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Mensagens

Vozes de Abril - Sátão

Decorrem agora dois anos sobre um evento marcante que teve lugar na Casa da Cultura de Sátão: Vozes de Abril. Foi um evento promovido pelo jornal Digital Dão e Demo e que teve como objetivo dar voz a algumas vozes de Abril de 1974, ano da revolução dos cravos. Pela Casa da Cultura passaram vozes que foram testemunhos desses tempos, uma de Paulo Santos, que deu nota dos seus tempos da guerra colonial e outra de José Bernardino Figueiredo, que deu nota dos tempos conturbados que se viveram em Sátão por ocasião da revolução dos cravos. Mas a iniciativa não se ficou por aqui. Sob a coordenação de Elisabete Bárbara, professora e diretora do Agrupamento de Escolas de Aguiar da Beira, e de Paula Cardoso, técnica superior e ex-diretora do Museu Nacional de Grão Vasco, de Viseu, ouviram-se na Casa da Cultura músicas dos tempos da revolução, através do grupo Easypop, poesias, textos e coreografias de Abril, pela voz das coordenadoras do evento e por tantos outros colaboradores do Teatro Municipa

Lapa, terra onde se exprime a fé – II

[Texto de Abílio Carvalho*] Nem só do culto intraportas do templo vive o dinamismo pastoral e devocional do Santuário da Lapa, nem mesmo só do culto vive um Santuário, pois tem de se compenetrar da missão que a Igreja lhe confia, nele reconhece e espera dele, como a evangelização, a caridade e a cultura. Na verdade, como escreveu o Papa Francisco, o santuário tem grande valor eclesial simbólico e a peregrinação é genuína profissão de fé, pois a imersão no sagrado corrobora a esperança de sentir mais a proximidade de Deus, que abre o coração à confiança de sermos ouvidos e de vermos concretizados os desejos mais profundos. A piedade popular, expressão da espontânea atividade missionária do povo de Deus, ali encontra lugar privilegiado para exprimir a oração, devoção e entrega à misericórdia de Deus inculturadas na vida. Desde os primórdios a peregrinação foi concebida especialmente para os lugares onde Jesus viveu, anunciou o amor do Pai e, sobretudo, onde deixou o túmulo vazio como s

ENTENDAM-SE!

(Foto: observador.pt) “Vacina da AstraZeneca: Alemanha não quer idosos nas prioridades” (publico.pt – 31.01.2021). “Suécia junta-se aos que não recomendam vacina AstraZeneca a maiores de 65 anos” (tsf.pt – 2.02.2021). “DGS não recomenda vacina da AstraZeneca a pessoas com mais de 65 anos” (dnnoticias.pt – 8.02.2021). “A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou hoje que vai permitir a utilização da vacina da AstraZeneca sem reservas a partir dos 18 anos” (jornaldenegocios.pt – 10.03.2021). “As autoridades de saúde portuguesas decidiram hoje suspender o uso da vacina da AstraZeneca contra a covid-19 por motivos de “precaução” e “saúde pública”” (inem.pt – 16.03.2021). “Alemanha deixou de a administrar a vacina da AstraZeneca a pessoas com menos de 60 anos” (rtp.pt – 31.03.2021). “Portugal suspende vacina da AstraZeneca para pessoas com menos de 60 anos” (sicnoticias.pt – 8.04.2021). “Reino Unido suspende vacina da AstraZeneca a menores de 30 anos” (jn.pt – 7.04.2021).

