O líder do PS, António Costa, defendeu no dia 21 de março, dia da árvore, em Terras de Bouro, no Gerês, a necessidade de uma "grande reforma" na floresta, para colocar esta "fonte de riqueza" ao serviço do crescimento do país.
Lembrando que um terço do território nacional é floresta,
Costa defendeu que "isso não é um problema, mas sim uma riqueza para o
país".
"Não podemos perder mais tempo", disse,
sublinhando a importância de ter aquele terço do país a contribuir para o
crescimento nacional.
"Na estratégia de valorização do nosso território,
temos de dar uma prioridade nova à floresta", apelou.
António Costa falava após ter procedido à plantação de um
carvalho, num gesto simbólico com o qual quis sensibilizar para a importância
das árvores e das florestas e para a "necessidade que o país tem de voltar
a plantar para voltar a crescer".
O líder socialista aludiu à "grande reforma" feita
há 10 anos na área do combate aos incêndios florestais e pediu que se avance de
imediato com uma reforma idêntica em relação à floresta.
"Com essa reforma de há 10 anos, ganhámos tempo, mas
esse tempo, infelizmente, tem sido pouco aproveitado para fazer a
reestruturação e o reordenamento da floresta e o trabalho essencial na
prevenção", criticou.
Afirmou que a floresta "não se protege no combate
aos incêndios" mas sim com o seu ordenamento, o seu cadastro, a sua
valorização, o apoio às populações e a prevenção do risco de incêndios.