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Mensagens

A mostrar mensagens de 2025

O Alma De Deus! Um restaurante diferente e diferenciador!

  Sim, O Alma De Deus é um restaurante cheio de idiossincrasias, das quais a principal é que só abre às quartas-feiras ao almoço e o prato é único. Portanto, os comensais não terão qualquer trabalho a escolher a ementa. Só terão uma decisão para tomar: se querem a sopa gandaresa no princípio ou no fim do prato principal! Uma sopa diga-se que é uma delícia: de feijão manteiga, couve, massa e com um naco de carne para dar aquele sabor especial. N’ O Alma De Deus as pessoas podem chegar a partir do meio-dia (não há reservas), sentarem-se numa das inúmeras mesas corridas e esperarem, escassos dois ou três minutos. Encontram à sua frente pratos com cebola picada e alhos por debulhar, bem como uma taça com azeitonas, com uma broa fatiada, ainda quentinha, cujo travo e textura ainda tenho na boca! De côdea crocante e de miolo ligeiramente húmido é uma iguaria! E depois de comermos a sopa no início, a nossa opção foi clássica, chegaram as postas (gigantes) de bacalhau tostadinho na...

Nota de José Lapa sobre O Emigrante

Acácio Pinto (AP), traz hoje a terreiro, aqui em Viseu, o seu novo livro, O Emigrante . E o que importa reter desde já, este é o elemento fundamental e funcional da sua obra, é que AP é uma pessoa de bem. Alguém que bebe a utopia, tal qual eu, de que se todos lêssemos o mundo seria bem melhor; alguém que ilumina os lugares escuros da história (escravidão, analfabetismo, emigração, obscurantismo), porque no coração de uma boa utopia, pulsa a esperança. AP calcorreia o país com esta boa nova, de que ler faz bem à saúde. Boa nova, porque estes tempos de chumbo planeiam o contrário, tornam-nos personagens de um filme de Fritz Lang. A escrita de AP é simples, não simplista. Simples, por dever de comunicação e pedagogia. Excelente. Este seu último trabalho fala da emigração, tema necessário num tempo de amnésia, em que os decisores esquecem que fomos e somos emigrantes e em que o mundo precisa de se encontrar num humanismo de partilha e de respeito. Finalmente, este livro, aliás como...

Crónica em três atos | Ato 3: Das bases para a minha opção presidencial

  Aqui: Para ler o ATO 1 – Do que fomos, do que somos Aqui: Para ler o ATO 2 – Do respeito pelas opções dos outros Se nas duas crónicas anteriores dei corpo ao quadro de referências que me enformam e em que me movo, tentarei agora nesta delinear os aspetos que mais valorizo, no atual contexto, quanto ao nosso futuro. Quanto ao devir da nossa comunidade. De Portugal. Não, não tenho a presunção de que este meu olhar seja o único e o verdadeiro, que seja o melhor referencial para responder aos desafios com que estamos confrontados. É tão só o meu. Criticável, com certeza. São múltiplas as borboletas a bater asas no Pacífico! Sim, são múltiplas. Sejam as guerras que proliferam. Que germinam por todo o lado e nos entram pela casa dentro. Que influenciam e nos influenciam no dia-a-dia. Sejam os gases. Os de estufa e os outros. Os das alterações climáticas. As cheias ou as secas que nos matam de excessos outrora improváveis nestes destinos comuns. Sejam as terras pisotead...