Jorge Coelho

Privei com ele, de uma forma mais intensa, quando ele era Ministro do Equipamento Social, em 2000 e 2001, era eu chefe de gabinete de José Junqueiro, seu Secretário de Estado, de um governo liderado por António Guterres. Refiro-me, claro está, a Jorge Coelho, um mangualdense que hoje nos deixou, aos 66 anos de idade. Dele guardo a sua simpatia, a sua generosidade, a sua solidariedade, a sua amizade. Socialista dos quatro costados, Jorge Coelho era, quase sempre, a voz mais aguardada nos comícios do PS. Ele tinha o dom de empolgar os militantes e simpatizantes, sempre que intervinha. Eram palavras diretas, sem qualquer rebuço que não fosse o de ser bem interpretado por todos quantos o escutavam. Eram ideias claras, diretas, palavras de raiz popular, quantas vezes duras, quando tinha de ser, e integradas em discursos ditos em tom forte. Guardo, desse tempo, uma noite aziaga de março. Uma noite em que o homem, o ministro, numa decisão solitária, ousou não se esconder, não alijar res

António Almeida Henriques

Foto: Facebook do Município de Viseu Costuma-se dizer que somos apanhados de surpresa e, quiçá, sem reação, quando as coisas acontecem sem data e sem hora predefinidas e programáveis. E se tal assim é para os muitos aspetos da vida também é para a morte. Porém, no caso da morte, a surpresa e a tristeza são incomensuráveis quando ela decide irromper e ceifar vidas extemporaneamente. Sim, bem sabemos que não há uma idade, um tempo, uma data para essa partida, mas, quando ela acontece muito aquém de uma chegada que nos habituámos a aceitar, o nosso questionamento não encontra uma resposta fácil e a teimosia, perante respostas de cariz mais religioso, é óbvia. Vem isto a propósito da morte de António Almeida Henriques, presidente da Câmara Municipal de Viseu, que aos 59 anos de idade, no pleno desempenho de funções eletivas e aprestando-se para mais uma pugna eleitoral, foi traiçoeiramente derrotado, muito aquém do tempo natural, por um vírus sem rosto e sem escrúpulos. Com ele prive

A propósito dos 250 anos da cidade de Castelo Branco: dois selos de há 50 anos e outros confinamentos!

Os tempos eram outros. De outros confinamentos. Dos confinamentos circunscritos à aldeia. Ao terroir natal. Desconfinar? Isso era só de quando em vez para ir à vila ou à cidade. Só que esse desconfinamento só acontecia por imposição de uma inoportuna malina que nos batia à porta. Por lazer, isso era só para ir ao Sátão, à feira dos 20, onde se vendiam as vacas e se comprava uma nova junta para as sementeiras de outono, onde se comia melão e febras na brasa e os mais velhos bebiam vinho tinto, do pipio, pois para os miúdos era a laranjada. A Viseu? Era só de dois em dois anos, para ir à Feira Franca andar no carrossel! A Castendo? Só quando o rei fazia anos pares, para ir ao senhor Genésio, tratar da roupa para a Páscoa. Vem isto a propósito dos selos! Sim, colecionar selos era um passatempo adequado às sestas de verão, quando o calor abrasava ou às noites frias de inverno, à lareira, nesses confinamentos de outrora. E hoje, que Castelo Branco assinala os 250 anos de elevação a

Diferentes olhares sobre o nosso mundo

[Texto de Abílio Louro de Carvalho | ideiaspoligraficas.blogspot.com] Deus criou o mundo; as criaturas povoam-no e usufruem dele. Os arquitetos desenham magistralmente o mundo; os engenheiros executam-no em boa segurança se não houver azar. Os filósofos pretendem interpretar o mundo; os políticos conduzem-no, às vezes bem mal, e poderiam transformá-lo. Os cientistas pesquisam o mundo e dão-no a conhecer; os técnicos mexem-no e remexem-no. Os agricultores e os mineiros revolvem o mundo; os operários completam-no e diversificam-no. Os artistas recriam e embelezam o mundo; os poetas sentem-no e cantam-no. Os geógrafos e os cosmógrafos descrevem o mundo sincronicamente; os historiadores narram-no ao longo dos milénios em notável, embora sempre discutível, diacronia. Os antropólogos explicam o lado humano do mundo; os sociólogos tentam entendê-lo e têm a veleidade de o avaliar. Os geólogos minam o mundo e pesquisam os seus lugares mais recônditos; os biólogos vivem-no e capt