, Elisabete Bárbara e Ricardo Faustino , numa sessão cultural dedicada à valorização da literatura portuguesa e ao encontro entre autores e leitores. Desta iniciativa também faz parte um momento musical, incentivando os hábitos de leitura, com partilha de percursos literários dos autores convidados, para com o público presente. A iniciativa é aberta a toda a comunidade que queira juntar-se a esta comemoração. Para assinalar esta efeméride, decorre até ao dia 09 de abril uma exposição de livros de autores portugueses. O Dia do Livro Português, assinalado no dia 26 de março, foi criado por iniciativa da Sociedade Portuguesa de Autores, pois neste dia foi impresso o primeiro livro em Portugal, “Pentateuco”, impresso ...

São textos, senhor, são textos!

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  São textos, senhor, são textos! Parafraseio a resposta lendária ao rei D. Dinis, proferida por Santa Isabel, para vos falar do mais recente livro de José Lapa, Textos Dispersos . E porquê? Por um óbvio motivo, aquilo que o artífice da palavra José Lapa foi apanhado a distribuir pelos simples humanos foi pão. É pão que ele reparte (que nos oferta) de cada vez que sai (felizmente tantas) da sua concha de fermentação. São nacos de si! Do seu ser em ebulição!  Transijo, se aos textos se acrescentar poéticos. Só textos, não. Ou prosa poética. Lapa não sabe ser outra coisa que não um vate. Um construtor de mundos. Um caminhador por trilhos ínvios. Nunca o encontrarão em estradas lisas! Em terrenos planos. Mas sempre a fazer cadabulhos! A percorrer caminhos agrestes! Sim, este é um livro antológico. O autor logo nos previne. Uma compilação, logo nos acrescenta o Rui. O Bondoso, que prefaciou. Sim, uma incursão por territórios por desbravar. Ao lado dos amigos. Ao centro...

A fasquia ficou alta, muito alta, Inês Bernardo

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  Surpreendente. Um livro que nos traz (me trouxe) uma frescura narrativa nestes tempos de cânones artificializados. Trata-se do romance agarrar a faca pelo gume , de Inês Bernardo. Li-o de duas assentadas. Uma no Bart, na Praia de Quiaios, e a outra, em casa, no terraço, sob os raios do sol de março. E não se pense que terminei o livro ali, na página 107, quando fui confrontado com a frase, supostamente a última, “uma mulher agarra sempre a faca pelo gume”(ditado de um povo da África do Sul) . Não. Continuei a lê-lo. Por mais algum tempo estive a remoê-lo. De olhos no horizonte. No dorso da Serra da Boa Viagem, lá ao longe, espetado no mar. Foi um bom quarto de hora. De degustação. A saborear a catadupa de cenas que, ainda agora, um dia depois, quando escrevo, me sobem ao palato. Está lá a mulher. Tantas mulheres. Um olhar. Tantos olhares intrusivos. Nas suas vidas. Todas diferentes ou todas iguais no condicionamento social e político? E o homem? Os homens? Também! Sã...