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JOSÉ PEDRO PINTO vai lançar álbum de originais gravado no órgão de tubos da Igreja da Misericórdia de Viseu

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José Pedro Pinto (Foto: Gustavo Garcetti) O lançamento do álbum de originais, gravado no órgão de tubos da Igreja da Misericórdia de Viseu, composto e interpretado por José Pedro Pinto, vai ter lugar no próximo dia 13 de novembro a partir das 16h e 30 m. Tendo a Igreja da Misericórdia por palco, José Pedro Pinto vai tocar pela primeira vez em público todos os temas que integram o CD, que, no final do espetáculo, poderá ser adquirido. A ponta do véu já foi desvendada, com a divulgação de um videoclip com um dos temas do álbum, Anunciação, que poderá ser visto e ouvido no canal do Youtube do compositor . Filme MISERICÓRDIA terá estreia nos cinemas NOS do Forum Viseu Igualmente, no dia 13 de novembro, às 15h, nos cinemas NOS do Forum Viseu, terá a sua estreia o filme com o mesmo nome do álbum, Misericórdia. Este é um filme realizado por Gonçalo Loureiro, protagonizado por Teresa Queirós e com música de José Pedro Pinto. Este projeto, Misericórdia, é produzido em parceria com a Santa Casa ...

Gralheira, Cinfães: Do colmo por baixo do telhado até ao cabrito no forno!

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Situa-se no distrito de Viseu, no concelho de Cinfães, em plena serra do Montemuro e, à semelhança de todas as aldeias do interior, quiçá de todo o Portugal, é uma aldeia em perda de população e muito envelhecida. Abundam os idosos e sobram, vazios, os espaços, hoje calcetados, dos antigos terreiros onde a criançada corria e gritava. Ali fomos recentemente. A um dos dois restaurantes que todos os dias, mas sobretudo aos fins de semana, levam muitas pessoas à Gralheira. Aliás é na gastronomia que radica muito do dinamismo económico desta aldeia serrana. Além dos restaurantes há um negócio em torno dos enchidos e dos presuntos e do gado (vacas e cabras) que vai mantendo alguns habitantes ligados à terra. Comemos, no restaurante Encosta do Moinho (Foto da página do Facebook do restaurante), cabrito assado com batata assada no forno e arroz. Estava divinal. Disse-nos o senhor Amadeu que o segredo estava na qualidade da carne. "Estes cabritos são alimentados na serra". Porta...

A morte não se faz anunciar

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  A morte não se faz anunciar. São notícias que nos chegam, repentinamente, pela calada, quantas vezes da noite, e nos tomam o tempo e o espaço, levando-nos, sempre, ao questionamento da fragilidade humana. É doloroso, mas é assim! É angustiante, mas resta-nos, pese embora a revolta, aceitar! É que de cada vez que parte um amigo parte sempre algo de nós, ficando, igualmente e também sempre, connosco, algo de quem parte! Hoje foi o Afonso Abrantes , de Mortágua, um socialista, um grande amigo, que partindo não deixou de ficar, que partindo não vou deixar de guardar! Um sentido abraço de condolências à família, neste difícil e cruel momento. Acácio Pinto

Quelha da Lapa, Sernancelhe: Há mais de 500 anos a "certificar" pecados do povo!

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QUELHA DA LAPA: UMA PASSAGEM MÍSTICA Não, não remonta a 1917. Esse é o santuário de Fátima. Não, não remonta a 1858. Esse é o santuário de Nossa Senhora de Lourdes, no sul de França. Não, não remonta a 1531. Esse é o santuário de Nossa Senhora da Guadalupe, no México. Sim, remonta a 1498. Trata-se do santuário de Nossa Senhora da Lapa, localizado no concelho de Sernancelhe, diocese de Lamego. Falo de um santuário que, pese embora com a vetusta idade de 523 anos, continua pujante na alma de um povo que o sente em cada dia que passa, que o acarinha neste agora da vida que acontece. Nascido, como tantos outros, da fé das mulheres e dos homens, o santuário da Lapa foi, durante séculos, o grande santuário de Portugal e mesmo da Península, aí fazendo o contraponto com o de Santiago de Compostela. E se através dos mares nunca dantes navegados, os portugueses do século XV e XVI deram novos mundos ao mundo, descobrindo novas terras, por aqui, por esta Beira, por estas, hoje, Terras ...

