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António Costa nos 42 anos do PS, com palácio de Cristal a transbordar: "governo perdeu o norte e não sabe que fazer com o país"

foto: www.publico.pt
Uma enorme mobilização de todo o país fez transbordar o palácio de Cristal no Porto para ouvir António Costa, numa jornada que foi de festa. A festa da democracia e os 42 anos da fundação do PS: 19.04.1973-19.04.2015.
Lá estiveram para além do António Costa, secretário geral do PS, Mário Soares, Jorge Sampaio, Almeida Santos, Carlos César, Ferro Rodrigues... e muitos milhares de socialistas de todo o país.
Antes das intervenções de José Luís Carneiro, João Torres, Mário Soares e António Costa, houve música e muita animação dentro do palácio e nas jardins envolventes.
Foi uma grande jornada e uma magnífica mobilização de todo o PS.
Eis alguns excertos da intervenção de António Costa:
"Os nossos compromissos serão isso mesmo: palavra dada é palavra honrada. É isso que faremos no nosso próximo ciclo de governação".
"O rigor será a marca da governação do PS”.
“Esse rigor do PS começará já nesta campanha eleitoral, porque ninguém nos verá a fazer o que fez o actual primeiro-ministro [em 2011] em campanha, prometendo que não cortava o que veio a cortar no Governo e prometendo não aumentar o que veio a aumentar no Governo. Nós só assumiremos compromissos perante os portugueses depois de testar a sua capacidade, consistência e sustentabilidade. Podemos dizer olhos nos olhos aos portugueses que o que nós nos comprometermos a fazer na oposição é o que faremos no Governo. Só temos uma cara, só temos uma palavra."
“Há um mês o Governo dizia que tinha os cofres cheios, e agora o que vem dizer é que, afinal, precisa de nova dose de austeridade, porque os cofres estão cheios de dívidas”.
“Há uma semana, o PSD vinha dizer que queria baixar as contribuições para a Segurança Social e agora, uma semana depois, o que vem dizer é que tem de cortar não nas contribuições, mas nas pensões, porque, afinal, a Segurança Social não tem capacidade para ter cortes, mas tem necessidade de novos cortes nas pensões que pagam aos pensionistas”.
"Assim não é aceitável. Não é possível continuar a termos um Governo que perdeu o Norte e não sabe o que fazer com o país”.


















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