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[opinião] Barragem de Ribeiradio: uma obra com assinatura!

A energia é um daqueles temas que com regularidade entra na agenda dos líderes mundiais e consequentemente no debate interno dos países.
Ainda agora, recentemente, pela voz do presidente dos Estados Unidos da América, o tema assumiu foros de primeira página, com Barack Obama a defender a necessidade de um forte incremento da energia limpa propondo mesmo um “clean power plan” com uma meta para a redução das emissões de CO2.
Serve esta introdução para dar nota da conclusão e de alguns detalhes da barragem de Ribeiradio, pois não me quero deter sobre a bondade das declarações solenes de um presidente em final de mandato, mesmo que dos EUA, uma vez que, sobre isso, e sobre muita hipocrisia à mistura, muito haveria para dizer.
Pois bem, de passagem por Oliveira de Frades não podia deixar de visitar um empreendimento, entre muitos outros em todo o país, lançados nos governos do PS, que tinham precisamente na sua génese a questão da produção de energia com base em fontes renováveis.
Lançada, em boa hora, pelos governos do PS, liderados por José Sócrates, aí está, portanto, já concluída, a barragem de Ribeiradio, no rio Vouga, num investimento superior a 200 milhões de euros e com uma potência total instalada de 81 MW.
Este empreendimento, há mais de setenta anos adiado, é agora uma realidade. Composto pelas barragens de Ribeiradio e da Ermida tem como finalidade a produção de energia elétrica, a regularização do caudal do Vouga, abastecimento de água às populações, rega e ainda permitiu a ligação entre as duas margens, entre os concelhos de Oliveira de Frades e de Sever do Vouga.
Lá estive, em 2009, com o primeiro-ministro, José Sócrates, e com os ministros Manuel Pinho e Nunes Correia, aquando da apresentação do projeto, lá estive em 2011 com os eurodeputados, Vital Moreira e Correia de Campos, a visitar as obras e lá estive agora, em 2015, numa visita informal, com o meu amigo António Cabrita Grade, para constatar "in loco" a grandiosidade da obra realizada e que irá ainda permitir, com certeza, na albufeira, o florescimento de atividades e espaços de lazer.
Termino como comecei, quando alguns agora, interna e externamente, falam de energia limpa, importa ter em conta que Portugal nessa matéria tem um histórico invejável, fruto das opções dos governos do PS. As consequências estão à vista: quase dois terços da eletricidade que consumimos já têm origem renovável, o que melhorou a balança energética portuguesa e reduziu as emissões de CO2.
Acácio Pinto
Diário de Viseu

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