
A coordenação da iniciativa esteve a cargo de António Paulo Rodrigues, professor de filosofia, e como convidados estive eu e a deputada Ester Vargas.
Depois de um excelente momento musical inicial, protagonizado por professores da escola, com cantigas de abril ("venham mais cinco" e "vampiros"), e do coordenador enquadrar a sessão e dizer dos seus objetivos, a Ester Vargas e eu fizemos uma intervenção inicial a que se seguiu um período de debate, com os alunos e professores a colocarem diversas e pertinentes questões.
É evidente que os conteúdos da minha intervenção e da Ester Vargas foram estruturalmente diferentes, os enfoques foram distintos, as abordagens foram diversas, naturalmente com alguns pontos de convergência.
Deixo alguns dos tópicos que eu desenvolvi e que nos devem fazer refletir sobre o cumprimento ou não de abril: elevados valores do desemprego e desemprego jovem; aumento do abandono do ensino superior; dificuldades na acessibilidade à saúde; baixas qualificações da população portuguesa; emigração ao nível dos anos 60 do século passado; pobreza severa em níveis preocupantes; aumento do fosso entre os mais ricos e os mais pobres.
Depois do debate, a escola, através do curso de cozinha e restauração, serviu-nos, com requinte, um lanche pedagógico, em que participaram a diretora do agrupamento, Jorgina Rolo, elementos da direção e professores do departamento.