"Séria, honesta e credível". É desta forma que
Manuela Ferreira Leite adjetiva a proposta do grupo de trabalho socialista, que
foi apresentada esta semana, e que considera uma «alternativa» às medidas do
Governo e à austeridade.
Para a comentadora da TVI 24, o documento foi subscrito por
pessoas "de uma independência indiscutível" e "conhecedoras das
matérias" e, portanto, merece ser discutido com "atenção e
ponderação".
"A grande valia é constituir uma verdadeira alternativa
e acabarmos de vez com a ideia de via única. Gostaria que fosse a base para,
genuinamente e seriamente, se discutir o que está bem, o que está mal, o que
tem de ser ajustado…"
Ferreira Leite, que admitiu discordar de "muitas
medidas" que constam no documento, com destaque para a redução da TSU,
elogiou sobretudo a "preocupação com o crescimento", como tem
defendido.
"Já não há ninguém que defenda que a austeridade só por
si é suscetível de resolver os problemas dos países em dificuldades".
A ex-líder do PSD lamentou que a reação da maioria tenha
sido "na base do desprezo", alegando que a proposta "não é
credível", ou ameaçando que "vem lá outra vez a troika".
"É um papão e um susto que se quer lançar e que não tem
base. Tenho pena se isto não servir de base a uma discussão e análise".