Avançar para o conteúdo principal

Acidente ferroviário de Alcafache: 27 anos depois!

Na manhã de 9 de setembro foi assinalado, em Alcafache, no concelho de Mangualde, o 27º aniversário sobre a maior tragédia ferroviária em solo português, ocorrida no dia 11 de setembro de 1985.
Este é sempre um evento de grande pesar a que se juntam muitos familiares das pessoas que ali perderam a vida bem como alguns dos sobreviventes.
Esta iniciativa que ano após ano vem marcando este acidente foi promovida por uma comissão, de que aqui destaco o José Augusto Sá, de Ovar, e o Carlos Ramos, de Tondela, dois dos sobreviventes daquele acidente ao fim da tarde de 11 de setembro, dentre as várias centenas de emigrantes que estavam em viagem para França e outros países de destino da emigração portuguesa, muitos dos quais ali ficaram envoltos naquela bola de fogo depois do embate frontal dos dois comboios.
Para a estatística ficaram 57 mortos, nas palavras de Américo Borges, o médico e comandante de bombeiros que na altura dirigiu as operações de socorro, mas, segundo ele, muitos mais ali terão perecido. Era impossível contabilizar ao certo as vítimas que ficaram completamente reduzidas a cinzas.
Nesta iniciativa usaram da palavra, para além dos organizadores, o vice-presidente da Câmara Municipal de Mangualde, Joaquim Patrício, os deputados Acácio Pinto e João Figueiredo e o comandante Américo Borges, que rememorizou os factos. Destaco ainda a presença do deputado Hélder Amaral, dos bombeiros dos concelhos de Mangualde e de Nelas, de representantes da Federação e da Liga de Bombeiros, da Cruz Vermelha Portuguesa, de um representante da CP, entre outros autarcas das freguesias e convidados.
Para recordar a memória das vítimas mortais foi celebrada, pelo padre João Luís Zuzarte, uma missão campal, acompanhada pelo coro da freguesia de Espinho.
NOTA: Para mim, que naquele dia 11 de setembro de 1985 estive no local do acidente, guardo uma imagem de chamas, de terror, e de um homem no meio das chapas retorcida a comandar com vigor as operações de socorro, Américo Borges, que aqui homenageio.
FOTOGRAFIAS DO ACIDENTE
(Espinho-Net)
(Bombeiros de Sátão)
(Canas em peso)
(SIC)

Mensagens populares deste blogue

Sermos David e Rafael, acalma-nos? Não, mas ampara-nos e torna-nos mais humanos!

  As palavras, essas, estão todas ditas. Todas. Mas continua a faltar-nos, a faltar-me, a compreensão. Uma explicação que seja. Só uma, para tão cruel desenlace. Da antiguidade até ao agora, o que é que ainda não foi dito? O que é que falta dizer? Nada e tudo. E aqui continuamos, longe, muito distantes, de encontrar a chave que nos abra a porta deste paradoxo. Bem sei que, quiçá, essa procura é uma impossibilidade. Que não existe qualquer via de acesso aos insondáveis desígnios. Da vida e da morte. Dos tempos de viver e de morrer. Não existe. E quando esses intentos acontecem em idades prematuras? Em idades temporãs? Tenras? Quando os olhos brilham? Quando os sonhos semeados estão a germinar? Aí, tudo colapsa. É a revolta. É o caos. Sermos David e Rafael, nestes tempos cruéis, não nos acalma. Sermos comunidade, não nos sossega. Partilharmos a dor da família, não nos apazigua. Sermos solidários, não nos aquieta. Bem sei que não. Mas, sejamos tudo isso, pois ainda é o q...

Frontal, genuíno, prestável: era assim o António Figueiredo Pina!

  Conheci-o no final dos anos 70. Trabalhava numa loja comercial, onde se vendia de tudo um pouco. Numa loja localizada na rua principal de Sátão, nas imediações do Foto Bela e do Café Sátão. Ali bem ao lado da barbearia, por Garret conhecida, e em frente da Papelaria Jota. Depois, ainda na rua principal, deslocou-se para o cruzamento de Rio de Moinhos, onde prosseguiu a sua atividade e onde se consolidou como comerciante de referência. Onde lançou e desenvolveu a marca que era conhecida em todo o concelho, a Casa Pina, recheando a sua loja de uma multiplicidade de ferramentas, tintas e artefactos. Sim, falo do António Figueiredo Pina. Do Pinita, como era tratado por tantos amigos e com quem estive, há cerca de um mês e meio, em sua casa. Conheceu-me e eu senti-me reconfortado, conforto que, naquele momento, creio que foi recíproco. - És o Acácio - disse, olhando-me nos olhos. Olhar que gravei e que guardo! Quem nunca entrou na sua loja para comprar fosse lá o que fosse? Naquel...

Murganheira: O melhor espumante de Portugal!

LETRASECONTEUDOS.PT Ficam no concelho de Tarouca, em Ucanha, a norte do distrito de Viseu, e são um mundo escondido sob aquela colina revestida pela vinha alinhada e bem verde, no verão, antes da colheita das uvas touriga, tinta roriz, gouveio, cerceal, chardonnay ou pinot . Trata-se das Caves da Murganheira e ali estão há mais de 60 anos.  Situadas num espaço magnífico, de transição entre a Beira e o Douro, as Caves da Murganheira conjugam modernidade e tradição. A modernidade do edifício onde se comercializa e prova o segredo encerrado em cada garrafa de espumante e a tradição das galerias das caves "escavadas" a pólvora e dinamite naquele maciço de granito azul. E se no edifício de prova - com um amplo salão, moderno e funcional, com uma enorme janela aberta sobre a magnífica paisagem vinhateira, que encantou os cistercienses - é necessário ar condicionado para manter uma temperatura, que contraste com o agreste calor estival, já nas galerias subterrâneas a temperatura...