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"Outra vez Amália" encantou Quiaios

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  “Outra vez Amália” subiu ao palco do GIRQ, em Quiaios, na noite de 26 de junho. E que magnífico musical! Afinal, não são só os grupos profissionais que nos surpreendem! E, assim sendo, a surpresa é ainda maior quando a qualidade da produção emociona uma plateia completamente cheia e rendida ao espetáculo. Perdoar-me-ão se destacar a voz, forte e bem timbrada, e os trejeitos da atriz (Susana Gabriela Patrão) que desempenhou o papel de Amália. Encantou com o enorme naipe de fados de Amália Rodrigues que ela cantou, desde os seus tempos iniciais de carreira até aos anos 90. Foi uma bela incursão pela vida artística da maior fadista portuguesa do século XX . As interações em palco com Marceneiro, Hermínia Silva, Maria Teresa Noronha, Camões, Pessoa, David Mourão Ferreira, Variações, ou as mais ou menos explícitas ligações aos corredores do poder e a proscrição a que foi sujeita depois do 25 de abril, ou as encenações das marchas e das procissões, permitiram ao público presente,...

Viseu | Exposição "Impressões de Viagem", de Carlos Almeida

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Ao visitar a exposição do artista Carlos Almeida, “Impressões de Viagem”, que está patente ao público na sede da Junta da Freguesia de Viseu, no Solar dos Peixotos, fiz de imediato uma correlação com uma outra, esta do Vasco Ribeiro, que esteve patente no Museu Almeida Moreira em julho de 2019. E porquê? Porque os elementos expositivos são os mesmos? Porque a expressão artística tem configurações semelhantes? Não, nada disso. Porque ambas nos traziam, nos trazem, olhares que as pessoas captam nas suas viagens de turismo ou de trabalho e que decidem partilhar com os seus concidadãos. Com a comunidade. Connosco. E se a de Vasco Ribeiro nos trouxe “Viseu pelas bocas do Mundo”, ou seja, olhares antigos de cidadãos estrangeiros sobre a nossa cidade de Viseu (cultura, gastronomia, arquitetura, património) em forma de texto, esta, a de Carlos Almeida, traz-nos, quiçá, mais. Traz-nos o olhar, em forma de desenho, das peregrinações de um artista. Traz-nos retratos revelados pela ponta d...

O cuspo do cuco ou das bruxas

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  Todos os anos na primavera, era eu miúdo, com a chegada do cuco a Portugal era ver as ervas mais tenras com uma baba branca no seu caule. À natural curiosidade infantil, logo uns respondiam, — Não lhe mexas que é cuspo do cuco. Não o ouviste já cantar? E de outros vinha uma outra versão, — A minha avó diz que é cuspo das bruxas e se lhe mexermos ficamos enfeitiçados. A verdade é que não lhe tocávamos diretamente com a mão, quando muito com uma vara que encontrássemos por perto. Ou então, os mais corajosos davam-lhe um pontapé. Sem a IA (inteligência artificial) na ponta dos dedos para nos esclarecer no momento, acreditávamos naquela história (e noutras) que nos eram contadas ao ritmo das estações do ano que, ao tempo, também eram muito mais bem definidas do que são hoje. Era a sabedoria popular a transmitir-se de geração em geração. Hoje, que me deparei com esse “cuspo”, perguntei à IA de que se tratava afinal aquela baba ou espuma branca que envolvia o caule de uma s...

Nossa Senhora do Pranto: Uma exposição para memória futura

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  “Para memória futura” é uma expressão muito em voga de há alguns anos a esta parte, sobretudo quando se trata de ouvir pessoas cujos testemunhos sejam relevantes para regressarmos a tempos que já lá vão. Pois bem, foi o que fizeram João Parracho e Pedro Esteves com a exposição "Senhora do Pranto: Gentes de Fé e Memória de Ílhavo", relativa à festa a Nossa Senhora do Pranto que anualmente se realiza no Cimo de Vila em Ílhavo, a 15 de agosto. Munidos das suas objetivas dispararam nas direções que as suas sensibilidades lhes ditaram e, vai daí, deram à estampa uma exposição fotográfica que pode ser vista no Centro de Religiosidade Marítima de Ílhavo, nas imediações da Igreja Matriz. E a valia e dimensão da exposição está no suporte físico que podemos observar nos expositores? Também, mas sobretudo estará na digitalização que deste trabalho não deixará de ser feito por forma a guardarmos para memória futura a luz e a sombra captadas: o arco NSP, altaneiro; o andor, aben...

