
“Não
tem nenhuma visão de novo a propor para o futuro, basta ver o que ocorreu no
recente congresso do PSD, uma grande celebração do mais absoluto vazio, nenhuma
ideia, nenhuma orientação, nenhuma ambição, nenhum projeto novo verdadeiramente
para Portugal, apenas aquele discurso estafado, tão bem sintetizado na afirmação
de um dos principais dirigentes do PSD (..) os portugueses estão pior, mas o
país está melhor", afirmou Francisco Assis durante a apresentação da sua
candidatura, no Porto.
Para
Assis, "não há melhor definição do que é a visão do PSD para o país",
lembrando, sem querer "fazer nenhum paralelismo ilegítimo com esse tempo,
o professor Salazar com lingotes de ouro no banco de Portugal e os portugueses
a passar fome em casa”.
O
PSD, considerou o candidato às europeias pelo PS, transformou uma política de
ajustamento numa política de empobrecimento, por isso, “o problema não é a
senhora Merkel, o problema do país é o doutor Pedro Passos Coelho”.
E,
acrescentou, “se houve partido despesista nos últimos anos na nossa vida
política portuguesa esse partido não foi o PS, esse partido foi o PSD,
claramente foi o PSD e foi o CDS”.
O
PS, segundo Assis, não tem medo de falar do passado, já o PSD tem receio de
falar do presente porque “duplicou” a austeridade e “atacou” os funcionários
públicos, pensionistas e reformados.
“Não
querem discutir o presente porque sabem que falharam, porque sabem que as suas
políticas conduziram ao desastre, agudizaram a crise, acentuaram as iniquidades
sociais, destruíram grande parte da economia que vai levar alguns anos a recuperar,
geraram no nosso país situações verdadeiramente incompreensíveis e
inaceitáveis”, frisou.
Considerando
ter uma “grande responsabilidade” sobre os ombros, o candidato socialista às
europeias realçou que nestas eleições também estará em causa o futuro do país,
por isso, é “importante” ganha-las.
“Há
muita gente descontente, há muitas pessoas que se sentem ludibriadas todos os
dias pela forma como o Governo as tem tratado, há um país inteiro que olha para
este Governo sem qualquer esperança, qualquer confiança e qualquer expetativa”,
argumentou.
Defendendo
que o PS não quer encontrar soluções fora do euro, porque seria uma “catástrofe
absoluta” para Portugal, Francisco Assis disse não ser aceitável ter no âmbito
da União Europeia uma relação de devedores e credores.
Francisco
Assis, ex-eurodeputado e ex-líder da bancada parlamentar do PS, é atualmente
deputado socialista eleito pelo círculo do Porto, depois de, em 2011, ter
defrontado e perdido as eleições para a liderança do PS contra António José
Seguro.
SYF
// JCS