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“A Baba do Lobo”: dos tempos loucos do volfrâmio à atualidade consumista

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  “A Baba do Lobo”: dos tempos loucos do volfrâmio à atualidade consumista “A Baba do Lobo” é um espetáculo que partindo dos tempos loucos da exploração e comercialização de volfrâmio e de outros recursos, nos questiona sobre a atualidade, infrene, de consumo de recursos. E não haveria tempo mais próprio para esta coprodução subir à cena do que este tempo em que vivemos, de guerra e de incerteza mundiais. Em Portugal, outrora, esventrou-se a terra para dela extrair o volfrâmio, esse ouro negro tão necessário à indústria militar. Esse minério que tanta riqueza e tanta pobreza fez entre nós. Que tanto matou, com o pó da mina. Hoje, com os rearmamentos em curso, em todas as geografias, vai-se de novo ao ventre da terra, ao minério. Ao volfrâmio, mas também ao lítio, níquel, cobalto… e às célebres terras raras. Seja Segunda ou Primeira, do Leste ou do Sul, seja qual guerra for, já percebemos, lá estão os do costume à cata deles, dos recursos. Dos metálicos, dos não metálicos, d...

Análise de "O Volframista" pelo Tiago Marques, aluno do 12.º ano, de Sátão

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  No dia 7 de maio fui falar sobre o meu livro O Volframista à Biblioteca da Escola Secundária de Sátão, para uma turma do 12.º ano. Nesse dia decidi sortear pelos alunos um livro, tendo sido contemplado o Tiago Marques que agora me remeteu a sua análise. Um agradecimento ao Tiago Marques e às professoras que me convidaram para falar com os seus alunos. Eis a análise do Tiago: O Volframista, de Acácio Pinto, é um romance histórico que transporta o leitor para o Portugal rural da década de 1940, durante a Segunda Guerra Mundial. A obra centra-se na figura de Abel Fernandes, um trabalhador rural que, em busca de uma vida melhor, envolve-se no lucrativo e clandestino comércio de volfrâmio, mineral estratégico utilizado na indústria armamentista. A narrativa explora as consequências desse envolvimento, incluindo ascensão social, amores proibidos, corrupção e tragédias pessoais. Contexto histórico e enraizamento local A história é ambientada nas regiões rurais e mineiras de ...

Abordei o contexto histórico de O Volframista em congresso de ex-mineiros

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A convite da organização efetuei no dia 31 de maio uma comunicação ao 3º Congresso da ATMU ( Associação dos ex-Trabalhadores das Minasde Urânio ). Esta iniciativa dos ex-mineiros teve lugar na Urgeiriça, Canas de Senhorim, concelho de Nelas, e contou com diversas intervenções de pessoas oriundas de diversas antigas minas. No meu caso, integrado no painel de História, abordei, a partir do romance O Volframista o contexto histórico político e social da corrida ao ouro negro que teve lugar em Portugal, nomeadamente aquando da Segunda Guerra Mundial. Não deixei de circunstanciar o contexto da exploração e da comercialização de volfrâmio por parte do governo de Salazar aos ingleses e aos alemães bem como o intenso negócio clandestino de volfrâmio no mercado paralelo. Deixei uma breve pincelada sobre o aumento da procura que está a ocorrer atualmente no mundo, deste metal, fruto da escalada armamentista que estamos a viver. Este congresso contou com a presença de Ferro Rodrigues no s...

Análise de "O Volframista" pelo Rodrigo Santos, aluno do 9.º Ano, em Sátão

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  Quando fui falar sobre O Volframista à Biblioteca da EscolaSecundária de Sátão sorteei um livro pelos alunos do 9.°D com a condição de o aluno a quem saísse o livro ter de efetuar uma breve resenha do mesmo após a sua leitura. Por sorteio, o contemplado foi o Rodrigo Santos que, passadas poucas semanas e em cumprimento do compromisso me fez chegar um texto delicioso que publico de seguida. Um agradecimento ao Rodrigo Santos e às professoras que me convidaram para falar com os seus alunos. “Achei a leitura interessante porque apresenta uma parte da história de Portugal que normalmente não vemos com tanto detalhe. A descrição da vida nas aldeias, o medo causado pela ditadura e as dificuldades das pessoas tornam a história muito realista. Os personagens estão bem construídos e sentimos empatia por eles, mesmo quando tomam decisões erradas.   A escrita é clara e acessível, o que facilita a leitura. Além disso, gostei da forma como o senhor conseguiu ensinar história de ...

