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A mostrar as mensagens que correspondem à pesquisa de Um republicano

Lições de ontem para o Portugal de hoje

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Transcrevo, de seguida, o texto que Paulo Catalino, Presidente da Câmara de Carregal do Sal, escreveu sobre o romance Um Republicano na Mira da PIDE , de Acácio Pinto, e que foi publicado no Diário de Viseu:  Acabei recentemente de ler Um Republicano na Mira da PIDE, de Acácio Pinto. Foi uma leitura feita com calma, mas que rapidamente se revelou muito mais do que um simples momento de leitura: transformou-se numa reflexão profunda sobre o passado e, inevitavelmente, sobre o presente. Há livros que contam a História. Outros obrigam-nos a confrontar a realidade em que vivemos. Um Republicano na Mira da PIDE consegue fazer ambas as coisas. A obra acompanha a vida de Júlio Calisto, um advogado respeitado, cuja competência, integridade e sentido de justiça lhe granjearam a admiração de pessoas de todas as sensibilidades. Enquanto o seu prestígio servia os interesses instalados, era reconhecido e valorizado. Tudo mudou quando assumiu publicamente as suas convicções republicanas e decidi...

44 anos após a sua morte: o que ligou Álvaro Seiça Neves a Júlio Calisto?

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  NA FOTO [da esquerda para a direita]: Álvaro Seiça Neves, Júlio Calisto, Jaime Cortesão, Mário Sacramento, M. Costa e Melo e João Sarabando O que ligou estes dois opositores do Estado Novo, que viveram na região de Aveiro? Álvaro Seiça Neves, faleceu a 15 de março de 1982, faz hoje 44 anos, e a sua ligação a Júlio Calisto, que faleceu em 1973, foi intensa. Vem esta crónica a propósito do meu próximo romance, UM REPUBLICANO NA MIRA DA PIDE, em que ambos inspiraram duas personagens da narrativa. Júlio Calisto vamos encontrá-lo na personagem principal, Júlio, e Álvaro Seiça Neves, vai surgir como Álvaro. E de onde veio a ligação entre os dois, sendo que a sua diferença etária é de 23 anos. Pois bem, Júlio Calisto tornou-se muito amigo do seu colega de advocacia Manuel das Neves, de quem se tornou compadre, e, como tal, a amizade estendeu-se aos seus filhos, um dos quais Álvaro, que nasceu a 28 de março de 1920. E se esse era já de si um forte elemento de ligação entre os d...

Excerto do romance “Um Republicano na Mira da PIDE”

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  A propósito do III Congresso da Oposição Democrática que teve lugar no Cineteatro Avenida, em Aveiro, de 4 a 8 de abril de 1973, partilhamos hoje um excerto do romance Um Republicano na Mira da PIDE  (a publicar no verão deste ano) onde tal congresso é referido e onde a personagem principal, Júlio (inspirada em Júlio Calisto), se deslocou.  Eis o excerto: (…)  A sua [de Júlio] presença em Aveiro, no Cineteatro Avenida, aquando do III Congresso da Oposição Democrática, onde ele, embora adoentado, se deslocou nos dias 7 e 8 de abril, foi seguida pelos agentes da PIDE que se encontravam disseminados pela cidade em missão de vigilância dos oposicionistas presentes. — Então o que te traz por aqui, Eduarda? — perguntou o advogado à sua amiga, com ar abatido e cansado, após lhe abrir a porta e a mandar entrar. — Fui ali levar uns medicamentos e, de passagem, decidi ver se a Clotilde estava por casa — respondeu-lhe ela, mentindo quanto à causa, pois fora ali propo...

Livro "Ramada Curto: Republicano, socialista, laico", foi apresentado na AR

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Numa edição da assembleia da república, integrada na coleção "parlamento" e na série "parlamentares da I república", foi apresentado no dia 15 de abril na biblioteca da assembleia o livro "Ramada Curto: Republicano, socialista, laico", uma obra da autoria de Luís Farinha. Na impossibilidade de estar presente, a presidente da AR, Assunção Esteves, fez-se representar pela comissão de educação ciência e cultura, tendo-me cabido a mim, como vice-presidente, essa representação. A apresentação do livro foi efetuada pelo historiador António Ventura, doutorado em letras, no âmbito da história contemporânea, e de seguida o autor efetuou uma intervenção em que contextualizou a investigação e pormenorizou alguns aspetos relativos a Ramada Curto, ele que foi advogado, parlamentar, ministro e líder do partido socialista português, durante a I república. Estiveram presentes familiares de Ramada Curto, investigadores, deputados e pessoas interessadas nesta época d...

