Atropelamento junto à Torre do Relógio: uma coincidência literária inesperadamente atual
Há coincidências que a literatura não planeia. E que a realidade, muitos anos depois, torna inesperadamente atuais.
Em O Emigrante, romance que publiquei em 2025, há uma cena passada em 1999 que decorre num lugar muito conhecido da Figueira da Foz.
Augusto, natural de Bunhos (nome literário de Buarcos), seguia pela marginal da Figueira da Foz. Depois de passar pelo “oásis” da Praia da Claridade, seguiu em direção ao Tubarão, a marisqueira e cervejaria que existia junto à Torre do Relógio.
Ao atravessar a passadeira, um automóvel que circulava em grande velocidade atropelou-o.
É ficção, porém é assim que a história está escrita na página 207 do romance.
Todavia, 27 anos depois desse atropelamento narrado no romance, a segurança e a circulação automóvel naquele mesmo espaço voltam a estar no centro da discussão na Figueira da Foz.
Sem pretender antecipar o futuro, O Emigrante acabou, curiosamente, por guardar nas suas páginas uma cena que hoje ganha uma inesperada atualidade.
Haverá, brevemente, uma boa oportunidade para falar desta e de outras histórias deste romance, que proporciona uma viagem pela emigração “a salto” para França nos anos 60 e em que a Figueira da Foz também é protagonista.
📖 Apresentação de O Emigrante
📍 Lavadouro de Buarcos
📅 19 de setembro
🕠 17h30
A apresentação contará com a presença, para além do autor, da presidente da Junta de Freguesia de Buarcos, Rosa Baptista, e estará a cargo de Isac Loureiro, presidente da associação União Futebol de Buarcos e antigo presidente da respetiva Junta de Freguesia.
Às vezes, a ficção escreve uma história. E o tempo encarrega-se de lhe acrescentar novas leituras.
Acácio Pinto