Maldito Minério: uma novela rural com volfrâmio à mistura

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  Acabei de ler o livro maldito minério , de A. F. Caseiro Marques. Trata-se de uma novela passada em contexto marcadamente rural que nos transporta aos tempos da exploração de volfrâmio em Portugal. Aos tempos da febre do ouro negro. Era um livro que andava para ler desde que O Volframista ganhou o prémio literário cónego Albano Martins de Sousa em 2022, quando, nessa ocasião, um dos elementos do júri, Carlos Paixão , se referira a ele. É bem verdade que, não ocupando o volfrâmio o cerne da narrativa, ele serviu para que o autor nos trouxesse um sem fim de histórias de aldeias bem do interior Portugal. Distribuídas, principalmente, pelos concelhos de Aguiar da Beira, Trancoso, Celorico da Beira e Fornos de Algodres, o grosso da ficção está ancorado na aldeia de Carapito. O centro da narrativa desenvolve-se numa viagem de comboio que a personagem principal, Francisco, efetuou desde a estação de Celorico da Beira até Coimbra. E é exatamente durante esta viagem, numa carruagem...

Acácio Pinto apresentou O Volframista a alunos de Sátão

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  Nesta quarta-feira, dia 7 de maio, Acácio Pinto efetuou duas sessões de apresentação do romance O Volframista na Biblioteca da Escola Secundária Frei Rosa Viterbo de Sátão, uma para alunos do 12.º ano e outra para alunos do 9.º ano. Enquadrada na programação da biblioteca, esta iniciativa contou com o apoio das professoras de História, Augusta Meireles e Conceição Lima, bem como da bibliotecária, a professora Céu Cunha. O autor começou por efetuar a contextualização política, social e económica de Portugal, nos anos 40 do século XX. Nessa época o nosso país foi assolado por uma intensa exploração de volfrâmio (ou tungsténio) cujo destino eram as indústrias de armamento alemã e britânica, os dois principais contendores da Segunda Guerra Mundial. Segundo Acácio Pinto, a trama do romance O Volframista desenrola-se neste contexto de grande procura de volfrâmio. E foi assim, no negócio do ouro negro, como era chamado, que a personagem principal enriqueceu rapidamente mas, frut...

Acácio Pinto apresentou O Volframista a alunos da Escola Secundária de Moimenta da Beira

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  A convite do Agrupamento de Escolas de Moimenta da Beira, Acácio Pinto deslocou-se, nesta segunda-feira, dia 7 de abril, à bibliotecaescolar Luís Veiga Leitão , para apresentar o romance O Volframista a alunos do ensino secundário daquela escola. Esta iniciativa estava enquadrada nas atividades da Semana Cultural do Agrupamento de Escolas. Ante a presença de vários professores, de que destaco a bibliotecária, Cristina Proença, coube a Felisberto Lima, em nome da escola, apresentar o autor e dar início à sessão, não deixando de tecer algumas considerações sobre o livro em análise que, disse, já ter lido com especial agrado. De seguida o autor efetuou o enquadramento geográfico, histórico, social e político da época em que o corpo principal da narrativa se passa, anos 40 do século XX, com ligações ao território da Beira Alta que constituem os cenários deste romance inspirado em factos verdadeiros. Referindo que a trama se inicia em 2016, em Paris, num acidente que envolveu d...

Acácio Pinto falou sobre o Volframista na Escola de Vila Nova de Paiva

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  Acácio Pinto deslocou-se à Escola Secundária de Vila Nova de Paiva para uma conversa com alunos dos 10.º e 11.º anos de escolaridade sobre o seu romance O VOLFRAMISTA, livro que foi lido em sala de aula, na disciplina de Geografia, no âmbito do projeto do PNL (Plano Nacional de Leitura) 10 Minutos a Ler. Esta iniciativa que foi dinamizada pela professora de Geografia Sandra Neto contou, igualmente, com a estreita colaboração da bibliotecária, a professora Maria Helena Pinto, e teve lugar no auditório daquele estabelecimento de enino. Depois de uma exposição inicial, em que o autor apresentou as circunstâncias históricas, sociais e políticas de Portugal e do Mundo durante a Segunda Guerra Mundial, tempo em que decorre a narrativa de O Volframista e em que foi apresentada a trama romanesca da obra, foi aberto um período de debate tendo os alunos colocado algumas perguntas sobre o processo de escrita e de inspiração do romance. De referir que a temática da exploração do volfrâ...