O Emigrante: Recensão de Antoine Rodrigues

Eu li. Eu devorei. Eu gostei. Viajei por regiões de França que conheço bem, sobretudo por motivos profissionais. Descobri com prazer aldeias de Portugal, apesar de serem próximas da zona das minhas raízes. A primeira parte, sobre o êxodo e a vida no estrangeiro, mantém-se muito fiel às experiências da maioria das famílias dilaceradas pela separação e a aventura do emigrante que fugiu "a salto", arriscando a sua própria vida. Gradualmente e com habilidade, o autor constrói o enredo que se desenvolve como um fio de Ariana, de maneira quase jurídico-científica, na segunda parte. O resultado é um belíssimo romance que presta uma justa homenagem àqueles genericamente chamados de "imigrantes", enquanto emigrantes, que cresceram durante uma época pouco gloriosa da história portuguesa: a ditadura e a pobreza. Uma história envolvente, narrada com uma precisão meticulosa, que dá vontade de descobrir na íntegra desde as primeiras páginas. Recomendo vivamente. Os me...

Viseu: O Emigrante foi recebido com entusiasmo

Numa sessão que teve lugar no dia 20 de dezembro na Biblioteca Municipal de Viseu, às 17 H, a apresentação do último romance de Acácio Pinto,  O Emigrante , suscitou uma forte curiosidade dos viseenses. Com a sala polivalente cheia, coube à diretora da Biblioteca, Anabela Rego, dar as boas vindas aos presentes, enquadrar o evento e fechar a sua breve intervenção com a leitura/declamação do poema de Manuel Freire, “Eles”, que consta da abertura e dedicatória do livro. Depois foi a vez de  José Cesário  apresentar a obra. Elogiou o autor, dizendo que era mais um excelente romance, na senda dos anteriores, e referiu que o havia lido numa viagem recente de avião de Timor a Lisboa, numa das suas missões internacionais. Elogiou o romance, falou sobre a temática subjacente ao mesmo, nomeadamente sobre a emigração a salto e sobre as condições de habitação em França dos emigrantes dos anos 60. Referiu-se ainda ao Portugal rural, à vida difícil no interior e ao êxodo que se viveu n...

O Emigrante: Recensão de Carlos Alfredo Oliveira Ferreira

  Na senda das suas obras anteriores, “ O Volframista ” e “ OLeitor de Dicionários ”, com este “ O Emigrante ”, Acácio Pinto afirma-se cada vez mais como um escritor que na sua obra vai recriando todo o espaço geográfico, lexical e cultural de uma certa Beira Alta do séc. XX.  Contudo a sua obra não se restringe ao enunciado acima pois a mundividência do autor abriu-lhe horizontes bem mais amplos (recorde-se que Acácio Pinto foi deputado na Assembleia da República e Governador Civil de Viseu) e o que ele faz é um interessante casamento dessa sua bagagem cultural e os usos e costumes das mais humildes aldeias beirãs.   Paradigmático é o contraste que ele faz quando se refere, quase em simultâneo, à ida do homem à Lua e a pessoas que dormiam no sobrado por cima do cortelho dos animais. Mas este livro também é feito de pormenores deliciosos resultantes de um olhar atento e perspicaz sobre o mundo que nos rodeia. Vejamos como descreve o jantar (almoço nos dia de hoje) dos...

O Emigrante, último romance de Acácio Pinto, vai ser apresentado em Viseu

  No próximo sábado, dia 20 de dezembro, pelas 17 H, será apresentado na Biblioteca Municipal D. Miguel da Silva, em Viseu, o último romance de Acácio Pinto. A apresentação da obra será efetuada por José Cesário, Deputado à Assembleia da República e ex-Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas e contará com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Viseu, João Azevedo. Partindo de um encontro fortuito de Renato e Augusto no Sud Express , que ia apinhado depois das férias de verão, O Emigrante é uma obra que nos mostra o interior da emigração a salto para França nos anos 60. E foi longe de Portugal que estes dois emigrantes — um de um concelho do distrito de Viseu e o outro da Figueira da Foz — se confrontaram com segredos antigos e com o reacendimento de memórias do passado que haveriam de perturbar muito mais as suas vidas do que a solidão e a dureza do trabalho em Champigny ou em Le Creusot . Com uma escrita intensa e comovente, O Emigrante fala de sacrifí...

