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Vai nascer em Santa Comba Dão o Centro Interpretativo do Estado Novo

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  Esta sexta-feira, dia 28 de Fevereiro, foi assinado na Casa da Cultura de Santa Comba Dão, um protocolo entre a Associação Cultural Ephemera, representada por José Pacheco Pereira, e a Câmara Municipal, representada pelo seu Presidente Leonel Gouveia. O protocolo, que previamente, foi aprovado pelos órgãos próprios do Município, estabelece as bases da cooperação para a concretização do Centro Interpretativo do Estado Novo 1926-1974 - Regime e Resistência , vai ser instalado num edifício simbólico do Estado Novo, a Escola Cantina Salazar, sendo o objetivo desta iniciativa conjunta o estudo científico desse período que, desde 1926 a 1974, foi a mais longa ditadura na Europa Ocidental. Segundo o presidente do município, este protocolo pretende acabar de vez com qualquer suspeita de saudosismo da ditadura, que gorou tentativas anteriores, e abrir caminho ao estudo histórico de todos os aspetos políticos, militares, biográficos, económicos, sociais, culturais e icon...

O que é que o B’ART tem a ver com a telenovela O Teu Olhar?

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  O que é que o B’ART tem a ver com a telenovela O Teu Olhar ? Tudo. O B’ART, que é hoje um icónico bar da praia da Murtinheira, freguesia de Quiaios, no concelho da Figueira da Foz, resultou, precisamente, da telenovela O Teu Olhar exibida na TVI em 2003 e 2004 que foi, portanto, a sua incubadora. As cenas de praia dessa telenovela foram filmadas no extenso areal da praia da Murtinheira onde foi, propositadamente, construído pela produção da telenovela, um bar que tinha a morte anunciada para o final das filmagens. Porém, quis o destino, traçado por homens e mulheres que acreditam, e porque nada nem ninguém morre de véspera, que tal desiderato não se consumasse. Fosse pela arquitetura tão deliciosa quão romântica, inspiradora de fugas e refúgios, fosse pela localização, isolada, onde não existia qualquer apoio de praia, fosse lá por aquilo que fosse, o que é um facto é que o tão singular e especial bar de O Teu Olhar , por onde passou a Sofia Alves e outros atores, aca...

Infinito Sem Nome: confissões de um poeta fingidor

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  TAMBÉM AQUI: LETRAS E CONTEÚDOS Já lhe conhecia as crónicas, A galope numa noite de búzios , um livro editado em 2023 e era sabedor da sua imensa obra de investigação histórica e cultural focada nos Açores e sobremaneira na ilha Terceira. Fui, desta feita, surpreendido com este Infinito Sem Nome , o mais recente livro de Carlos Enes, um ex-deputado e amigo que granjeei na minha passagem pela Assembleia da República. Açoriano de gema, Enes, oferta-nos belíssimos poemas que nos deixam sempre um leve travo de incompletude do ser humano que vagueia por este mundo em busca da “eternidade” que, afinal, “existe sempre que a guitarra se sente nos joelhos do tempo”. Esta poesia de Carlos Enes é madura e suculenta. Cheia de imagens. De mensagens íntimas. De metáforas. De intimidades inconfessáveis, confessadas por um poeta fingidor , para utilizar a expressão de Pessoa. Foi tão bom ler estes poemas, estes versos, estas partidas, estas incursões: “se o passaporte / exigisse o carimb...

Bispo de Viseu foi diretor do Jornal do Centro por um dia

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  Bispo de Viseu, Ilídio Leandro, foi diretor do Jornal do Centro por um dia, em janeiro de 2010. Hoje, 21 de fevereiro, dia em que se assinalam 5 anos sobre a sua morte, evoco Ilídio Pinto Leandro, bispo de Viseu entre 2006 e 2018. Creio que a melhor forma de lhe prestar este tributo é a de republicar este ‘ post-it ’ (assim se chamava a minha coluna), de 2010, que escrevi para o Jornal do Centro sobre o facto de D. Ilídio ter aceitado, por um dia, as funções de diretor do jornal, por convite da detentora do cargo, Emília Amaral. Morrer? Só quando se apagar a sua memória da mente humana. Até lá, ei-lo, a sorrir! Achei tão interessante a proposta do Jornal do Centro, como a aceitação do repto pelo Bispo de Viseu: ser Director da edição de hoje do Jornal do Centro. Este posicionamento afirma-o como um ser terreno, um homem do nosso tempo, alguém que se coloca no meio do seu rebanho, qual pastor ávido por sentir os pulsares da vida quotidiana, tão controversa e difícil, par...

Orçamento da Junta de Parochia de Decermillo de 1911

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  Chegou-nos às mãos a capa do  “Orçamento Ordinário da Receita e Despeza da Junta de Parochia da Freguezia de Decermillo, Concelho de Sattam para o Anno Civil de 1911” . O timbre utilizado no papel ainda é da monarquia, como se pode ver, pese embora ela ter terminado no dia 5 de outubro de 1910, quando se implantou a república. O impresso havia sido impresso em  “Vizeu – Imprensa do G. Civil – 1910” . Em suma: Os orçamentos das instituições, no caso Freguesia de Decermilo, por mais pequenas que sejam é um documento fundamental de gestão. Já há cento e catorze anos era, como evidencia a fotografia que aqui apresentamos, da Junta de Decermillo. O facto é que estes documentos nem sempre são transparentes e elaborados com rigor, mas isso é outra conversa que não cabe neste  post .

Há homens assim: perpétuos, como os seus movimentos

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  Há homens assim. Que se colam à história dos tempos. Que o tempo não apaga. Que são perpétuos, como o foram os seus movimentos. Há homens assim. Que se eternizam nas nossas memórias. Que encantam as nossas ‘papilas’ sonoras. Que deixam as semifusas sem tempo para serem. Há homens assim. Que têm mil dedos em movimento. Que nos encantam com serenatas mágicas. Que nos beijam a pele com trinados de manhãs de primavera. Há homens assim. Que inventam o que fazem.Que fizeram da sua vida serviço e que nasceram para servir os nossos sentidos.  Falo de Carlos Paredes. Esse homem que 'inventou' a guitarra e que com ela se confunde. Direi mesmo que guitarra portuguesa é Carlos Paredes. Evoco-o, singelamente, aqui, hoje, 100 anos após o seu nascimento. ORA OUÇA: MOVIMENTO PERPÉTUO Link: LETRAS E CONTEÚDOS

Centro Interpretativo das Minas de Argozelo, em Vimioso

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   Os centro interpretativos são espaços que visam preservar a história de uma qualquer atividade ou costume existente num determinado território. No âmbito das minhas incursões em territórios onde ocorreram, em meados do século XX, explorações mineiras ligadas ao volfrâmio, visitei o Centro Interpretativo de Argozelo, no concelho de Vimioso. Esta minha curiosidade tem a ver com o romance O VOLFRAMISTA que foi prémio literário Cónego Albano Martins de Sousa em 2022. É um espaço que nos leva aos anos 40 e 50 – Segunda Guerra Mundial e Guerra da Coreia – quando Portugal foi assolado pela “febre do ouro negro”, sobretudo no conflito que opôs os alemães aos ingleses, cada um com os respetivos aliados. Este centro interpretativo consta de uma sala com ferramentas e artefactos utilizados na exploração e de um conjunto de painéis onde se conta a história da importância do volfrâmio / tungsténio, nessa época, mas fazendo, inclusivamente, uma ligação ao seu uso nos nossos dias. ...