Dizem que a História tende a repetir-se. Pois bem, eu direi: espero e desejo que não, na vertente subjacente a este livro de Klaus Mann.
Contra a Barbárie é um bom exemple, em poucas páginas, para efetuarmos
uma incursão nesse passado, não muito longínquo, mas que existiu, para mal dos
nossos pecados. É uma boa leitura para que a nossa consciência se torne mais
aguda e crítica quando se trata de confrontos bárbaros
Este livro, deste alemão, nascido em 1906, Klaus Mann, traz-nos
um conjunto de textos, que ele escreveu nos anos 30 e 40, que dizem bem que a
barbárie, ontem como hoje, pode começar por “bater levemente”, a entrar pela porta
da democracia (e quando assim é, o que podem fazer os democratas?) e alapar-se nas
várias instâncias, começando a marcar o território.
Step by step, vão
instalando os seus tentáculos a tudo quanto são os difusores das ideias, os
livres-pensadores e os influenciadores das pessoas. Estarão na sua mira os
jornais, as rádios e as televisões, as redes sociais, os escritores, os
cineastas, os músicos… enfim, tudo quanto mexer não deixará de tentar ser submerso até que
a sociedade, como um todo, obedeça aos novos ditames.
Contra a Barbárie, uma leitura que permite fazer uma boa
audiência a uma memória que parece que anda esquecida!
TÍTULO: Contra a Barbárie
AUTOR: Klaus Mann
EDITORA: Gradiva 2020
PÁGINAS: 118
Acácio Pinto | Recensões