O Coro da Universidade Sénior recebeu "O Emigrante" em Mangualde

A receção em Mangualde ao romance O Emigrante não poderia ter sido melhor. O grupo Cantar Sénior da Universidade Sénior de Mangualde abriu a sessão de apresentação do último romance de Acácio Pinto, que teve lugar na Biblioteca Municipal de Mangualde, no dia 12 de dezembro às 18 horas. O público presente, mais de seis dezenas de pessoas, foi brindado com duas cantigas alusivas à emigração. A primeira, “Pedro Soldado”, um poema de Manuel Alegre e a segunda, “Eles”, de Manuel Freire, sendo que este segundo poema é utilizado pelo autor na abertura do romance. Depois foi a vez de João Carlos Alves abrir as intervenções partilhando um excelente texto de investigação sobre a emigração dos portugueses nos últimos cinco séculos. Seguiu-se a exibição de um vídeo da RTP sobre a emigração clandestina (a salto) nos anos 60, afinal, o tema de fundo do romance, o que permitiu ao autor, com base nessa reportagem, contextualizar os fundamentos do romance e as suas bases. “Este é um livro das mi...

Sala cheia para receber O EMIGRANTE em Castelo Branco

  A apresentação de O Emigrante em Castelo Branco, o último romance de Acácio Pinto, contou com uma grande adesão por parte dos albicastrenses, no final da tarde de 3 de dezembro, na sede da Junta de Freguesia. Numa sala completamente lotada o presidente da Junta, José Pires, saudou o autor, dizendo da abertura da autarquia a estas iniciativas, e teceu várias considerações positivas sobre a obra que disse já ter lido e partilhou algumas reflexões sobre o fenómeno da emigração. Assumiu-se, igualmente, como um autor de ficção, dizendo que, quem escreve este tipo de narrativas, como é o caso dele, é um “ladrão de ideias” uma vez que os textos resultam em tantas circunstâncias de histórias que se vão ouvindo. Depois foi a vez de Hortense Martins - uma albicastrense de gema, filha de emigrantes e gestora de empresas - brindar a plateia com uma intervenção genuína e emotiva, escutada por todos em silêncio. Foi um texto deapresentação da obra e também uma revisitação aos seus tempos de ...

Plantação de árvores na Mata Nacional das Dunas de Quiaios

Foi com gosto que me associei, como voluntário, à iniciativa de rearborização levada a cabo na Mata Nacional das Dunas de Quiaios que teve lugar nos dias 30 de novembro e 1 de dezembro. Foi uma pequena areia na imensidão do trabalho que, enquanto comunidade, temos pela frente. Porém, estas iniciativas, que parecerão de somenos importância, são cruciais para o nosso devir coletivo, pelas mais variadas razões: ambientais, sociais, económicas e de ordenamento territorial. Como as opções políticas dos governos nem sempre (ou quase nunca) têm respostas ágeis para uma catástrofe que se adivinha na nossa costa  —  sobretudo nessa primeira linha da sua defesa, o cordão dunar, uma faixa territorial sempre muito instável  —  há que mobilizar as boas vontades para tais iniciativas. É por isso que se impõe deixar aqui uma nota de apreço à PlantArbor , que dinamizou esta iniciativa, e a todos os parceiros que se lhe juntaram, mas também à Junta de Freguesia de Quiaios , que...

Intervenção de Hortense Martins na apresentação de O Emigrante

Publicamos de seguida a intervenção de  Hortense Martins  na sessão de apresentação do romance O Emigrante em Castelo Branco no dia 3 de dezembro de 2025, sessão que teve lugar na sede da Junta de Fregueisa. Em primeiro lugar quero agradecer o convite formulado e dizer-vos da responsabilidade que sinto por apresentar esta obra do meu amigo Acácio Pinto, que conheci nos tempos em que ambos éramos deputados na Assembleia da República, ele eleito por Viseu. O Acácio Pinto quis apresentar esta obra também em Castelo Branco, ou não fosse ele já um albicastrense! Licenciou-se em Direito, depois em Geografia, onde também obteve o grau de mestre.Foi autarca, Governador Civil de Viseu entre outras funções que desempenhou com afinco. Hoje é professor aposentado, depois de uma longa carreira em diversos graus de ensino, que cessou em 2025, dedicando-se à escrita. Acácio Pinto tem diversas e interessantes obras publicadas tendo, duas delas, sido distinguidas com o Prém...