JANEIRA: A FAMA QUE VEM DE LONGE!

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Agostinho Oliveira, António Oliveira, Agostinho Oliveira. Avô, filho, neto. Três gerações com um mesmo denominador: negócios, empreendedorismo. Avelal, esse, é o lugar da casa comum. O avô, Agostinho Oliveira, conheci-o há mais de meio século, início dos anos 70. Sempre bonacheirão e com uma palavra bem-disposta para todos quantos se lhe dirigiam. Clientes ou meros observadores. Fosse quem fosse. Até para os miúdos, como era o meu caso, ele tinha sempre uma graçola para dizer. Vendia sementes de nabo que levava em sacos de pano para a feira. Para os medir, utilizava umas pequenas caixas cúbicas de madeira. Fossem temporões ou serôdios, sementes de nabo era com ele! Na feira de Aguiar da Beira, montava a sua bancada, que não ocupava mais de um metro quadrado, mesmo ao lado dos relógios, anéis e cordões de ouro do senhor Pereirinha, e com o cruzeiro dos centenários à ilharga. O pai, António Oliveira, conheci-o mais tardiamente. Já nos meus tempos de adolescência, depois da revolu...

Vozes de Abril - Sátão

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Decorrem agora dois anos sobre um evento marcante que teve lugar na Casa da Cultura de Sátão: Vozes de Abril. Foi um evento promovido pelo jornal Digital Dão e Demo e que teve como objetivo dar voz a algumas vozes de Abril de 1974, ano da revolução dos cravos. Pela Casa da Cultura passaram vozes que foram testemunhos desses tempos, uma de Paulo Santos, que deu nota dos seus tempos da guerra colonial e outra de José Bernardino Figueiredo, que deu nota dos tempos conturbados que se viveram em Sátão por ocasião da revolução dos cravos. Mas a iniciativa não se ficou por aqui. Sob a coordenação de Elisabete Bárbara, professora e diretora do Agrupamento de Escolas de Aguiar da Beira, e de Paula Cardoso, técnica superior e ex-diretora do Museu Nacional de Grão Vasco, de Viseu, ouviram-se na Casa da Cultura músicas dos tempos da revolução, através do grupo Easypop, poesias, textos e coreografias de Abril, pela voz das coordenadoras do evento e por tantos outros colaboradores do Teatro Municipa...

Lapa, terra onde se exprime a fé – II

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[Texto de Abílio Carvalho*] Nem só do culto intraportas do templo vive o dinamismo pastoral e devocional do Santuário da Lapa, nem mesmo só do culto vive um Santuário, pois tem de se compenetrar da missão que a Igreja lhe confia, nele reconhece e espera dele, como a evangelização, a caridade e a cultura. Na verdade, como escreveu o Papa Francisco, o santuário tem grande valor eclesial simbólico e a peregrinação é genuína profissão de fé, pois a imersão no sagrado corrobora a esperança de sentir mais a proximidade de Deus, que abre o coração à confiança de sermos ouvidos e de vermos concretizados os desejos mais profundos. A piedade popular, expressão da espontânea atividade missionária do povo de Deus, ali encontra lugar privilegiado para exprimir a oração, devoção e entrega à misericórdia de Deus inculturadas na vida. Desde os primórdios a peregrinação foi concebida especialmente para os lugares onde Jesus viveu, anunciou o amor do Pai e, sobretudo, onde deixou o túmulo vazio como s...