JUSTA: Um filme que é uma ode ao amor

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  Justa de Teresa Villaverde O negro dos incêndios está por todo o lado. Até nos corações! Das personagens. E no viver de uma aldeia que não encontra a esperança. De uma vida que tarda em renascer. Foi muita perda! De entes queridos! De familiares! E de bens, em que os imateriais mais pesarão: como o de um viver em comunidade. Em família. Que não mais regressará. Naqueles moldes. É indizível. O peso da culpa. Carregada. Colada ao corpo. Qual ferro em brasa. Uma culpa atirada em palavras de raiva. Ou só de revolta? Contra tudo e contra todos. E onde está o amor? Nos gestos. Nas gramáticas de palavras por dizer. Nos silêncios de tantas curvas da estrada. Com corpos. Gritos. Nas cicatrizes de pessoas em luta por uma aurora de felicidade. Efémera? Ou eterna? Nem que seja de uma ida ao cemitério ou de um salto para o centro daquele fogo. De mulheres e homens inteiros. Que ali estão! Para ajudar. O outro. Sendo eles próprios o seu semelhante. Pois todos se reveem no mesmo espe...

Quiaios: Aprender História de Portugal através da música

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  Com o objetivo de assinalar o seu 157.º aniversário, a Filarmónica Quiaiense convidou a Filarmónica do Grupo Recreativo Mirandense para a realização de um concerto conjunto, neste sábado, dia 3 de janeiro, nas suas instalações. Mas, para quem como nós ali foi para assistir ao concerto de aniversário sob o subtítulo “Histórias de Portugal”, estava longe de imaginar as sonoridades que iriam sair dos diversos naipes de instrumentos em palco e da apresentadora, sob a batuta, alternada, dos maestros António Jesus, Rui Lúcio e Alexandre Madeira e as ligações que iriam estar subjacentes à nossa História. Mas estiveram! As peças musicais selecionadas proporcionaram aos presentes uma longa viagem. Em que todos aprendemos. Em que nos foi proporcionada uma emersão num passado mais ou menos distante do qual resultou o povo que hoje somos. Em conjunto, músicos e público, fizemos uma viagem desde os tempos da fundação da nacionalidade, da mourama e da interseção de culturas (Al Gharb – d...

Diz o povo. Provérbios de dezembro

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Em dezembro treme de frio cada membro. Em dezembro descansar para em janeiro trabalhar. Ande o frio por onde andar, no Natal cá vem parar. Quem varejar antes do Natal, deixa o azeite no olival. Se queres um bom alhal, planta-o no mês do Natal. Pelo Natal, sachar o faval. Quem quer bom ervilhal semeia antes do Natal. Dezembro frio, calor no estio. Caindo o Natal à segunda-feira, o lavrador tem de alargar a eira. Dezembro com junho ao desafio traz janeiro frio. OUTROS PROVÉRBIOS

Diz o povo. Provérbios de novembro

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  Novembro à porta, geada na horta. Dos Santos ao Advento, nem muita chuva nem muito vento. Dos Santos ao Natal, inverno geral. Dos Santos ao Natal, bom é chover e melhor é nevar. As geadas de São Martinho levam a carne e levam o vinho. No dia de São Martinho semeia os teus alhos e prova o teu vinho. No dia de São Martinho, vai à adega e prova o teu vinho. No dia de São Martinho, castanhas, lume e vinho. Pelo São Martinho fura o teu pipinho. Em novembro põe tudo a secar, pode o sol não tornar. PROVÉRBIOS DE OUTROS MESES

