Há uma palavra que, pelo seu conteúdo, é capaz de suplantar oceanos de dificuldades e colossais contrariedades sejam elas de que natureza forem. Falo da palavra esperança. Falo de uma palavra que encerra uma capacidade latente de dotar os indivíduos, em qualquer parte do mundo, de ânimo, de crer e de querer lutar por um futuro melhor. Vêm estas considerações a propósito do Orçamento de Estado que o governo apresentou e a direita, no parlamento, aprovou para 2012. E aprovou-o sem qualquer sensibilidade social, sem qualquer tergiversação face ao objetivo, frio, de cumprir, pelo caminho da penalização do rendimento do trabalho, as metas acordadas e não por outros caminhos que lhe foram propostos pelo PS e pelo seu líder António José Seguro, mas também por dignitários da Igreja, por Mário Soares, Cavaco Silva, Rui Rio, só para citar alguns. E aprovou este orçamento, não só contra os funcionários públicos e pensionistas, mas contra os portugueses, e sobremaneira contra os mais desfavorecido...