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Afinal havia um desvio colossal... mas era na Madeira! 500 milhões!

«A troika descobriu um novo buraco de €223 milhões na Madeira, que levará o défice nacional a ultrapassar os 6%, avança o "Diário de Notícias".
Os prejuízos de uma empresa de obras rodoviárias da Madeira foram parar às contas do Estado, o que levará o défice nacional a ultrapassar a barreira de 5,9%, escreve hoje o "Diário de Notícias".
O desvio no défice público será assim de 500 milhões de euros e não de 277 milhões de euros, como inicialmente previsto.
A Comissão Europeia confirmou hoje "deslizes" nas contas públicas da Madeira na ordem dos 500 milhões de euros, que agravam o défice português em 0,3% do PIB, e reclamou uma melhor monitorização para prevenir novas derrapagens.
Em declarações à Lusa, o porta-voz da Comissão responsável pelos Assuntos Económicos e Monetários, Amadeu Altafaj Tardio, confirmou a notícia hoje veiculada pelo Diário de Notícias sobre a "duplicação" de dívidas e despesas do Governo Regional, inicialmente estimada em 223 milhões de euros, na avaliação da troika de meados de Agosto, mas que afinal atingem os 500 milhões.
Apelo a melhor monitorização e gestão
O porta-voz apontou que os deslizes se devem a "dívidas de uma empresa do Governo Regional com problemas financeiros" (Estradas da Madeira) e a "um acordo abortado de Parceria Público-Privada" (PPP).
Segundo a Comissão, "estes deslizes exigem uma monitorização e gestão eficientes" por parte das autoridades regionais mas também locais, dada a necessidade de "conter riscos orçamentais, ao mesmo tempo que se procura melhorar as perspetivas de competitividade e crescimento, para toda a República Portuguesa".
O porta-voz remeteu quaisquer outros detalhes sobre a questão para a revisão do programa de ajustamento que será realizada na segunda quinzena de setembro.
O ministro das Finanças dá esta tarde uma conferência de imprensa para explicar as novas metas económicas e orçamentais definidas no documento aprovado na terça-feira em Conselho de Ministros.»
(in: Expresso com Lusa - 31.08.2011)

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