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Montemuro - Aregos - Resende, com o Douro em permanência

As origens das águas termais das Caldas de Aregos perdem-se nos séculos, havendo registos desde o início da nacionalidade.
Situadas no concelho de Resende, com o Douro aos pés, as águas sulfurosas que brotam do subsolo podem atingir os 62 º de temperatura e estão associadas à falha geológica Verin-Régua-Penacova, falha também responsável por muitas outras termas, de que são exemplo Chaves, Moledo, Carvalhal, S.P.Sul, Alcafache, Sangemil, Felgueira, Cavaca...
Aconselho, pois, descer calmamente o Montemuro, por S. Cipriano e Freigil, até Aregos. No alto desfrutar os vários tons de azul das paisagens mais longínquas e na descida apreciar os múltiplos verdes das íngremes encostas ali bem ao lado.
Depois, uma passagem pelo ginásio, incursão nas piscinas do balneário termal e um banho turco a finalizar.
O repouso pode ser feito na esplanada do cais de Aregos, saborear o Douro sereno, olhar o comboio na outra margem e ver a atividade permanente dos barcos com turistas a bordo, que se queriam mais libertos dos estreitos corredores que as agências de viagens lhes destinam.
O regresso pode ser por Resende, onde se podem comprar as famosas cavacas, num dos vários fabricantes artesanais, percorrer as imediações da Câmara, visitar o parque urbano, levantar os olhos e perceber o papel permanente do rio Douro e ir ao museu municipal que resultou do aproveitamento da antiga cadeia de Resende.
A subida da serra, agora, pode ser por Felgueiras, onde se situa a empresa de águas S. Cristóvão e uma última paragem tem que ocorrer no miradoiro da capela de S. Cristóvão novamente no alto da serra do Montemuro. Um último olhar ao Douro, aos vales bem encaixados que o alimentam, às serras do Marão, das Meadas, de Santa Helena e da Nave e... fim de viagem.
Restaurantes e hotéis, ou turismos de habitação ou rural, não faltam, para quem quiser ficar mais do que um dia.
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