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Proviseu e Conservatório homenagearam Agostinho Torres de Almeida

Na tarde de 23 de fevereiro a PROVISEU (associação para a promoção de Viseu e região), com a colaboração do conservatório regional de música de Viseu, homenageou Agostinho Torres Almeida (1938-2012), ele que em vida integrou em diversos mandatos os órgãos sociais da associação.
Lá estive a convite da Celeste Torres Almeida, sua filha, associando-me assim a uma justa homenagem a um amigo que conheci nos anos 80 no Sátão, onde ele desempenhava as funções de gerente bancário.
E a partir dessa data, diga-se, ficou uma forte amizade que nos levava várias vezes a longas conversas sobre a política, a cultura e, sobretudo, sobre o jornalismo, uma vez que ele foi também responsável pela edição do jornal Caminho, de Sátão, quando eu fundei em 1987 o jornal Gazeta de Sátão.
Pessoa de excelente caráter, com discurso muito elegante, sempre em atividade, habituei-me, igualmente, aquando da minha passagem pelo governo civil a receber, com regularidade, a sua visita e julgo, até, ter sido um dos responsáveis pela sua adesão às tecnologias de informação, a medo, depois de uma conversa mais animada, em que eu lhe disse que não lhe enviaríamos mais a agenda do governo civil pelas vias tradicionais (carta ou fax) e que esta era a via do futuro. Não ficou convencido, mas mais tarde disse-me que eu tinha razão.
Deixo também uma dedicatória num dos seus livros que me ofereceu, este sobre a santa casa da misericórdia de Vouzela, outra das suas paixões, em que pela caligrafia e conteúdo se percebe bem de que pessoas estamos a falar.
Para a Celeste Torres Almeida, um cumprimento especial.

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