quanta primavera sinto
em cada folha de setembro
em cada cor de outono nascente
quanta luz encerra
cada uva fermentada
cada recanto de terra despida
quanta vida nasce nas margens
de tanta cidade esquecida
que ainda assim é vida vivida
afinal, quanta luz se oculta
em cada nada e aguarda
um olhar que a solte d'amarra...