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JS Viseu promoveu debate sobre o futuro do ensino profissional

A concelhia de Viseu da JS, coordenada por Manuel Mirandez, está a encetar um conjunto de debates sobre temas da atualidade que designou "Campus de reflexão JS", tendo-se o primeiro debate centrado nas questões do ensino profissional e do seu futuro. De referir que estes debates têm como coordenador geral um independente, António Lúcio Soares.
O debate aconteceu no dia 22 de março no salão nobre do associação comercial de Viseu, ante a presença de inúmeras pessoas, de que destaco a presidente da concelhia do PS, Adelaide Modesto, o presidente da federação distrital da JS, Rafael Guimarães, e a presidente do departamento das mulheres socialistas, Helena Rebelo.
Os oradores convidados foram Acácio Pinto, deputado do PS, Gonçalo Ginestal, diretor pedagógico da escola profissional Mariana Seixas e Célia Franco, diretora da escola profissional de Torredeita. A moderação esteve por conta de Rui Santos, um profundo conhecedor da temática em debate, ele que foi diretor regional de educação do centro e também diretor de uma escola profissional, entre muitas outras funções educacionais que exerceu ao longo da vida.
Enquanto os diretores das escolas, Célia Franco e Gonçalo Ginestal, escalpelizaram as virtualidades do ensino profissional e os constrangimentos com que atualmente se confrontam na gestão diária, Acácio Pinto colocou a tónica na opção ideológica que este governo está a levar a cabo na educação com reflexos evidentes também no ensino profissional, com a introdução do ensino vocacional a partir dos 13 anos de idade. Esta situação configura uma seleção precoce dos alunos, não estando a reversibilidade de vias assegurada. Para além disso estamos perante um modelo que efetua um estreitamente curricular numa fase em que é fundamental dar perspetivas de cidadania, de artes e de humanidades aos nossos jovens.
Ficou também muito evidenciado que nada tem sido feito para reverter a desvalorização social do ensino profissional, sempre muito conotado como uma via para os alunos de "segunda", para os "repetentes" e para os mais pobres.
A opção do governo de extinção dos CNO e a sua substituição pelos CQEP (ainda não operacionalizados em pleno) também não deixou de estar em cima da mesa, pois neste momento as respostas para adultos são inexistentes.
Se é verdade que esta iniciativa foi importante, com muita participação do público, também não é menos verdade que muito mais se poderia ter dito sobre esta matéria, face à vastidão do tema.
Uma conclusão, porém, se pode tirar: o ensino profissional tem que merecer uma maior aposta, articulada, por parte das tutelas governativas para que ele possa cumprir a sua grande função de "alimentar" o mercado de trabalho com técnicos qualificados nas mais diversas áreas.
Parabéns à JS pela iniciativa.

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