
Com efeito, esta
matéria tem sido objeto de uma larga discussão pública, com os docentes
prejudicados por esta situação a reclamarem por uma urgente e eficaz resposta.
Daí que, em função
das competências desta comissão em temas relacionadas com a Educação, se mostre
essencial um cabal esclarecimento por parte do ministro da tutela, o qual o
Grupo Parlamentar do Partido Socialista se prontificou a requerer.
No entanto, e como
vem sendo recorrente, os partidos que sustentam a maioria (PSD e CDS-PP)
negaram hoje, dia 11 de setembro, a vinda do Ministro da Educação e Ciência à Comissão de
Educação, Ciência e Cultura, com o argumento de que este já terá requerido a
sua presença na Assembleia da República, ainda no mês de setembro, de modo a
prestar os esclarecimentos devidos quanto ao arranque de mais um ano letivo.
Sucede que esta
atitude "altruísta e responsável" por parte do Ministro só se verificou após a
submissão do requerimento por parte do Partido Socialista, sendo certo que uma
discussão em comissão seria substancialmente mais prolongada e minuciosa do que
aquela que ocorrerá em plenário da Assembleia da República (declaração de 6
minutos, seguindo-se um período de debate de duração não superior a 30
minutos).
Mais uma vez nos
confrontamos com a objeção de PSD e CDS-PP em proceder a debates sérios,
ampliados e rigorosos sobre as questões mais alarmantes e atuais da área da
educação, área essa alvo de um conjunto alargado de reformas por parte do atual
executivo que vêm levantado duras críticas e objeções por parte de todos os
agentes (pais, professores e alunos).
Daí que o Partido
Socialista lamente mais este entrave por parte da maioria na prossecução das
atribuições conferidas à C.E.C.C., impossibilitando que, numa área tao sensível
como é a Educação, se proceda ao efetivo acompanhamento das medidas do MEC e
respetiva execução.
Por fim, cabe-nos
constatar que:
- O Governo tem
medo de se explicar na Assembleia da República e de ser confrontado com os seus
erros;
- O Sr. Ministro
da Educação e Ciência foge ao debate sério e profundo sobre as “reformas” que
tem vindo a implementar na Educação;
- O Governo quer
continuar a percorrer o caminho de destruição da Escola Pública em Portugal.