
Nesta atuação em concreto, num evento da caixa de crédito agrícola mútuo do Vale do Dão e do Alto Vouga, pudemos ouvir fado de Coimbra e fado de Lisboa, enfim fados portugueses, ou melhor ainda, fado português, neste tempo em que a candidatura do FADO desenvolvida pela câmara de Lisboa mereceu o reconhecimento de património imaterial da humanidade, pela UNESCO.
Como intérprete, no fado de Lisboa, esteve Carla Linhares, uma voz forte, muito bem colocada e densamente cheia de toques e timbres das ruas, das tabernas e das colinas mais típicas da lisboa fadista. No fado de Coimbra esteve o Rui Fonseca, uma voz jovem, afinada que nos transportou até à sombra do luar, no penedo, e ao escuro das batidas e das batinas coimbrãs.
O instrumental esteve por conta de dois veteranos, embora jovens, o Jorge Menino, na guitarra portuguesa, um exímio, como poucos, trinador e o Sílvio, na guitarra clássica, fez o resto, deu o harpejo e o baixo bem batido.
Parabéns.