O que dizem as memórias paroquiais de 1758 sobre a paróquia de Romãs

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  Por decisão do Marquês de Pombal, em 1758, três anos após o terramoto, foram lançadas a todas as paróquias um conjunto de questões a que os respetivos párocos responderam. Essas memórias são um importante documento que nos permite, hoje, conhecer alguns pormenores da nossa terra em meados do século XVIII. As perguntas tinham a ver com a jurisdição, com a demografia, a geografia, os recursos, as igrejas, as pessoas ilustres, entre outras. Deixo-vos hoje as respostas que o reitor do lugar de Romanis (concelho de Sátão), Pedro Jozé Machado, deu às perguntas do Ministro do Reino e que pelo seu teor, facilmente se adivinha a que pergunta ele estava a responder. Esclareça-se que à época o território da atual freguesia constituía o concelho de Gulfar, cujo pelourinho e sede era em Douro Calvo. Eis o teor das respostas, datadas de 20 de maio de 1758. Igreja das Romanis. Interroguatorios. 1. Esta igreja de Santa Maria do Val das Romanis se acha setuada na Provincia da Beira, bisp...

Uma ‘aula’ sobre a escravidão, por João Pedro Marques

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  A sessão das 5.as de Leitura que teve lugar nesta quinta-feira, 23 de outubro, na Biblioteca Municipal da Figueira da Foz, contou com a presença do historiador e romancista João PedroMarques . Sob a batuta suave e competente de Teresa Carvalho , a moderadora, dando o palco ao convidado, este dissertou sapientemente, enquanto historiador, pela temática da escravatura, que acabou por ser o pano de fundo deste excelente serão literário, com permanentes ligações a circunstâncias históricas, em que não faltaram também incursões francas e intimistas a alguns aspetos dos seus tempos de estudante de engenharia. Está claro que, nesta conversa, não poderia faltar uma palavra do romancista sobre os seus romances. Sobre a sua escrita criativa. Sobre as suas tramas romanescas, tecidas normalmente ‘em cima’ de “acontecimentos históricos”, onde ele se socorre de personagens reais e de personagens fictícias, para criar uma “intriga” e dar corpo às suas ficções. Ou seja, poderemos dizer, em ...

Diz o povo. Provérbios de outubro

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  Outubro quente traz o Diabo no ventre. Em Outubro ou secam as fontes, ou passam os rios por cima das pontes. Em Outubro o lume já é amigo. Pelo São Francisco (4 de outubro) semeia o centeio e o trigo; e a velha que o dizia, já semeado o tinha. Pelo S. Simão (28 de outubro), favas no chão. Outubro chuvoso faz ano venturoso. Pelo São Simão e São Judas (28 de outubro) já colhidas estão as uvas. Em Outubro centeio ruivo. Em Outubro pega tudo. Em Outubro sê prudente: guarda o pão, guarda a semente. PROVÉRBIOS NESTE SITE  |  E NESTE

Uma incursão até à Orca de Forles

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  Após uma refeição bem degustada na Tasca Alentejana, em Águas Boas, e depois de uma sobremesa condimentada por uma saborosa tertúlia entre livres-pensadores, eis que a orca de Forles, a norte do concelho de Sátão, ali estava mesmo à mão para uma visita! Bem, bem… mesmo à mão nem por isso! Idos de Forles e depois de nos ser anunciada a 1700 m de distância eis que as encruzilhadas surgiram e nem mais uma placa indicativa, para quem ia por aquele caminho. Com recurso ao Google Earth lá conseguimos chegar. A Orca de Forles, um dos primeiros dólmens da Beira Alta a ser inventariado e escavado em 1896 por Leite de Vasconcelos , esse vulto da arqueologia, apresenta-se hoje como um monumento restaurado, supostamente com a sua configuração e traça inicial. Como os demais da Beira Alta “a primeira fase de uso deste monumento deve ter acontecido há cerca de seis mil anos.” Porém, a maior parte dos utensílios e artefactos exumados nas escavações de 2020/21, que deram origem a esta re...

O que é que Zé Penicheiro tem a ver com a Praia de Quiaios?

