E podemos até
dizer, nesta matéria, que estamos perante um pecado capital cometido por
governantes do interior, porquanto a área da economia está entregue a pessoas
de Viseu. Significa isto que estes governantes, conhecendo bem a dura realidade
que se vive nesta vasta faixa do território, de norte a sul de Portugal,
deveriam ter estado à altura das suas responsabilidades e não esquecer que todo
o país estaria muito melhor se o interior estivesse bem.
Álvaro Santos
Pereira, António Almeida Henriques e Sérgio Monteiro, ministro e secretários de
estado, naturais da nossa região, têm-nos brindado, não com incentivos às
empresas, não com confiança aos empresários, não com acessibilidades para a
circulação de pessoas e bens, mas com o aumento da fiscalidade, com um anormal
acréscimo de insolvências, com zero quilómetros de acessibilidades, com um
desemprego galopante e com a extinção de serviços e instituições em Viseu e em
todo o distrito.
São estas as
evidências, são estes os sinais.
E como se tudo
isto não bastasse, Pedro Passos Coelho oferece-nos, com dois meses de
antecedência, a demissão de um secretário de estado, Almeida Henriques, que,
mesmo por equivalência não é demissão, pois continua a governar até dia 15 de
maio, numa demonstração de tudo, menos de ética republicana e de transparência
política! E com uma agravante: esse governante não vai ser substituído!
Mas afinal o que
se passa? Ainda lhe falta cumprir alguma prestação no governo? Ou era desnecessário
desde há 22 meses?
Desde quando é
que um governante com o tão importante e crucial (lembram-se?) dossier dos
fundos comunitários pode deixar de existir?
Os viseenses, os
do Douro, do Mondego ou Vouga, mereciam mais respeito e bem mais atenção do que
aquela com que têm vindo a ser brindados. Precisamos do centro de oncologia/radioterapia
que agora nos querem negar; precisamos de ver priorizadas as acessibilidades
rodoviárias e ferroviárias estruturantes; precisamos de uma estratégia
agro-florestal; precisamos de projetos culturais; de património requalificado;
de termalismo revitalizado; enfim, de economia e emprego.
A consciência de
cada um que fale, mas creio que cada vez há mais consciências a gritar que “este
governo faz mal ao interior”.
NOTA: Este artigo foi escrito dois dias antes (9 de abril) de mais uma remodelação às prestações deste governo.
NOTA: Este artigo foi escrito dois dias antes (9 de abril) de mais uma remodelação às prestações deste governo.
Acácio Pinto - 2013.04.09
Notícias de Viseu