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O ataque especulativo ao Euro e a Portugal

No debate quinzenal da semana passada, na Assembleia da República, o Primeiro-Ministro, José Sócrates (JS), não deixou, mais uma vez, quaisquer dúvidas sobre o rumo que traçou para Portugal e sobre a sua determinação em enfrentar os ataques especulativos que têm sido feitos ao Euro no seu conjunto e à dívida soberana de diversos países, como foi o caso de Portugal.
E se dúvidas houvesse sobre a importância de estarmos integrados na moeda única elas estariam, pela prática destes últimos tempos, completamente dissipadas. A nossa integração no Euro foi essencial para evitar inflações galopantes e para estabilizar os ataques sem rosto da finança internacional.
E garantiu, também, JS que Portugal cumprirá os compromissos de redução do défice e de controlo da dívida pública que assumiu no seu Programa de Estabilidade e Crescimento cujo cumprimento se iniciará já em 2010.
Mas este rigor e estas medidas, que são essenciais, não colocam, nem podem colocar em causa, aquilo que são as superiores vantagens que advêm de prosseguir com os investimentos públicos (p.e. AE Viseu-Coimbra), cruciais para alavancarem a economia e gerarem postos de trabalho, como também JS teve oportunidade de dizer.
Aliás, esta é uma questão decisiva para que a economia portuguesa, que já deu alguns sinais positivos no primeiro trimestre, possa prosseguir nessa senda.
Já agora, sobre estes investimentos, é bom que o PSD se deixe de dois discursos: Que digam em Viseu aquilo que dizem em Lisboa, na Assembleia da República. Lá são contra as obras públicas, combatem-nas, em Viseu clamam por elas, mostram-se muito ofendidos e insurgem-se contra o normal decurso dos procedimentos, a que chamam atraso.
Haja decoro!

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