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Variante norte-sul à vila de Sátão, uma exigência para o desenvolvimento do concelho

O Município de Sátão está a concluir um novo parque empresarial junto a EN 329 entre Sátão e Rio de Moinhos, mais concretamente no acesso à Abrunhosa.
É uma obra que se saúda e que era necessária. Só peca pelo atraso com que chega, mas isso agora não vem ao debate.
Há, porém, um aspeto que merece uma reflexão por parte de todos, particularmente por parte da autarquia. Tem a ver com as acessibilidades ao parque e com o atravessamento da área urbana da vila de Sátão, que foi muito agravado depois das obras de
requalificação da avenida principal, Dr. Hilário Pereira, com a proibição à circulação de pesados.
Não é possível conceber que a situação se vai manter, sabe lá até quando, pois não se conhece qualquer cronograma de execução de uma ligação norte-sul, entre a EN 329 e a EN 229, que retire o trânsito de pesados das curvas e contracurvas das ruas da vila e das inclinações acentuadíssimas de alguns desses arruamentos, por onde agora o trânsito está obrigado a fluir.
É penoso ver diariamente os camiões de elevada tonelagem, muitas vezes, a terem que recuar e tomar balanço para vencerem a subida da Miusã. É constrangedor assistir quotidianamente a verdadeiras gincanas e ‘para arranca’ para ultrapassar carros e dar passagem a peões nessas ruas urbanas.
A questão é grave, muito grave mesmo, fazendo votos para que não aconteça nenhuma falha técnica a nenhum desses veículos, alguns com tonelagens avultadíssimas.
E se assim é impõe-se agir. Mas agir sem tergiversações. Agir com verdadeira vontade de mudar.
Não basta ao presidente da Câmara dizer que tem um projeto. Que tem uma solução para o problema. Não chega, quando estamos perante um dos mais graves constrangimentos que assolam o concelho, isto se queremos, e julgo que todos queremos, dar dimensão e conferir verdadeira atratividade ao parque empresarial e não só fazer dele uma flor para colocar na lapela.
Agora que a ligação Sátão-Viseu vai entrar em obras – pese embora com uma solução da qual discordámos – é crucial que o atual executivo camarário aproveitando o quadro comunitário Portugal 2020, que está em curso, e a situação financeira equilibrada de que dispõe, dote o Sátão com uma variante norte-sul (uma verdadeira variante!) capaz de conferir eficácia à circulação rodoviária.
O futuro parque empresarial precisa de empresas que criem emprego e as empresas precisam de acessibilidades e não de labirintos, como atualmente acontece.
Ganharia todo o concelho e ganharia a região.
Acácio Pinto

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