Centro Interpretativo das Minas de Argozelo, em Vimioso

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   Os centro interpretativos são espaços que visam preservar a história de uma qualquer atividade ou costume existente num determinado território. No âmbito das minhas incursões em territórios onde ocorreram, em meados do século XX, explorações mineiras ligadas ao volfrâmio, visitei o Centro Interpretativo de Argozelo, no concelho de Vimioso. Esta minha curiosidade tem a ver com o romance O VOLFRAMISTA que foi prémio literário Cónego Albano Martins de Sousa em 2022. É um espaço que nos leva aos anos 40 e 50 – Segunda Guerra Mundial e Guerra da Coreia – quando Portugal foi assolado pela “febre do ouro negro”, sobretudo no conflito que opôs os alemães aos ingleses, cada um com os respetivos aliados. Este centro interpretativo consta de uma sala com ferramentas e artefactos utilizados na exploração e de um conjunto de painéis onde se conta a história da importância do volfrâmio / tungsténio, nessa época, mas fazendo, inclusivamente, uma ligação ao seu uso nos nossos dias. ...

O Volframista: um livro que tem percorrido o país e a Europa

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  O Volframista , de Acácio Pinto, lançado em janeiro de 2023, tem percorrido, desde então, o país e a Europa. Recorde-se que O Volframista foi o livro vencedor do prémio literário Cónego Albano Martins de Sousa em 2022. Em Portugal não há nenhum distrito, incluindo as regiões autónomas, onde o livro não tenha tido leitores. Na Europa o livro chegou às mãos de pessoas residentes em Espanha, França, Reino Unido, Bélgica, Suíça, Luxemburgo, Alemanha, Países Baixos e Albânia. Quanto a iniciativas que contaram com a presença do autor,Acácio Pinto, o livro teve inúmeras apresentações. Destacamos Sátão, Vila Nova de Paiva, Viseu, Aguiar da Beira , Penalva do Castelo , Santa Comba Dão, Mangualde, São Pedro do Sul, em Lisboa na Assemnleia da República . Outras já programadas a curto prazo. O Volframista , através da personagem principal e de outras personagens de época, remete os leitores para os tempos da Segunda Guerra Mundial. Tempos em que a exploração e a comercialização legal ...

Brochura “Queiriga: Terra de Minas e de Mineiros”

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  Os visitantes da exposição de fotografia “Queiriga: Terra de Minas e de Mineiros” para além de poderem apreciar as 25 fotografias a preto e branco que a integram, recebem também uma brochura com informação complementar. É uma brochura com 22 páginas, cujo conteúdo é da autoria de Acácio Pinto. A edição em formato A5 horizontal tem paginação de Nelson Andrade (n|design) e foi impressa por Mediaspot. A produção e o depósito legal são da Câmara Municipal de Vila Nova de Paiva. Do seu conteúdo fazem parte uma nota introdutória, do autor, e a localização geográfica e enquadramento da freguesia da Queiriga. São, igualmente, tratados alguns aspetos históricos relacionados com a exploração mineira na Queriga, cujo início remonta a 1904. De igual modo são detalhados os pormenores de todas as concessões mineiras (nome, minério, ano). O Couto Mineiro de Lagares merece também uma breve análise. Finalmente, o autor apresenta um levantamento dos diários do governo e da república refere...

Rio de Frades e Regoufe: Dois ‘santuários’ unidos pelo volfrâmio, nas serras da Arada e da Freita

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  TAMBÉM PODE LER: CENTRO INTERPRETATIVO DE ARGOZELO - VIMIOSO Andávamos há alguns meses para visitar as ruínas das minas de volfrâmio de Rio de Frades e de Regoufe, situadas no concelho de Arouca, em pleno maciço montanhoso da Arada e da Freita. E lá fomos, neste mês de agosto, optando por um trajeto a partir de São Pedro do Sul, preparados para as constantes subidas e descidas por estradas estreitas e com os precipícios a acompanharem-nos ora à direita ora à esquerda. A verdade é que a aventura compensou. As paisagens são idílicas e os horizontes, lá do alto, até onde a vista alcança, com tantas serras e vales pelo meio, esfumam-se numa bruma longínqua em que a separação entre o céu e a terra se torna indecifrável. Depois temos lá no fundo – as minas de Rio de Frades ficam lá bem no fundo – as ruínas de uma exploração mineira que ainda hoje se adivinha ter sido de grande envergadura. Em Rio de Frades a envolvente é avassaladora. Sentimo-nos engolidos pela natureza, sentim...