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Foram vários os artistas plásticos ( AQUI ) que ao longo do tempo se encantaram e renderam à Praia de Quiaios, para além dos inúmeros realizadores ( AQUI ) e fotógrafos que captaram com as suas câmaras os excelentes enquadramentos da Serra da Boa Viagem e do mar que beija o extenso areal, a norte. Trazemos hoje à colação o artista plástico de renome internacional Zé Penicheiro que nasceu em Candosa, no concelho de Tábua em 1921 e faleceu, em 2014, na Figueira da Foz , onde foi sepultado. Mas como não se pretende nesta breve crónica traçar a biografia do artista, vamos, tão só, deixar breves notas sobre a sua ligação à Praia de Quiaios. Desde logo porque ele tinha casa, precisamente, no n.º 9 da “Rua Galeria Convés”, que assim foi batizada em homenagem ao mestre. É que Zé Penicheiro havia criado em Aveiro, junto à Praça do Peixe, uma pequena galeria, que também funcionava como o seu atelier/estúdio, onde teve alguns jovens discípulos que queriam aprender as suas técnicas e a que deu...

Palheiros e espigueiros, construções em vias de extinção

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  As paisagens rurais das aldeias da Beira Alta eram, outrora, por alturas do equinócio de setembro — quando ambos os hemisférios se encontram igualmente iluminada pelo Sol —, dominadas por duas construções que se têm vindo a perder e que hoje estão em vias de extinção: os palheiros e os espigueiros. Os palheiros eram construções de palha que se faziam anualmente durante a malhada, depois de aquela ser debulhada durante a sua passagem pelo tambor da malhadeira. Refira-se que a malhada era uma das atividades agrícolas mais difíceis de executar, sobretudo pelo pó e pelas praganas que se libertavam do centeio ou do trigo durante tal operação. A propósito, acrescente-se que, igualmente, era sempre um encanto para a pequenada assistir à operação de malhar o centeio que começava com a instalação da malhadeira amarela — feita pela família Mota de Águas Boas, uma marca que ainda hoje perdura — nas eiras das aldeias. Com os esbugalhados seguiam toda a operação sem perder pitada. Da máqu...

Excelente serão cultural, com Bagão Félix, na Biblioteca da Figueira da Foz

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  Sempre gostei de conhecer o lado B das propostas, dos projetos e das pessoas. Ficarmos restringidos a um único olhar, a uma só perspetiva, à narrativa exclusiva, reduz a nossa capacidade de decidir, de encontrar o melhor caminho e de ajuizar bem seja sobre aquilo que for ou sobre quem for. Vem isto a propósito da sessão que teve lugar ontem à noite, 18 de setembro, na Biblioteca Municipal Pedro Fernandes Tomás, na Figueira da Foz. Eu conhecia o lado A de António Bagão Félix. O de político, de ministro, o de economista, em suma o de figura pública. Bem, ontem, nas “5.as de Leitura”, em torno do último livro de Bagão Félix, Quarenta Árvores em discurso direto, pude conhecer o seu outro lado, o seu lado B. E se eu até nutria alguma simpatia por ele, embora sendo nós de áreas diferentes, ele da democracia cristã, conservador, e eu da área do socialismo democrático e da social-democracia — signifique esta taxonomia política aquilo que significar —, agora fiquei rendido ao convers...

Etnografia Portuguesa, de Leite de Vasconcellos

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  Quando queremos conhecer as raízes mais profundas da nossa cultura, mais genuínas e autênticas, nada como ir ver aquilo que nos dizem os mestres. Neste caso o que nos diz José Leite de Vasconcelos, um dos mais ilustres e eméritos vultos portugueses da filologia, da etnografia e da arqueologia. Nascido na Ucanha em 1858, concelho de Tarouca, José Leite de Vasconcelos dedicou a sua vida em pesquisas, investigação de documentos e conversas com os seus e nossos conterrâneos portugueses, de lés a lés, seus contemporâneos. E aquilo que nos deixou é ainda hoje uma tratado, uma antologia, um repositório dos saberes e das vivências da vida de múltiplos lugares deste rincão à beira mar plantado. Hoje passei os olhos por alguns dos múltiplos aspetos por ele tratados. É bem verdade que a obra tem X volumes e o mestre faleceu quando estava a iniciar o IV. Porém, houve quem lhe deitasse a mão, dentre eles esse mago da Geografia, Orlando Ribeiro, e nos deixasse este magnífico legado. Uma ...