O Ílhavo que a PIDE vigiava

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  Há cidades que guardam a sua história nos edifícios, nas praças, nos arquivos e nas fotografias antigas. E há outras histórias que permanecem sobretudo na memória das pessoas que as viveram. Ao escrever UmRepublicano na Mira da PIDE , percebi que estava, de alguma forma, a entrar num desses territórios de memória: o Ílhavo das décadas de 40, 50 e 60, quando a oposição ao Estado Novo tinha rostos, nomes, reuniões, comícios, jornais, panfletos e, também, uma polícia política atenta a cada movimento. O advogado JúlioCalisto é a figura central do romance. Nascido no Tojal, concelho de Sátão, estabeleceu-se em Ílhavo, onde exerceu advocacia e desenvolveu uma intensa atividade política. Em 1926 presidiu à Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Ílhavo. Mais tarde, já sob o Estado Novo, tornar-se-ia uma das figuras da oposição democrática na região de Aveiro. A sua história política foi feita de combates eleitorais, de iniciativas da oposição, de amizades e cumplicidades p...

UM REPUBLICANO NA MIRA DA PIDE

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  DETALHES DO LIVRO Título: UM REPUBLICANO NA MIRA DA PIDE Autor: Acácio Pinto Preço: 20 € Compre aqui: letraseconteudos@gmail.com ISBN: 978-989-35609-5-2 Edição: Letras e Conteúdos | Sátão Data de lançamento: 1.ª edição – junho 2026 Idioma: Português Dimensões: 152 x 235 x 21 mm Encadernação: Capa mole Páginas: 290 Classificação: Livros em Português > Literatutra > Romance SINOPSE Nascido sob o peso de ser filho ilegítimo, Júlio cresce com uma ferida que nunca chega a sarar. O estudo e a advocacia levam-no de Sátão a Ílhavo, mas não apagam o estigma que o acompanhou desde o nascimento. Entre cafés, tribunais, jornais, reuniões clandestinas, campanhas eleitorais, prisões e vigilância cerrada da PIDE, Júlio faz da sua vida uma forma de resistência a Salazar e ao Estado Novo. À sua volta cruzam-se amizade, lealdade, traição, medo e coragem, num país onde a liberdade foi adiada durante décadas. Um Republicano na Mira da PIDE é o retrato de um homem — e, através dele, de tantos o...

Júlio Calisto: "Um Republicano na Mira da PIDE"

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  Chegou o momento de revelar o nome do republicano que une os concelhos de Sátão e o de Ílhavo. Trata-se de Júlio Correia da Rocha Calisto, um democrata e republicano que inspirou o meu próximo romance, de feição histórico-biográfica, UM REPUBLICANO NA MIRA DA PIDE , a ser lançado no verão, por ocasião do centenário da sua passagem pela presidência da Câmara Municipal de Ílhavo — mais rigorosamente, Comissão Administrativa da Câmara Municipal. Não vou revelar alguns dos episódios, muitos verdadeiramente inauditos, relacionados com esta personalidade que, tendo nascido no lugar do Tojal, concelho de Sátão, em 23 de agosto de 1897, faleceu em Ílhavo, em 4 de agosto de 1973, onde fez toda a sua vida adulta e onde exerceu a atividade profissional como advogado, a partir de finais de 1923, ano em que tinha concluido a sua licenciatura em Direito na Universidade de Coimbra. Está claro que a sua vida foi feita de uma intensa ação política em Ílhavo e na região de Aveiro, que se inici...

Polémica em Ílhavo, em 1931, visando Júlio Calisto

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    Em primeiro lugar importa dizer quem foi JúlioCalisto (1897-1973). Foi advogado, com escritório em Ílhavo, tendo desempenhado, há 100 anos — de julho a outubro de 1926 — as funções de Presidente da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Ílhavo. Vamos então à polémica que o visou em 1931. Corria o mês de abril quando Júlio Correia da Rocha Calisto foi alvo de um ataque violentíssimo no jornal O Ilhavense , de que era diretor José Pereira Teles. Um ataque à sua honra e à sua honorabilidade. Atente-se desde logo no título do artigo que não era assinado: “Um Burlão”! E depois no conteúdo: “um bacharel em leis” que vive de “expedientes e de patifarias”. E acrescentava ainda que o visado falsificava os valores de letras que as pessoas lhe entregavam para cobrança, aumentando-os, para se pagar indevidamente. Foi exatamente assim que o articulista escreveu na edição de 12 de abril de 1931 de O Ilhavense . Face ao que precede, estarão já a pensar: o caso acabou...

