
Estes pedidos de esclarecimento fazem parte de uma pergunta
formal que nove deputados socialistas entregaram na mesa Assembleia da
República, à qual a agência Lusa teve acesso.
“Encontra-se já definida uma data para apresentação dos
resultados da auditoria à Universidade Lusófona? Foi avançada pelo Ministério
da Educação e Ciência alguma informação relativa aos procedimentos e
respectivos resultados empreendidos nesta auditoria?”, questionam os deputados
do PS.
Rui Santos, Acácio Pinto, Carlos Enes, Pedro Alves, Rui
Duarte, Gabriela Canavilhas, Elza Pais, Jorge Fão e Jorge Lacão questionam
ainda o Ministério da Educação sobre quando é que o grupo parlamentar do PS
obterá resposta às “questões formuladas anteriormente” sobre o processo da
Universidade Lusófona.
No documento, os deputados do PS referem que em julho
passado se verificaram “manifestações de descontentamento por parte da
sociedade relativamente ao regime de reconhecimento e creditação da experiência
profissional e académica” aplicado na Universidade Lusófona.
“Tendo-se iniciado a auditoria [à Universidade Lusófona] a
13 de Julho, era intenção do Ministério da Educação e da Ciência ter acesso aos
resultados ainda durante o Verão. No entanto, até hoje, nenhum documento foi
tornado público, pelo que não é ainda conhecido o resultado desta auditoria”,
apontam os deputados do PS.
O ministro Nuno Crato ordenou ao inspector-geral de
Educação, Luís Capela, para que iniciasse uma auditoria à Lusófona, no âmbito
do caso da licenciatura do ministro Miguel Relvas. A Inspecção-Geral de
Educação e Ciência vai verificar as recomendações que foram feitas em 2009, na
última auditoria realizada à Lusófona; e vai ainda investigar a atribuição de
créditos não só ao ministro mas aos restantes casos que chegaram a público.
Segundo a própria instituição, existem 89 casos de atribuição de equivalências.
In: Público online (foto: Helder Olino)