Opinião DÃO E DEMO
O fogo-de-artifício dos milhões continua a ser lançado aos
quatro ventos, todos os dias. Aliás, nunca os portugueses esbarraram em tantos
milhões como nestes últimos anos, nestes últimos tempos.
São os milhões do BANIF, os milhões da Nós, os milhões da
Meo. Foram os milhões do BPN, os milhões do BES e os milhões dos submarinos.
Bem sei que não são contas do mesmo rosário. Bancos não são a
mesma coisa que telecomunicações, que futebol e que a defesa do país. Porém, isto
tem sido tudo uma guerra sem quartel. Aquilo que temos aí são acertos de contas
entre organizações, muitas sem rosto, cujo modus
operandi é a multiplicação dos pães com farinha e fermento adulterados e
cujo desiderato tem sido sempre o assalto às magras carteiras dos portugueses.
Bem sei que estas são palavras duras. Palavras cruas. Mas
será que qualquer português pode ter palavras que não sejam ácidas perante a
exaustão a que têm sido sujeitos pelos “donos disto tudo”?
Creio que ninguém se esqueceu ainda (será que é possível
esquecer!?) dos “miríficos” e especulativos negócios de arte e de empresas
tecnológicas negociadas por milhões e que afinal valiam tostões; das centenas
de milhões de euros “emprestados” aos “rios frios” e que se descobriu que deterioraram
a memória dos melhores gestores do mundo; dos milhares de milhões africanizados
e agora sem rasto, e pelos vistos (gold
ou silver), sem rosto; das “difíceis”
álgebras para dividir as submarinas comissões por “competentíssimas” administrações.
Enfim, o rol, infelizmente, não tem um fim próximo.
Concluiríamos o artigo a inventariar aspetos de negócios ruinosos que se
passaram à frente dos nossos olhos, efetuados por empresas ditas sólidas e
credíveis e que hoje estamos todos a pagar.
Os mais recentes casos, que a todos nos deixam sem fôlego,
são esses negócios milionários das operadoras de telecomunicações com os clubes
de futebol...
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