Diz o povo. Provérbios de dezembro

Em dezembro treme de frio cada membro. Em dezembro descansar para em janeiro trabalhar. Ande o frio por onde andar, no Natal cá vem parar. Quem varejar antes do Natal, deixa o azeite no olival. Se queres um bom alhal, planta-o no mês do Natal. Pelo Natal, sachar o faval. Quem quer bom ervilhal semeia antes do Natal. Dezembro frio, calor no estio. Caindo o Natal à segunda-feira, o lavrador tem de alargar a eira. Dezembro com junho ao desafio traz janeiro frio. OUTROS PROVÉRBIOS

“Haiti”: um romance de amor numa ilha à procura da independência

  Ancorado numa aturada investigação histórica, neste romance, Haiti , João Pedro Marques conduz-nos até aos meandros da revolução dos escravos em finais do século XVIII, naquela colónia francesa do Caribe — a mais rica colónia do mundo, à época —, que antecedeu a sua independência, em 1804. É um romance de cariz tropical, com um excelente enquadramento socioeconómico e que sobretudo nos apresenta personagens, sucessivamente, algumas tão reais, que nos transportam para o pior e melhor da condição humana. E a intriga que o autor nos apresenta, embrenhando-nos nos excessos e desmandos revolucionários — na colónia e na metrópole —, é tão verosímil, quanto à crueldade, ao ódio, à vingança e, afinal, ao amor… àquela réstia de laços de sangue inquebrantáveis e que sempre surgem nos momentos limite e de fim de linha. Para quem gostar de uma viagem, quase imersiva, à escravidão, às plantações, às paisagens do Caribe, vale a pena acompanhar Honoré, Joséphine, Toussaint ou Adelaide e ...

Romance 'O Emigrante' vai ser apresentado em Castelo Branco

No dia 3 de dezembro às 18 horas vai ter lugar no salão da Junta de Freguesia de Castelo Branco a apresentação do último romance de Acácio Pinto,  O EMIGRANTE – A saga de uma família abalada por segredos antigos . A apresentação do livro, a que se associará o presidente da Junta de Freguesia de Castelo Branco , José Pires, será efetuada por Hortense Martins , contando, igualmente, com a declamação de poemas alusivos à emigração por Maria de Lurdes Gouveia Barata e com uma intervenção do autor, Acácio Pinto. O evento terá entrada livre.   Sinopse do romance Em resultado das suas memórias de infância e de múltiplas conversas com emigrantes e antigos emigrantes, neste romance o autor conta-nos a saga de Renato, um emigrante português que nos anos 60 emigrou a salto para França em busca de uma vida melhor. As peripécias da travessia clandestina das fronteiras, as viagens no  Sud Express , completamente à pinha em finais de agosto, o trabalho duro nas obras, a vid...

Paulo de Carvalho e as filarmónicas: um doce arrepio na Figueira da Foz!

Foi uma viagem maravilhosa. Uma viagem até aos anos 70. Com partida e chegada no CAE (Centro de Artes e Espetáculos) da Figueira da Foz no âmbito da 3.ª Temporada Orquestrae. O comandante desta viagem, que aconteceu neste sábado, dia 22 de novembro, foi Paulo de Carvalho, esse icónico cantor e compositor, cuja cantiga E Depois do Adeus foi a primeira senha para a Revolução do 25 de Abril de 1974. Este modelo, proposto pelo CAE, não é novo. Já lá assistíramos a outro itinerário semelhante , em que à banda do cabeça de cartaz são associadas filarmónicas do concelho da Figueira da Foz, num resultado verdadeiramente espantoso. Ouvir a voz bem timbrada de Paulo de Carvalho entoar os Meninos de Huambo com uma orquestra constituída por cerca de oito dezenas de músicos da Filarmónica Quiaiense e da Filarmónica de Lares, a atuarem conjuntamente e com o público a emprestar a sua voz, formando um gigantesco coro, foi uma experiência verdadeiramente imersiva e única. Ou ouvir Lisboa Meni...

