Avançar para o conteúdo principal

Nas infraestruturas o Governo eliminou do mapa o distrito de Viseu

Comunicado dos deputados do PS eleitos pelo círculo eleitoral de Viseu a propósito do anúncio de investimento de 28 milhões nas estradas do distrito:
«É uma vergonha. O Governo nada tendo feito na rodovia em todo o distrito de Viseu durante 4 anos vem agora, com o mandato caducado, a 4 meses de eleições, anunciar para os próximos 5 anos um investimento de 28 M€ em todo o distrito.
Assim, em 8 anos (2011-2019) o que o PSD/CDS fizeram e desejam para o nosso distrito é isto: uma cultura de resignação e de anúncio de obras, apresentadas quase como um ato de caridade, sobretudo para quem diz que tem os “cofres cheios”.
As intervenções de conservação e requalificação são uma atividade regular e obrigatória (era o que mais faltava!), mas não são a resposta para as ambições estruturantes de 400 mil pessoas que vivem nos 24 concelhos do distrito.
A título de exemplo, o que este Governo nos prometeu foi a ligação Viseu-Coimbra, o IC12, o IC37 ou uma nova estrada entre Viseu e Sátão. O que este governo nos prometeu foi a ligação de Resende à A24 ou a intervenção nas acessibilidades de Lamego a Trancoso ou de Cinfães à A 4. Porém, sobre estes exemplos, entre muitos outros nem uma palavra.
O Governo, pela voz de Sérgio Monteiro, secretário de estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, depois de muitas promessas, já há algumas semanas tinha deixado cair a máscara. Nada tendo existido para o distrito de Viseu neste mandato, teve a ousadia de dizer que tudo o que possa vir a ser feito vai ser “decidido pelo próximo Governo”.
É uma desilusão para todos, em todo o distrito, mesmo para os eleitores que confiaram o seu voto a esta maioria. Isso percebe-se muito bem no dia-a-dia, nas conversas informais com as pessoas, autarcas e dirigentes políticos que confessam a sua frustração ou surpresa, sendo que o de Viseu é o mais “espantado” com as decisões do Governo que integrou.
Os deputados do PS eleitos pelo círculo eleitoral de Viseu denunciam assim a deriva e o embuste político de quem perdeu o respeito pelos eleitores e pela sua inteligência.
Aos deputados desta maioria, em Viseu, e ao Governo, os deputados do PS lembram que tal como nas autárquicas foi manifestado um profundo desejo de mudança, também nas próximas legislativas os viseenses não deixarão de punir quem interrompeu um ciclo de progresso em todo o distrito.

Os deputados do PS Viseu
José Junqueiro | Acácio Pinto | Elza Pais»

Mensagens populares deste blogue

Sermos David e Rafael, acalma-nos? Não, mas ampara-nos e torna-nos mais humanos!

  As palavras, essas, estão todas ditas. Todas. Mas continua a faltar-nos, a faltar-me, a compreensão. Uma explicação que seja. Só uma, para tão cruel desenlace. Da antiguidade até ao agora, o que é que ainda não foi dito? O que é que falta dizer? Nada e tudo. E aqui continuamos, longe, muito distantes, de encontrar a chave que nos abra a porta deste paradoxo. Bem sei que, quiçá, essa procura é uma impossibilidade. Que não existe qualquer via de acesso aos insondáveis desígnios. Da vida e da morte. Dos tempos de viver e de morrer. Não existe. E quando esses intentos acontecem em idades prematuras? Em idades temporãs? Tenras? Quando os olhos brilham? Quando os sonhos semeados estão a germinar? Aí, tudo colapsa. É a revolta. É o caos. Sermos David e Rafael, nestes tempos cruéis, não nos acalma. Sermos comunidade, não nos sossega. Partilharmos a dor da família, não nos apazigua. Sermos solidários, não nos aquieta. Bem sei que não. Mas, sejamos tudo isso, pois ainda é o q...

Frontal, genuíno, prestável: era assim o António Figueiredo Pina!

  Conheci-o no final dos anos 70. Trabalhava numa loja comercial, onde se vendia de tudo um pouco. Numa loja localizada na rua principal de Sátão, nas imediações do Foto Bela e do Café Sátão. Ali bem ao lado da barbearia, por Garret conhecida, e em frente da Papelaria Jota. Depois, ainda na rua principal, deslocou-se para o cruzamento de Rio de Moinhos, onde prosseguiu a sua atividade e onde se consolidou como comerciante de referência. Onde lançou e desenvolveu a marca que era conhecida em todo o concelho, a Casa Pina, recheando a sua loja de uma multiplicidade de ferramentas, tintas e artefactos. Sim, falo do António Figueiredo Pina. Do Pinita, como era tratado por tantos amigos e com quem estive, há cerca de um mês e meio, em sua casa. Conheceu-me e eu senti-me reconfortado, conforto que, naquele momento, creio que foi recíproco. - És o Acácio - disse, olhando-me nos olhos. Olhar que gravei e que guardo! Quem nunca entrou na sua loja para comprar fosse lá o que fosse? Naquel...

Murganheira: O melhor espumante de Portugal!

LETRASECONTEUDOS.PT Ficam no concelho de Tarouca, em Ucanha, a norte do distrito de Viseu, e são um mundo escondido sob aquela colina revestida pela vinha alinhada e bem verde, no verão, antes da colheita das uvas touriga, tinta roriz, gouveio, cerceal, chardonnay ou pinot . Trata-se das Caves da Murganheira e ali estão há mais de 60 anos.  Situadas num espaço magnífico, de transição entre a Beira e o Douro, as Caves da Murganheira conjugam modernidade e tradição. A modernidade do edifício onde se comercializa e prova o segredo encerrado em cada garrafa de espumante e a tradição das galerias das caves "escavadas" a pólvora e dinamite naquele maciço de granito azul. E se no edifício de prova - com um amplo salão, moderno e funcional, com uma enorme janela aberta sobre a magnífica paisagem vinhateira, que encantou os cistercienses - é necessário ar condicionado para manter uma temperatura, que contraste com o agreste calor estival, já nas galerias subterrâneas a temperatura...