O "estado maior" do PSD vem a Viseu realizar as
jornadas parlamentares com a notícia, dada ontem por Marques Mendes, de que a administração pública, reformados e pensionistas, vão ter ainda mais cortes nos seus rendimentos
em 2014 e quase mais 2 mil milhões em 2015.
Vem a um distrito que marginalizou e continua a marginalizar.
Onde vai encerrar o maior número de
serviços, com especial destaque para os tribunais e repartições de finanças.
Vem a um distrito que, como já se percebeu, condenou a não ter a ligação Viseu-Coimbra,
nem qualquer outra acessibilidade, nem centro
oncológico, nem nenhum investimento. E quanto a comboio como prioridade apenas temos as habituais palavras.
As políticas sociais recuaram, porque as diferentes
instituições foram, segundo a terminologia de Carlos Moedas
"esmifradas". Podem "aumentar" os lugares, mas não há
comparticipações, nem novos acordos. Uma vergonha que está a deixar muitas
instituições à beira do colapso.
O desemprego aumentou
em todo o distrito, que bate o triste recorde de ser aquele, segundo a Operação
Sénior da GNR, onde mais idosos vivem em isolamento. As restrições na saúde, educação, cultura e ciência são inexplicáveis.
A política de empobrecimento atinge-nos fortemente.
Para quem tudo prometeu e fez o seu contrário, para quem aumentou a dívida de 94 par 130% do PIB,
seria bom que chegados a Viseu, os deputados do PSD e todo o seu “estado maior”
explicassem aos viseenses este empobrecimento e abandono a que nos votaram!
Viseu, 23 de março de 2014
Os deputados do PS
José Junqueiro | Acácio Pinto | Elza
Pais