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Vídeo sobre a região Dão e Demo, sobre as terras de Aquilino Ribeiro

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Um vídeo com música e imagem de José Pedro Pinto e texto de Acácio Pinto, que capta um olhar sobre uma região que se estende de Viseu a Moimenta da Beira, ou de Vila Nova de Paiva a Mangualde, ou ainda de Sernancelhe e Aguiar da Beira a Penalva do Castelo, passando pelo Sátão. Afinal, um olhar sobre alguns espaços da Geografia Sentimental de Aquilino Ribeiro! Pelas imagens, pela música e pelo texto vale a pena uma visualização! Mais vídeos em:  Vídeos Dão e Demo

Lapa, terra onde se exprime a fé – I

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[Texto de Louro de Carvalho que pode acompanhar em ideiaspoligraficas.blogspot.pt] O Santuário da Senhora da Lapa fica na freguesia de Quintela, do concelho de Sernancelhe que pertence à Diocese de Lamego e ao Distrito de Viseu. Este Santuário granítico, que remonta a 1498 (já vão 523 anos), alberga dentro um enorme penedo que faz uma gruta ou lapa, onde, como reza a história, ali foi encontrada uma imagem da Virgem Maria após mais de 500 anos escondida na gruta onde as irmãs perseguidas a depositaram. E o curioso é que pela abertura do penedo, que é muito estreito e sinuoso em altura, diz-se que passa o gordo e passa o magro, e parece que assim é com algum jeitinho na barriga. A Lapa é uma terra de fé, um sítio de mistério natural e de alcance transcendental. De qualquer ponto que o circunstante lance o olhar, de perto ou de longe, encontra como ponto de contacto ou a torre da igreja, um cruzeiro ou mesmo um dos quatro consagrados miradouros. Está a povoação situada quase no cimo da...

Senhora das Candeias – a rir, inverno a vir; a chorar, inverno a passar

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Foto da capela da Senhora do Barrocal/Candeias - Carvalhal de Romãs (Festa de 2018) [Mais um magnífico texto de Louro de Carvalho no blog ideiaspoligraficas.blogspot.com] Popularmente o 2 de fevereiro, quarenta dias depois do Natal, era o dia da Candelária ou da Festa da Senhora das Candeias pelo facto de tradicionalmente, com a apresentação do menino Jesus no Templo, se relevar a purificação de Nossa Senhora e se fazer a bênção das velas e subsequente procissão antes da Missa e para a Missa. Segundo Dom António Couto, Bispo de Lamego, as Igrejas do Oriente conhecem-na por “Festa do Encontro (Hypapantê) e dos Encontros: encontro de Deus com o seu Povo agradecido, mas também de Maria, de José e de Jesus com Simeão e Ana e também connosco”. É uma das mais antigas festas da Virgem Maria. Introduzida em Jerusalém no século IV, encontramo-la em Roma no século VI. A procissão começou a fazer-se com Sérgio I no final do século VII, mas a bênção das velas entrou no missal no século X. Embo...

Evocação da memória do conhecido como o Padre Vieira da Lapa

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Foto publicada por Ana Nunes no Facebook da página Serra da Lapa [Texto de Louro de Carvalho que aqui reproduzimos a partir do seu blog ideiaspoligraficas.blogspot.com] Nascido em 1921 na freguesia de Nespereira, do concelho de Cinfães, o Padre Manuel Vieira dos Santos, conhecido como o “Padre Vieira da Lapa”, faleceu na Lapa, na casa onde residia, supostamente a 30 de janeiro de 1994 (já lá vão 27 anos) , pois, encontrado o seu corpo, no dia 31, no sítio onde falecera, o facto de estar vestido com a roupa com que foi visto na véspera levou a concluir que falecera no dia 30. Seja como for, as exéquias celebradas no Santuário de Nossa Senhora da Lapa e a romagem do féretro para o cemitério compaginaram um momento de fé, saudade e ação de graças por uma vida inteiramente dedicada a Nossa Senhora da Lapa e seu santuário, bem como à paróquia de Quintela (muito tempo em acumulação com outras) , de cujo encargo pastoral tinha sido dispensado poucos dias antes. Foi um grande arauto da obra ...

Terra Molhada

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Terra. Terra molhada. Somos terra molhada. Terra que se abre a cada arado que a sulca e se entrega a cada semente que a escolhe. Terra que fecunda e se fecunda em cada sementeira. Terra que em cada ano se renova e em cada estação se veste com roupas de ontem, tantas vezes em tempos de amanhã. Somos e seremos terra molhada. [©Letras e Conteúdos]

Não, não te conhecia!

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Não te conhecia de lado nenhum. Nunca te houvera visto. Nunca. Nunca houvera visto o teu vulto nem, sequer, houvera visto a tua sombra a escapar-se numa qualquer esquina das ruas de acesso ao largo do Camões ou nas vielas do bairro Alto. Mas nunca é mesmo nunca, pese embora Lisboa, a do Pessoa ou da Natália, ser muito pródiga em encontros. Em encontros inopinados e em sequentes proximidades nos vãos de menor crepúsculo. Sombrios. Mesmo cegos. Foste, assim como, a estrela mais longínqua do sistema solar. Aquela que era invisível. Aquela que nunca esteve ao alcance dos zooms, tantas vezes, aqui e ali feitos. Aquela que percorria as suas rotas no ocaso do meu quotidiano. Até um dia. Há sempre um dia. Um dia em que, de uma qualquer rua da Graça ou de um qualquer quarteirão de Carnide, um cometa esvoaça. Começa sempre por ser cometa. Luminoso, fascinante, fugaz. Um raio que nos cega e nos apela a códigos em braile. Uma luz que perpassa uma lente convexa e nos queima a pele. E quando...

Robalos de Quiaios no forno com marmelos e curgete

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Este é um daqueles pratos em que a gula nos encosta à parede! Não se lhe resiste! E se achar que a razão não nos assiste - se gosta de robalo, do mar, está claro! - experimente e dê-nos a sua opinião que, estamos convictos, corroborará a nossa! INGREDIENTES para 4 pessoas 2 robalos de mar, de 1 kg cada, comprados no mercado de Quiaios 6 marmelos 1 curgete 2 batatas 4 cebolas 4 tomates 4 dentes de alho picados Azeite 2 copos de vinho branco Alecrim e louro Sal a gosto MODO DE PREPARAÇÃO Cubra o fundo de um tabuleiro com cebola às rodelas colocando de seguida os robalos por cima. Disponha os marmelos às fatias, a curgete e as batatas às rodelas em volta dos robalos. Depois, parta os tomates e distribua-os por todo o tabuleiro e regue com azeite (a gosto), acrescente um copo de vinho branco e coloque dois raminhos de alecrim e louro dentro de cada robalo. Unte os robalos com azeite e alho picado. Não esqueça de colocar uma pitada de sal (a gosto...