António Costa considerou ontem que há condições para se
desenvolver com o PCP um “trabalho sério” e “aprofundar pontos de
convergência”, tendo em vista “virar a página da austeridade”.
O Secretário-geral do PS falava no final da reunião com o
PCP, na sede nacional deste partido, que se destinou a analisar o novo quadro
partidário saído das eleições legislativas.
“Foi um diálogo muito franco. Nos próximos dias, há
condições para aprofundar pontos de convergência identificados nesta reunião,
dando-lhes expressão institucional”, afirmou António Costa, que se encontrava
acompanhado pelo presidente do PS, Carlos César, pelos dirigentes socialistas
Pedro Nuno Santos e Ana Catarina Mendes e pelo coordenador do cenário
macroeconómico do partido, Mário Centeno.
O líder socialista salientou que, durante a reunião com o
PCP, estiveram em discussão políticas que podem ser comuns, tendo em vista
“virar a página da austeridade”, e não modelos institucionais de Governo.
Alteração de políticas em Portugal
“Não tratamos das formas de Governo, mas das políticas. Era
preciso apurar o que, além da divergência, havia de convergência. Não estivemos
a trabalhar sobre o que nos divide, mas a trabalhar em torno de perspetivas
comuns e atuações prioritárias que correspondam à vontade dos cidadãos para que
haja uma alteração de políticas em Portugal”, disse.
“O que estamos discutir não é o programa dos partidos,
porque cada um tem o seu programa. O que estamos a discutir são as medidas de
políticas consideradas prioritárias para o país, tendo em vista haver uma
inversão da política seguida, dando satisfação e expressão institucional àquilo
que foi a vontade dos portugueses” nas eleições de 4 de outubro.
António Costa salientou ainda que a viragem da política de
austeridade “é um ponto cimeiro da agenda económica do PS e é também, como é
sabido, da do PCP”, defendendo que “a concretização dessa viragem traduz-se num
conjunto de medidas que é necessário trabalhar”.
(www.accaosocialista.pt)