Mafalda Anjos numa conversa em torno dos algoritmos e da decência

Após traçar uma breve biografia de Mafalda Anjos , que foi a convidada desta sessão 5.as de Leitura, autora do livro Carta a um Jovem Decente dado à estampa em 2024, Teresa Carvalho , a moderadora, foi-a desafiando e deixando-lhes as deixas para uma conversa que acabou por ir muito mais além do livro que, supostamente, serviria (e serviu!) de base a esta conversa. A convidada, jornalista há 27 anos, foi linkando as suas respostas e considerações, sobretudo, com os contextos comunicacionais em que hoje nos movemos. Esta sessão teve lugar ontem, dia 20 de novembro, ao serão, na Sala de Exposição Permanente do Museu Municipal Santos Rocha, na Figueira da Foz. Mas será que a autora não falou sobre o livro? Claro que falou. É que a decência, que subjaz ao mesmo — infere-se desde logo do título —, está na mira e sob ameaça das redes sociais sem rosto, em que o pudor não faz parte do léxico dos seus criadores. Ou seja, não é possível falar de decência sem ir desaguar, ou melhor, sem mer...

Texto de Carlos Paixão no lançamento de O Emigrante em Sátão

  Agradecemos penhorademente ao professor e escritor Carlos Paixão a sua disponibilidade para apresentar O Emigrante no dia 9 de novembro na Biblioteca Municipal de Sátão . Eis o texto que partilhou com os presentes: Começo, naturalmente, por agradecer a distinção que me foi conferida pelo autor, para fazer neste agradável espaço da Biblioteca Municipal de Sátão, mais agradável ainda para quem gosta de ler e escrever, a primeira apresentação pública de O Emigrante. Depois de, por duas vezes, na qualidade de membro do júri do Prémio Literário Cónego Albano Martins de Sousa, ter tido o privilégio de ler e fazer a apreciação das suas duas obras premiadas pela Câmara Municipal de Sátão, O Volframista e o Leitor de Dicionários, fui, agora, confrontado com este enorme desafio de vos dar a conhecer esta obra acabada de publicar. Começo, naturalmente, por dar os parabéns ao autor, por continuar, e vou-me repetir, pois é merecedor que eu me repita, por continuar a abrir mais um baú de me...

Ponto Wine: um santuário de emoções

  Santuário. É quiçá o nome que melhor se conjuga com tudo aquilo que se nos oferece ao olhar. Desde o primeiro, que desde logo nos hipnotiza, até ao derradeiro, que, teimosamente, vamos adiando, hora a hora. Porque gostamos. Gostamos de ali estar. Os altares são múltiplos e as orações que nos tentam são quase ilimitadas. Da base ao teto, com um pé direito generoso, são às centenas as opções que se nos ofertam. Que nos querem tornar em seus fiéis devotos. Reitero, pois, santuário. De quê? De vinhos e afins. Do Dão, do Douro, Alentejo, Bairrada ou Beira Interior, Lisboa ou Tejo e sei lá que mais. Mas de sabores também. Da Serra da Estrela, da Gardunha, de Malpica, ou da Soalheira; de ovelha ou de cabra, ou de porco preto ou bísaro. A verdade é que aqueles, afinal, nunca se divorciam destes. Sendo, aliás, casamentos ancestralmente perfeitos. Vinho, queijo, presunto e enchidos. Em tábua. ‘Irresistir’ a apreciar ali o travo de um vinho é diferente. Muito diferente de tantos outros...