Caixotim: uma livraria de charme, em Castelo Branco

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Livraria Caixotim , fica na rua do Pina, n.º 16, na capital da Beira Baixa. Fica no centro da cidade e bem próxima de diversos espaços icónicos de Castelo Branco, como o Museu Cargaleiro e o Jardim do Paço Episcopal. Fomos lá a propósito de um recital de poesia, no caso de Afonso Carrega — pelas vozes de Maria de Lurdes Gouveia Barata , Ana Leal Oliveira e de Ana Mónica — e de uma exposição de pintura de Joaquim Picado . Mas não vos vamos falar do evento que, diga-se com inteira justiça, foi muito agradável e carregado de boas declamações, para além de uma viagem erudita e sapiente de Paulo Samuel — o orador e moderador — aos interstícios da poesia, com laivos interpretativos do conteúdo poético do autor dos poemas. Vamos falar-vos, isso sim, do espaço. Daquele espaço em concreto. Desde logo o nome próprio da livraria, a marca, Caixotim , uma palavra que nos remete para os processos analógicos de impressão de livros, que Gutenberg inventou. Que nos leva até às tipografias e ...

Prémios Cargaleiro, apresentados nos 20 anos do museu

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  O Museu Cargaleiro, em Castelo Branco, assinalou o 20.º aniversário no dia 9 de setembro, com a apresentação dos Prémios Manuel Cargaleiro. Estes prémios, que visam aprofundar e promover a obra do mestre, resultam da vontade da Fundação Manuel Cargaleiro, cujo conselho de administração é presidido por Maria Isabel Leal Brito da Mana, a companheira de vida do mestre. Destinados a artistas, contam com o envolvimento da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, da Câmara de Castelo Branco e da Caixa de Crédito Agrícola Beira Baixa Sul. Os prémios Manuel Cargaleiro terão três categorias. Uma que se destina à revelação de jovens artistas, atribuindo-se bolsas de estudo, outra para a reinterpretação da obra do mestre e uma outra de investigação no âmbito da arte. Lá estive, com gosto, num espaço excelente, localizado na encosta do castelo (parte antiga da cidade) aproveitando para rever algumas das suas obras mais icónicas. O Museu Cargaleiro merece uma visita por par...

Diz o povo. Provérbios de setembro

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Em setembro, ardem os montes e secam as fontes. Setembro ou seca as fontes ou levas as pontes. Agosto debulhar, setembro vindimar. Chuvas verdadeiras em setembro as primeiras. Em setembro semeia o teu pão. Em setembro cara de poucos amigos e manhã de figos. Em setembro palha no palheiro e meninas ao candeeiro. Para vindimar deixa setembro acabar. Setembro matou a mãe à sede. Setembro molhado figo estragado. Setembro que enche o celeiro dá lucro ao rendeiro.  Foto: Letras e Conteúdos (Espigueiros de Pendilhe - Vila Nova de Paiva) PROVÉRBIOS NESTE SITE  |  E NESTE

Sátão: Feira dos Vinte

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  Foto: Rua Dr. Hilário Pereira, 20 de agosto de 1987 Era popularmente conhecida por Feira dos Vinte, a feira anual que se realizava em Sátão no dia 20 de agosto, dia de São Bernardo, feriado municipal desde 1969. Era uma feira que atraía à vila de Sátão milhares de pessoas, vindas das povoações do concelho e dos envolventes. Era miúdo e este dia, o da feira de ano, era sempre esperado com enorme ansiedade. Era um dia bem diferente, que fugia das duras rotinas dos trabalhos agrícolas de verão. Bem me lembro do concurso pecuário e da feira do gado, onde os criadores e os comerciantes da região vinham mostrar, vender e comprar os “tratores” da época, as vacas com que iriam lavrar as terras para se semearem os nabos e plantar as couves do Natal e acarretar o milho para as lajes e as uvas para os lagares, em dornas de madeira. Bem me lembro deste dia, em que o cheiro do frango na brasa e as tiras de carne entremeada nos abriam o apetite logo pela manhã, mas tais iguarias só as ...