Avançar para o conteúdo principal

Requalificação das Escolas Grão Vasco e Viriato? Com certeza! ...mas há muito mais a fazer!

As escolas Grão Vasco e Viriato, ambas do concelho de Viseu, foram alvo da assinatura de um protocolo, no dia 17 de agosto, entre a Câmara de Viseu e o Ministério da Educação, no âmbito dos fundos comunitários, que irá permitir a realização das obras de requalificação há tantos anos reclamadas, sobretudo na primeira. Esta sessão, que decorreu no salão nobre dos paços do concelho, contou com a presença do Ministro da Educação.
Diga-se aliás que foram muitas as pessoas que não se cansaram de reclamar ao longo dos anos estas obras, a começar desde logo pelos pais e encarregados de educação, mas também os deputados do PS (AQUI, AQUI, AQUI, AQUI...), entre muitos outros, que nunca deixaram que este assunto fosse colocado na gaveta, através de perguntas ao governo e de interpelações diretas ao ministro da educação na Assembleia da República.
Mas importa também dizer, nesta oportunidade, que a solução agora encontrada e que envolve o pagamento pela câmara de Viseu da componente nacional (cerca de 300 mil euros), não mereceu o acolhimento do anterior executivo municipal para protocolo semelhante, embora não deixa de ser curioso o facto de o governo atirar para o poder local as suas obrigações financeiras.
Bom, para não escalpelizar muito mais esta questão, agora que está resolvida, esperando-se que não vá para as calendas, termino com uma nota final.
Há no distrito outras escolas com graves problemas, que já haviam sido identificadas como tal, que não estão, que se saiba, na lista de obras a efetuar, como são os casos, entre outras, das escolas Latino Coelho (Lamego), de Moimenta da Beira e de Mangualde, e o caso mais paradigmático é mesmo o de São Pedro do Sul, em que o ministério ocupa uma escola (a básica 2,3) que vendeu ao município sem pagar qualquer renda pela sua utilização e o que é facto é que não quer fazer as obras na secundária, como lhe compete  e conforme o ministério se comprometeu. Estamos mesmo a ver que neste caso de São Pedro do Sul, obra estruturalmente profunda e de ampliação, na secundária para que possa receber também os mais de 400 alunos da básica, o ministério ainda irá dizer que a câmara deveria fazer a obras com 1 milhão dos fundos comunitários, quando as obras ascendem a vários milhões de euros! Neste caso, para começar, o que Nuno Crato deveria fazer era pagar a renda ao município de São Pedro do Sul pela ocupação da escola básica! Isso é que era elementar!
Em suma: Requalificação das Escolas Grão Vasco e Viriato? Com certeza... mas não há muito mais a fazer! Há outras escolas a exigirem uma célere intervenção e que não podem ir para o rol do esquecimento!

Mensagens populares deste blogue

Sermos David e Rafael, acalma-nos? Não, mas ampara-nos e torna-nos mais humanos!

  As palavras, essas, estão todas ditas. Todas. Mas continua a faltar-nos, a faltar-me, a compreensão. Uma explicação que seja. Só uma, para tão cruel desenlace. Da antiguidade até ao agora, o que é que ainda não foi dito? O que é que falta dizer? Nada e tudo. E aqui continuamos, longe, muito distantes, de encontrar a chave que nos abra a porta deste paradoxo. Bem sei que, quiçá, essa procura é uma impossibilidade. Que não existe qualquer via de acesso aos insondáveis desígnios. Da vida e da morte. Dos tempos de viver e de morrer. Não existe. E quando esses intentos acontecem em idades prematuras? Em idades temporãs? Tenras? Quando os olhos brilham? Quando os sonhos semeados estão a germinar? Aí, tudo colapsa. É a revolta. É o caos. Sermos David e Rafael, nestes tempos cruéis, não nos acalma. Sermos comunidade, não nos sossega. Partilharmos a dor da família, não nos apazigua. Sermos solidários, não nos aquieta. Bem sei que não. Mas, sejamos tudo isso, pois ainda é o q...

Frontal, genuíno, prestável: era assim o António Figueiredo Pina!

  Conheci-o no final dos anos 70. Trabalhava numa loja comercial, onde se vendia de tudo um pouco. Numa loja localizada na rua principal de Sátão, nas imediações do Foto Bela e do Café Sátão. Ali bem ao lado da barbearia, por Garret conhecida, e em frente da Papelaria Jota. Depois, ainda na rua principal, deslocou-se para o cruzamento de Rio de Moinhos, onde prosseguiu a sua atividade e onde se consolidou como comerciante de referência. Onde lançou e desenvolveu a marca que era conhecida em todo o concelho, a Casa Pina, recheando a sua loja de uma multiplicidade de ferramentas, tintas e artefactos. Sim, falo do António Figueiredo Pina. Do Pinita, como era tratado por tantos amigos e com quem estive, há cerca de um mês e meio, em sua casa. Conheceu-me e eu senti-me reconfortado, conforto que, naquele momento, creio que foi recíproco. - És o Acácio - disse, olhando-me nos olhos. Olhar que gravei e que guardo! Quem nunca entrou na sua loja para comprar fosse lá o que fosse? Naquel...

Murganheira: O melhor espumante de Portugal!

LETRASECONTEUDOS.PT Ficam no concelho de Tarouca, em Ucanha, a norte do distrito de Viseu, e são um mundo escondido sob aquela colina revestida pela vinha alinhada e bem verde, no verão, antes da colheita das uvas touriga, tinta roriz, gouveio, cerceal, chardonnay ou pinot . Trata-se das Caves da Murganheira e ali estão há mais de 60 anos.  Situadas num espaço magnífico, de transição entre a Beira e o Douro, as Caves da Murganheira conjugam modernidade e tradição. A modernidade do edifício onde se comercializa e prova o segredo encerrado em cada garrafa de espumante e a tradição das galerias das caves "escavadas" a pólvora e dinamite naquele maciço de granito azul. E se no edifício de prova - com um amplo salão, moderno e funcional, com uma enorme janela aberta sobre a magnífica paisagem vinhateira, que encantou os cistercienses - é necessário ar condicionado para manter uma temperatura, que contraste com o agreste calor estival, já nas galerias subterrâneas a temperatura...