No dia 25 de Maio o Deputado Paulo Barradas recebeu, na comissão de Educação, em representação do Grupo Parlamentar do PS, uma delegação do Sindicato de Professores da Grande Lisboa, que veio junto do Parlamento para dar conta dos problemas que, na sua perspectiva, afectam os professores que leccionam as Actividades de Enriquecimento Curriculares. Nesse mesmo dia, recebeu, igualmente, em Audiência, também na 8.ª Comissão, os representantes da FADU (Federação do Desporto Universitário) e a Torcida Verde (classe do SCP – que vieram expor as dificuldades de aplicação e fiscalização da lei que regula a legalização dos grupos de adeptos organizados).
As palavras, essas, estão todas ditas. Todas. Mas continua a faltar-nos, a faltar-me, a compreensão. Uma explicação que seja. Só uma, para tão cruel desenlace. Da antiguidade até ao agora, o que é que ainda não foi dito? O que é que falta dizer? Nada e tudo. E aqui continuamos, longe, muito distantes, de encontrar a chave que nos abra a porta deste paradoxo. Bem sei que, quiçá, essa procura é uma impossibilidade. Que não existe qualquer via de acesso aos insondáveis desígnios. Da vida e da morte. Dos tempos de viver e de morrer. Não existe. E quando esses intentos acontecem em idades prematuras? Em idades temporãs? Tenras? Quando os olhos brilham? Quando os sonhos semeados estão a germinar? Aí, tudo colapsa. É a revolta. É o caos. Sermos David e Rafael, nestes tempos cruéis, não nos acalma. Sermos comunidade, não nos sossega. Partilharmos a dor da família, não nos apazigua. Sermos solidários, não nos aquieta. Bem sei que não. Mas, sejamos tudo isso, pois ainda é o q...