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Foto: "As beiras" |
Porém, para o atual governo do PSD e do CDS esta não foi uma
prioridade como se conclui, um ano volvido, sem qualquer passo dado. Infelizmente
para a região, mas sobretudo para os milhares de doentes do foro da oncologia.
Mas se no governo ainda houver dúvidas sobre a necessidade de
avançar para a construção de tal unidade basta ler o relatório do estudo
elaborado pela ERS (Entidade Reguladora de Saúde), recentemente divulgado, onde
não há dúvidas sobre a urgência de por cobro a tal situação.
Na região Centro, segundo o estudo, 44% da população reside
em localidades situadas a mais de 60 minutos de um estabelecimento prestador de
cuidados de radioterapia e isso diz bem da dimensão do problema. São milhares
de pessoas que regularmente, em situação física e psicologicamente frágil, têm
que andar num reboliço de trânsito para aceder aos tratamentos que são
prescritos à maioria dos doentes oncológicos, quando lhes poderiam ser
facultados em Viseu. E falamos, obviamente, de mais de 60 minutos de ida e
outros tantos de volta durante cinco dias por semana, normalmente durante cinco
semanas.
Deixemo-nos, portanto, de conversa mole e de lutas políticas
que não valem a pena quando estão em causa valores desta ordem de grandeza.
Paulo Macedo e o governo não podem ter hesitações e os
políticos de Viseu só têm que fazer o que lhes compete: exigir a uma só voz tal
equipamento que não é do interesse de Viseu, mas sim do interesse das pessoas,
do interesse dos portugueses.
Tal equipamento, mais do que uma urgência é hoje uma
evidência.
Acácio Pinto