Queiriga | Foi inaugurada a exposição de fotografia sobre as Minas do Rebentão

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A exposição de fotografia “Queiriga: Terra de Minas e de Mineiros” foi inaugurada esta tarde, dia 8 de agosto, com a presença de José Cesário, secretário de estado das Comunidades Portuguesas e do presidente da Câmara de Vila Nova de Paiva, Paulo Marques. Associaram-se ainda a este evento o vice-presidente da CCDRC; José Morgado, o deputado do PSD, Carlos Silva, o presidente da Junta de Freguesia, Cristóvão Chaves, vereadores do município e outros autarcas, bem como o bispo de Viseu, D. António Luciano e o pároco da freguesia, Augusto Gomes e muitos outros queiriguenses, muitos deles emigrantes. Acácio Pinto, o responsável pelos conteúdos da exposição efetuou um breve enquadramento da exposição assinalando o facto de este ano se comemorarem 120 anos sobre a data da primeira concessão mineira em terras da freguesia da Queiriga, que remonta a 1904. Referiu que as fotografias expostas, a preto e branco, foram cedidas pelos familiares de António Maria Santos, através da intermediação do ...

Queiriga: Terra de Minas e de Mineiros - Exposição de Fotografia a inaugurar a 8 de agosto

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  É com gosto que estou a comissariar a exposição de fotografias Queiriga: Terra de Minas e de Mineiros em articulação com a Câmara Municipal de Vila Nova de Paiva e com a colaboração da Junta de Freguesia da Queiriga e que irá ser apresentada no início de agosto, na antiga escola primária da Queiriga. Já temos algumas fotografias, porém, até dia 30 de junho, quem quiser, pode fazer-nos chegar fotos que integraremos na referida exposição. Eis o teor do texto publicado pelo município: A Câmara Municipal de Vila Nova de Paiva em articulação e colaboração da Junta de Freguesia da Queiriga irá efetuar na antiga Escola Primária da Queiriga (atual Centro de Memórias das Migrações- Queiriga Mon Amour) no mês de agosto, uma exposição de fotografias antigas subordinada ao tema: Terra de Minas e de Mineiros. Assim sendo, vimos solicitar às pessoas da freguesia a cedência de fotografias dos anos de funcionamento da exploração mineira (anos 40, 50… do séc. XX), que tenham nos ...

Breve balanço sobre o livro O Volframista um ano após o lançamento

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    A 22 de janeiro de 2023 foi efetuada a apresentação do livro O Volframista , vencedor do prémio literário Cónego Albano Martins de Sousa de 2022, numa sessão que teve lugar no Cineteatro Municipal de Sátão, evento organizado pela Câmara Municipal de Sátão, entidade promotora do concurso. Depois disso, foram inúmeras as apresentações que o livro foi tendo em diversos pontos do país, com destaque para o distrito de Viseu: Vila Nova de Paiva, Penalva do Castelo, Viseu, São Pedro do Sul, Mangualde, Aguiar da Beira e Lisboa. E, face a enorme procura, as edições foram-se sucedendo. A 2ª edição saiu em abril, e a 3ª em agosto. Um ano volvido, o livro já viajou, através da Wook e de compras diretas ao editor, para a generalidade dos distritos de Portugal Continental e para as regiões autónomas. Igualmente voou para inúmeros países da Europa, sobretudo, onde há grandes comunidades portuguesas, casos de França e Suiça. Impõe-se, igualmente, neste breve balanço, agradecer às ...

Intervenção de António Gomes nas Termas de São Pedro do Sul na apresentação de O Volframista

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  Meu bom amigo, Acácio: Quis a vida que as nossas vidas se cruzassem. Foi assim na política. Foi assim na atividade profissional. Foi assim na formação académica. Foi assim na escrita. Há uns anitos atrás, neste mesmo espaço, tive a subida honra de te ter como apresentador do meu escrito sobre a participação de S. Pedro do Sul na IGM. E é óbvio que, agora, perante o convite para apresentar esta tua lavra, “OVolframista”, eu jamais poderia recusar este meu modesto contributo. A nossa amizade é grande demais para  negacionismos . Até porque quem arrisca a expressão pública da escrita só deve merecer apoios e elogios à beleza que o casamento feliz das letras encerra. E tu já vais na enésima obra, por entre os vários modos de o fazer. Pois aqui estamos. Confesso que li a tua obra de uma só penada. Como fiz em tempos com “O Equador”, esse colosso de Sousa Tavares, que devorei em dois dias. O teu foi apenas numa tarde de domingo. Porque, tal como aquele, a tua escrita é...

