
Para além disso há ainda a considerar que os técnicos e os formadores adstritos a estes centros irão engrossar as fileiras do desemprego.
Há, pois, neste ataque aos CNO um claro desinvestimento na formação e na qualificação dos portugueses e, consequentemente, um desmantelar de um programa que deu excelentes frutos nos últimos anos, como é reconhecido internacionalmente.
No ano anterior, um estudo na Universidade Católica, conduzido por Roberto Carneiro, atribuiu uma avaliação muito positiva ao programa e às expectativas que os formandos tinham dele e deixou evidenciado que esta deveria, pois, ser uma área de investimento e não de desinvestimento.
Porventura, é nos tempos de crise e de dificuldade que a qualificação mais deve merecer a atenção dos governos de forma a dotar os seus recursos humanos com ferramentas e qualificações que lhes permitam ombrear com os seus pares a nível internacional. Só uma mão de obra mais qualificada é mais competitiva e consegue responder melhor aos novos desafios. Porém este, infelizmente, não é o pensamento deste governo que o que tem vindo a fazer é entravar, encerrar e empobrecer o nosso país, nomeadamente o interior.
Além dos CNO supra referenciados irão ainda encerrar os Moimenta da Beira, de S. Pedro do Sul e de S. João da Pequeira, deixando, assim, as pessoas daqueles concelhos, objetivamente, de ter condições para aceder à qualificação e a ver duplamente reconhecidas as suas competências.