Duas notas pitorescas sobre o romance Quando os Lobos Uivam

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  Foi recentemente lançada, em Barrelas , mais uma reedição do romance Quando os Lobos Uivam , de Aquilino Ribeiro, obra que contou com o apoio da respetiva autarquia. É por isso que quero, desde já, saudar o Município de Vila Nova de Paiva, na pessoa do seu presidente, Paulo Marques, ou não fosse esta uma obra, um legado de Aquilino ao povo das Terras do Demo. Às gentes serranas, de rija têmpera, às mulheres e aos homens inteiros e inteiriços. Que não se vergaram. Que não se vergam. Que lutaram e lutam contra poderes instalados. É neste contexto que não resisto em falar-vos de dois episódios com ligações a este romance. O primeiro remonta aos tempos de estertor da ditadura. Do Estado Novo. Li o livro Quando os Lobos Uivam na minha aldeia. Na Rãs, concelho de Sátão. Estava eu prestes a fazer 15 anos. Li-o por empréstimo do meu primo Gaspar. Um oposicionista dos quatro costados que me entregou o livro embrulhado em folhas de jornal. E foi por isso, por esse e outros emprést...

Aquilino Ribeiro estará presente no romance "Um Republicano na Mira da PIDE"

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Memorial a Aquilino Ribeiro, na Igreja Matriz de Alhais - Vila Nova de Paiva Neste dia em que se cumprem 63 anos sobre a morte de Aquilino Ribeiro (27.05.1963) deixo-vos, em pré-publicação, um excerto, entre muitos outros, do romance UM REPUBLICANO NA MIRA DA PIDE, em que o escritor das Terras do Demo é referenciado. Este romance, a minha próxima narrativa de ficção, a lançar no início de julho, foi inspirado na vida do advogado Júlio Calisto (n. 1897 em Sátão f. em 1973 em Ílhavo). Eis o excerto que tem a ver com a audição das rádios da "cortina da ferro", como a PIDE lhes chamava: (...) Porém, continuou a não descurar, à noite, a audição das emissões das rádios da “cortina de ferro”, como lhe chamava a polícia. Em sua casa, sozinho ou na companhia dos amigos Eduarda e Tavares e, muitas vezes, na presença dos compadres Manuel das Neves e Joaquim, o seu recetor captava as ondas hertzianas que chegavam da Checoslováquia e da Roménia. Passou mesmo a corresponder-se com aquelas...

A inovação da Festa do Senhor Jesus dos Navegantes de há 100 anos

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 Diz o romance Um Republicano na Mira da PIDE  que há 100 anos o arraial da Festa do Senhor Jesus dos Navegantes, em Ílhavo, iria ter uma inovação: iluminação. Porém, tal inovação,  que o responsável pelos serviços elétricos da câmara, Artur Sacramento, se havia disponibilizado por fazer, poderia não acontecer, segundo um dos mordomos. O diálogo (pág. 86). - Parece que o Dr. Júlio quer correr com o Artur Sacramento! Lá se vai a colocação de lâmpadas no largo da igreja! - Como é possível fazerem isso a um homem que nos trouxe a luz? De facto a comissão administrativa da câmara de Ílhavo, presidida por Júlio Calisto, devido ao descalabro financeiro que as contas dos serviços elétricos apresentavam, na reunião de 31 de agosto, decidiu avançar com uma auditoria à gestão de Artur Sacramento que veio a culminar na extinção do seu lugar e na respetiva saída. Refira-se que a iluminação elétrica de Ílhavo tinha sido inaugurada em 12 de dezembro de 1925, com pompa e circunstância, ...

A Fábrica da Vista Alegre é um dos lugares centrais do novo romance de Acácio Pinto

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  Como não podia deixar de ser, a Fábrica da Vista Alegre, uma instituição bicentenária de Ílhavo, tem uma grande centralidade no romance histórico-biográfico UM REPUBLICANO NA MIRA DA PIDE .  Entre outras coisas, tal centralidade advém do facto de a oposição querer sensibilizar os trabalhadores para os seus direitos. Por todas as vias os principais opositores do regime tentavam trazer para as suas hostes aqueles que diariamente ali laboravam, incentivando-os a exigirem melhores condições salariais e de trabalho e participarem nos seus comícios. À frente da oposição no concelho de Ílhavo, nesse tempo, estavam, entre outros, Júlio Calisto, Mário Sacramento, Eduarda Senos, José Gouveia e Joaquim Batista (Escalda). Estes oposicionistas tudo faziam para fazer chegar aos trabalhadores da fábrica os panfletos da oposição e até os jornais contra o regime, nomeadamente, o Avante . A principal porta de entrada para os operários eram, sobretudo, os escriturários, mas também os des...