Texto de João Adelino Santos sobre O Volframista

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  [Esta apresentação teve lugar no auditório Carlos Paredes em Vila Nova de Paiva, no dia 16 de abril de 2023.] Antes de mais, começo por agradecer honradamente o convite para este empreendimento, a apresentação de um livro. Espero, sinceramente, estar à altura das expectativas, por se tratar de uma experiência nova. Após a vinda a público de “O Volframista”, já muitos se pronunciaram sobre esta obra de ficção, dificultando um pouco mais esta tarefa, no sentido de evitar repetições e aportar algo de diferente. Espero que o consiga! Nada melhor do que começar por enquadrar a obra com referências que surgem no seu final. Na página 161, podemos ler: “Ali estavam, então, dois jovens, bisnetos de um ascendente comum. Descendentes de um cidadão luso que, nos anos quarenta do século XX, se deslumbrou, na sua terra, pela riqueza fácil e se perdeu nos emaranhados dos negócios de um minério que marcou uma época em Portugal e no mundo. ” A narrativa desenrola-se, assim, nos anos quare...

Apresentação do livro O Volframista aos alunos do 8º e 9º anos da Escola de Ferreira de Aves

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  Teve lugar, nesta terça-feira, dia 28 de março, integrada na semana da leitura, a apresentação do livro O Volframista, na Biblioteca Escolar de Ferreira de Aves. O autor, Acácio Pinto, e a professora de português, Ângela Silva, a convite do coordenador do estabelecimento, Albano Aguiar, e da professora bibliotecária, Cristina Coelho, apresentaram aos alunos do oitavo e nono anos a obra nas suas vertentes espácio-temporais e de análise psicológica de algumas personagens. No final foi aberto um período de interação com os alunos presentes. Recorde-se que a obra O Volframista foi a vencedora do prémio literário Cónego Albano Martins de Sousa de 2022, promovido pela Câmara Municipal de Sátão. Do livro, na contracapa, a diretora do Agrupamento de Escolas de Sátão, Helena Castro referiu que “é claramente um romance de época, com um forte enraizamento local, onde facilmente relacionamos pessoas e lugares” e o professor Carlos Paixão referiu “o autor soube agarrar num tema de rea...

Análise, em jeito de carta, do professor Fernando Amaral sobre o livro O VOLFRAMISTA

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  Caro e ilustre escritor, Para início deste texto sublinho o seguinte: sendo eu um conhecedor e admirador da tua escrita, o facto de teres ganhado o prémio literário não me apanhou assim de forma tão surpreendente. Acho que foi uma consequência normal da tua entrega à escrita, e era naturalmente uma questão de tempo. É realmente uma obra com grandes mudanças no plano temporal, o uso de analepses (e prolepses) são uma constante, como se pode constatar desde o início até ao fim do texto. O trama narrativo começa na final do euro de futebol, no dia 10 de julho de 2016 e vai até ao passado de 1961, através do reencontro dos cunhados. Depois faz-nos regressar até 1944 – a fuga de Abel Fernandes para França (personagem principal), e de seguida recua até ao seu longínquo ano de nascimento – 1916. No capítulo 4o o narrador situa-nos em 1940, e no 10o faz-nos ir até julho de 1941. O capítulo 13o simboliza o azar, a grande viragem na vida de Abel. A bonança, esfumada no charuto, dá ...

Panasqueira: terra de volfrâmio e de mineiros

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  A Panasqueira é uma terra de volfrâmio e de mineiros . E tudo começou nos finais do século XIX com a descoberta de umas pedras negras que não ardiam. Foi um carvoeiro que, quando fazia carvão a partir das cepas de urze, constatou que aquelas pedras, tão parecidas com o carvão que ele produzia, tinham mais brilho e não ardiam. Daí até aos nossas dias foi um trabalho praticamente ininterrupto ao longo de mais de cem anos. Tratava-se de volframite, o mineral que dá origem ao volfrâmio e as sociedades mineiras que o exploraram foram as mais diversas. Desde sociedades de capital exclusivamente português, no início, até capitais canadianos, foi um corropio de companhias a esventrar aquela serra, sendo a atual a Beralt Almonty – Tin & Wolfram. Com a concessão a estender-se pelos concelhos da Covilhã e do Fundão, por uma área de cerca de seis quilómetros quadrados, o Couto Mineiro da Panasqueira está hoje concentrado em termos de atividade (edifícios administrativos, de separação...