Avançar para o conteúdo principal

Vamos lá então ver quem quer o diálogo!

Os tempos difíceis que estamos a viver há alguns anos, fruto de uma crise internacional como não há memória, devem exigir de todos nós, a começar pelos políticos, um grande sentido de responsabilidade.
Isso mesmo foi dito, e bem, pelo Presidente da República (PR) na sua mensagem de Ano Novo, enfatizando mesmo que a exigência e a responsabilidade devem ser ainda maiores para os detentores de cargos públicos.
Só que há alguns líderes políticos, nomeadamente no PSD, que parece que ainda não perceberam aquilo que é óbvio para todos e também para o PR. Acham, afinal, que se podem dar ao luxo de ter um discurso pessimista sobre a economia e sobre o país e depois fazerem uma concertação estratégica com partidos populistas e radicais, na Assembleia da República, aprovando um verdadeiro Orçamento de Estado sombra e contribuindo, assim, objectivamente para agravar aquilo que eles dizem querer combater.
Não. Esse não é o caminho e se dúvida houvesse o PR deixou isso bem claro ao afirmar que “o novo quadro parlamentar, aliado à grave situação económica e social que o País vive, exige especial capacidade para promover entendimentos da parte de quem governa, a que deve corresponder, por parte da oposição, uma atitude de diálogo e uma cultura de responsabilidade”.
E é precisamente esta cultura de responsabilidade que está em deficit na oposição. Senão vejamos a indisponibilidade de todos os partidos da oposição para entendimentos de governação com o PS, que o indigitado Primeiro-Ministro, José Sócrates, a todos propôs, logo no início da legislatura, em Outubro.
Nenhum dos partidos quis sequer sentar-se à mesa para se tentar traçar uma, ainda que mínima, concertação.
E como se isto não chegasse, esses partidos, nomeadamente o PSD, têm-se permitido fazer um espectáculo de irresponsabilidade política na Assembleia da República que todos bem conhecemos.
A toda e qualquer proposta do Governo ou do PS têm dito não. Nem sequer têm demonstrado disponibilidade para iniciar quaisquer tipo de conversações!
São de um pessimismo atroz! Como se os problemas com que nos confrontamos se resolvessem com pessimismo. Ao invés, resolvem-se com optimismo, com confiança e com a determinação de quem quer fazer obras e reformas sempre com sentido de justiça social.
Vamos agora ver, face a mais este desafio concreto para o diálogo apresentado pelo Governo através do Ministro dos Assuntos Parlamentares, qual vai ser a resposta dos partidos da oposição, nomeadamente do PSD.
Neste momento resta pouco espaço de manobra ao PSD se não quer transformar-se num partido politicamente irresponsável e radical. O Orçamento de Estado que se avizinha vai ser a prova dos nove. Vamos ver se o PSD quer mesmo ser um partido de alternância de Governo, um partido do arco do poder ou um partido suicida, como alguns dos seus militantes de referência já anteviram.
O PR não deixa dúvidas ao afirmar que “o Orçamento do Estado para 2010 é o momento adequado para a concertação política, que, com sentido de responsabilidade de todas as partes, sirva o interesse nacional”.
E quanto ao interesse nacional já não restam dúvidas de que ele passa pela estabilidade governativa, por um Governo para quatro anos e não por qualquer tipo de aventura irresponsável.
Optimismo e confiança, com responsabilidade, com ética nos negócios, e com ética na vida empresarial devem pois ser as palavras de ordem para 2010.
Pela nossa parte assim nos pautaremos, esperando que as palavras do PR possam ser não só ouvidas mas também escutadas pelo PSD, agora que mais uma vez está confrontado com uma proposta de diálogo por parte do Governo.

Mensagens populares deste blogue

Sermos David e Rafael, acalma-nos? Não, mas ampara-nos e torna-nos mais humanos!

  As palavras, essas, estão todas ditas. Todas. Mas continua a faltar-nos, a faltar-me, a compreensão. Uma explicação que seja. Só uma, para tão cruel desenlace. Da antiguidade até ao agora, o que é que ainda não foi dito? O que é que falta dizer? Nada e tudo. E aqui continuamos, longe, muito distantes, de encontrar a chave que nos abra a porta deste paradoxo. Bem sei que, quiçá, essa procura é uma impossibilidade. Que não existe qualquer via de acesso aos insondáveis desígnios. Da vida e da morte. Dos tempos de viver e de morrer. Não existe. E quando esses intentos acontecem em idades prematuras? Em idades temporãs? Tenras? Quando os olhos brilham? Quando os sonhos semeados estão a germinar? Aí, tudo colapsa. É a revolta. É o caos. Sermos David e Rafael, nestes tempos cruéis, não nos acalma. Sermos comunidade, não nos sossega. Partilharmos a dor da família, não nos apazigua. Sermos solidários, não nos aquieta. Bem sei que não. Mas, sejamos tudo isso, pois ainda é o q...

Frontal, genuíno, prestável: era assim o António Figueiredo Pina!

  Conheci-o no final dos anos 70. Trabalhava numa loja comercial, onde se vendia de tudo um pouco. Numa loja localizada na rua principal de Sátão, nas imediações do Foto Bela e do Café Sátão. Ali bem ao lado da barbearia, por Garret conhecida, e em frente da Papelaria Jota. Depois, ainda na rua principal, deslocou-se para o cruzamento de Rio de Moinhos, onde prosseguiu a sua atividade e onde se consolidou como comerciante de referência. Onde lançou e desenvolveu a marca que era conhecida em todo o concelho, a Casa Pina, recheando a sua loja de uma multiplicidade de ferramentas, tintas e artefactos. Sim, falo do António Figueiredo Pina. Do Pinita, como era tratado por tantos amigos e com quem estive, há cerca de um mês e meio, em sua casa. Conheceu-me e eu senti-me reconfortado, conforto que, naquele momento, creio que foi recíproco. - És o Acácio - disse, olhando-me nos olhos. Olhar que gravei e que guardo! Quem nunca entrou na sua loja para comprar fosse lá o que fosse? Naquel...

Murganheira: O melhor espumante de Portugal!

LETRASECONTEUDOS.PT Ficam no concelho de Tarouca, em Ucanha, a norte do distrito de Viseu, e são um mundo escondido sob aquela colina revestida pela vinha alinhada e bem verde, no verão, antes da colheita das uvas touriga, tinta roriz, gouveio, cerceal, chardonnay ou pinot . Trata-se das Caves da Murganheira e ali estão há mais de 60 anos.  Situadas num espaço magnífico, de transição entre a Beira e o Douro, as Caves da Murganheira conjugam modernidade e tradição. A modernidade do edifício onde se comercializa e prova o segredo encerrado em cada garrafa de espumante e a tradição das galerias das caves "escavadas" a pólvora e dinamite naquele maciço de granito azul. E se no edifício de prova - com um amplo salão, moderno e funcional, com uma enorme janela aberta sobre a magnífica paisagem vinhateira, que encantou os cistercienses - é necessário ar condicionado para manter uma temperatura, que contraste com o agreste calor estival, já nas galerias subterrâneas a temperatura...