Sátão e Ílhavo: dois concelhos unidos por "Um Republicano na Mira da PIDE"

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No próximo verão será dado à estampa o meu novo romance que, neste momento, está em fase de revisão. E para abrir o apetite nada melhor do que levantar um pouco do véu dessa narrativa histórico-biográfica, cujo título será Um Republicano na Mira da PIDE . A personagem principal tendo nascido no “ logar do Tojal da freguesia de Villa d’Egreja ”, concelho de Sátão, em 23 de agosto de 1897, onde viveu até ao início da juventude, fez a sua vida, daí em diante, em Ílhavo, onde veio a falecer em agosto de 1973, estando os seus restos mortais sepultados no talhão 1 do cemitério local. Tendo vivido na Rua de Alqueidão e mais tarde na Rua Frederico Cerveira, em Ílhavo, este cidadão licenciou-se em Direito no ano de 1922-1923 na Universidade de Coimbra.  Com escritório em Ílhavo (primeiro na Rua Serpa Pinto e depois na Rua Arcebispo Pereira Bilhano) e em Aveiro (na Rua Direita) este advogado atravessou todo o Estado Novo, regime que combateu juntamente com muitos outros democratas da r...

O PIDE que passou o dia a transportar pessoas para o comício de Humberto Delgado

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   A campanha presidencial de 1958 foi dos momentos mais empolgantes que a oposição viveu durante o Estado Novo. A candidatura do general Humberto Delgado despertava um entusiasmo vibrante no povo — ainda mais evidente depois da desistência de Arlindo Vicente. Em cada aparição pública, como Delgado, que parecia ter magnetismo, atraía mais e mais gente, as hostes de Salazar começaram a ficar apreensivas. Havia que fazer alguma coisa para que a eleição do contra-almirante Américo Tomás, o candidato do regime, não corresse riscos. Mas vamos ao caso de que vos quero falar hoje, que teve a ver com o comício que Humberto Delgado levou a cabo no dia 24 de maio, em Aveiro, no Teatro Aveirense, iniciativa que mobilizou todos os opositores da região e que contou com a colaboração, a contragosto, de um informador da PIDE. “Alegre”, que se passava por oposicionista, mas que, de facto, não era mais do que um infiltrado no seio da oposição de Ílhavo, outro remédio não teve do que bebe...

Faz hoje 57 anos que Mário Sacramento foi a sepultar

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  Após a morte o trair no dia anterior, Mário Sacramento foi a sepultar no Cemitério de Aveiro no dia 28 de março de 1969. Tinha em mãos a organização do II Congresso Republicano de Aveiro que iria ter lugar no Teatro Aveirense nos dias 15, 16 e 17 de maio desse ano. Nessa altura Salazar agonizava desde a queda, no dia 3 de agosto do ano anterior, da cadeira de lona no Forte de Santo António da Barra, no Estoril. Vem esta crónica a propósito do meu próximo romance histórico-biográfico UM REPUBLICANO NA MIRA DA PIDE (em fase final de revisão), cuja personagem principal, Júlio, foi inspirada em Júlio Correia da Rocha Calisto , advogado, e que travou muitas lutas em Ílhavo e na região de Aveiro ao lado de Mário Sacramento, que no romance inspirou a personagem Mário. Hoje vou partilhar convosco a cena em que surge ainda a personagem Álvaro, que foi inspirada em Álvaro José Pedrosa Curado de Seiça Neves, filho de Manuel das Neves, que falecera a 31 de janeiro de 1965. Eis a cena: ...

O que é que uma Casal Boss tem a ver com a distribuição do Avante, em Ílhavo?

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  Durante o Estado Novo os subterfúgios utilizados pelos oposicionistas eram inúmeros para contornarem a vigilância da PIDE. Diga-se, em abono da verdade, que o inverso era igualmente verdadeiro. Vem esta crónica a propósito da distribuição do jornal Avante no concelho de Ílhavo, antes do 25 de abril, em que era utilizada a motorizada Casal Boss que se encontra na foto. Os protagonistas foram dois ilhavenses a quem vou chamar de Tenreiro e Álvaro, embora os pudesse designar com outros nomes, pois tantos foram aqueles que desenvolveram um intenso e perigoso trabalho em prol da conquista da democracia e da liberdade. Tenreiro era um ativo comunista, funcionário público na vila, que recebia pelo seu controleiro os materiais e a linha política dimanada do Comité Central. Tudo lhe chegava depois de um ritual de senhas e de contrassenhas devidamente combinadas. A ele, localmente, cabia-lhe tentar alargar a influência e angariar mais pessoas para a causa. Foi o que Tenreiro fe...