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Foto: publico.pt |
Vivemos tempos
de grande conturbação e incapacidade política para os lados do governo.
Dois casos
recentes.
1. Para além da sua incapacidade de
darem qualquer esperança aos portugueses, estes governantes, leia-se Passos
Coelho e Paulo Portas, entretêm-se na praça pública a discutir casos de
nomeações para ajudantes de ministros quando era suposto que o fizessem privada
e previamente.
Pois afinal não
o fizeram e agora estamos todos a assistir a uma lamentável cena de ping-pong
político a propósito da nomeação de Franquelim Alves para a secretaria de
estado do empreendedorismo, ele que esteve ligado à SLN/BPN. Fontes do CDS
afirmam-se incrédulas, mas do lado do PSD dizem que não há nenhum problema pois
o nomeado foi devidamente escrutinado.
Estamos perante
uma situação ridícula e já não é a primeira dentro da coligação. Ou já se
esqueceram do caso da TSU? E da carta do líder do CDS aos militantes a dizer
que os impostos tinham atingido o seu limite? Ou das palavras de Pires de Lima
a pedir a demissão dos responsáveis pela divulgação do relatório do FMI? Ou das
palavras azedas interpartidárias a propósito de nomeações para cargos de
direção superior?
O país precisava
de tudo menos de cenas deste jaez.
Aliás, um
primeiro-ministro com autoridade matava o problema à nascença: ou não propunha este
nome para nomeação, ou já tinha esclarecido aos portugueses de forma cabal e
completa toda a situação. Assim é que não! Dizer-se que “é uma boa escolha para o governo” sabe a pouco, a muito pouco
mesmo!
2. A taxa de desemprego em Portugal,
segundo o Eurostat, aumentou para 16,5%, correspondendo a 897 mil desempregados.
São mais 107 mil desempregados do que há um ano atrás. Refira-se que a taxa da
UE é de 10,7%.
Portugal
apresenta, pois, a 3ª taxa de desemprego mais elevada da UE. Ou seja, no nosso
país a taxa de desemprego cresceu, neste último ano, quase 3 vezes mais que na
UE, merecendo aqui referência o facto de em junho de 2011, quando o PS saiu do
governo, a taxa de desemprego ser de 12,5%.
Desde que este
Governo está em funções há, portanto, mais 210 mil desempregados, um aumento de
31%, isto é, mais 583 desempregados por dia.
É obra. É esta a
obra da conturbação e da incapacidade política.
Acácio Pinto
Notícias de Viseu