Avançar para o conteúdo principal

Diretor geral artístico da cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos é natural do concelho de Sátão

Tem raízes no concelho de Sátão, mais concretamente em Rãs, aquele que foi o diretor geral artístico da cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e que também vai ser o responsável da cerimónia de encerramento, bem como das cerimónias dos Paralímpicos.
Trata-se de Abel Gomes, “cenógrafo atuando há mais de 35 anos na direção de grandes espetáculos” segundo pode ler-se na página Cerimónias Cariocas 2016, uma parceria entre a Filmmaster e a SRCOM, empresas responsáveis pelo evento.
Abel Gomes na sua condição de diretor geral artístico da cerimônia de abertura foi o responsável por constituir uma equipa de criativos, o que fez, com  Andrucha Waddinton, Daniela Thomas e Fernando Meirelles, para participar no projeto.
Segundo Teresa Levin, da meio&mensagem, Abel Gomes “através de sua empresa, SRCOM, ele ganhou a concorrência para desenvolver as cerimônias das Olimpíadas e das Paralimpíadas ao se unir à italiana Filmmaster Group na Cerimônias Cariocas e vencer a concorrência mundial para ficar à frente do projeto nos dois eventos mundiais. Com uma carreira de 30 anos na área de criação e direção de grandes espetáculos, ele traz em seu currículo as oito últimas edições do Reveillon de Copacabana, a Jornada Mundial da Juventude no Rio, especiais de Roberto Carlos, além de projetos cenográficos e de direção da visita do Papa João Paulo II ao Brasil (1982/1997), a Árvore de Natal da Bradesco Seguros (1996 a 2010) e Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, entre outros projetos marcantes.”
A cerimónia de abertura dos jogos teve lugar na noite de 5 de agosto, na passada sexta-feira, e o paradigma da cerimónia foi alterado, deixando de ser baseado no “high-tech” e na “dependência de grandes efeitos eletrónicos” para ter por base a “inventividade analógica” em que houve muita utilização da “riqueza da cultura popular brasileira e da garra e paixão de milhares de voluntários” segundo a equipa responsável pela cerimónia que contou com um décimo do orçamento dos jogos de Londres 2012.
Quem alertou Dão e Demo para este facto foi Ernesto Júlio Lopes, também ele com dupla nacionalidade e tal como Abel Gomes com ligação à aldeia de Rãs, concelho de Sátão. Ernesto Júlio escreveu, na sua página do Facebook, que Abel Gomes “é filho de portugueses, sendo que os seus pais nasceram numa aldeia chamada Rãs (…) e o próprio Abel também é português e nasceu nesse local, vindo para o Brasil acompanhando os seus pais e irmãos ainda criança e agora como todos nós portugueses que vieram para o Brasil quando criança também tem dupla cidadania.”
SOBRE A ATIVIDADE DE ABEL GOMES
“Cenógrafo atuando a mais de 35 anos na direção de grandes espetáculos. Fundador e diretor da P&G Cenografia e sócio CCO da SRCOM. Assinou a concepção e cenografia de diversos shows na TV Globo. Participou dos projetos cenográficos e direção artística da Jornada Mundial da Juventude em 2013; das Cerimônias dos Jogos Mundiais Militares Rio 2011; Show de 50 Anos da TV Globo; da Casa Brasil nos Jogos Olímpicos de Sidney 2000, Atenas 2004, Beijing 2008 e Londres 2012; além da concepção de projetos como o Réveillon de Copacabana (desde 2008); o Revezamento da Tocha Olímpica no Rio de Janeiro (2004), entre outros.” –  In: Cerimónias Cariocas 2016.
Foto: Cermónias Cariocas 2016

Mensagens populares deste blogue

Sermos David e Rafael, acalma-nos? Não, mas ampara-nos e torna-nos mais humanos!

  As palavras, essas, estão todas ditas. Todas. Mas continua a faltar-nos, a faltar-me, a compreensão. Uma explicação que seja. Só uma, para tão cruel desenlace. Da antiguidade até ao agora, o que é que ainda não foi dito? O que é que falta dizer? Nada e tudo. E aqui continuamos, longe, muito distantes, de encontrar a chave que nos abra a porta deste paradoxo. Bem sei que, quiçá, essa procura é uma impossibilidade. Que não existe qualquer via de acesso aos insondáveis desígnios. Da vida e da morte. Dos tempos de viver e de morrer. Não existe. E quando esses intentos acontecem em idades prematuras? Em idades temporãs? Tenras? Quando os olhos brilham? Quando os sonhos semeados estão a germinar? Aí, tudo colapsa. É a revolta. É o caos. Sermos David e Rafael, nestes tempos cruéis, não nos acalma. Sermos comunidade, não nos sossega. Partilharmos a dor da família, não nos apazigua. Sermos solidários, não nos aquieta. Bem sei que não. Mas, sejamos tudo isso, pois ainda é o q...

Frontal, genuíno, prestável: era assim o António Figueiredo Pina!

  Conheci-o no final dos anos 70. Trabalhava numa loja comercial, onde se vendia de tudo um pouco. Numa loja localizada na rua principal de Sátão, nas imediações do Foto Bela e do Café Sátão. Ali bem ao lado da barbearia, por Garret conhecida, e em frente da Papelaria Jota. Depois, ainda na rua principal, deslocou-se para o cruzamento de Rio de Moinhos, onde prosseguiu a sua atividade e onde se consolidou como comerciante de referência. Onde lançou e desenvolveu a marca que era conhecida em todo o concelho, a Casa Pina, recheando a sua loja de uma multiplicidade de ferramentas, tintas e artefactos. Sim, falo do António Figueiredo Pina. Do Pinita, como era tratado por tantos amigos e com quem estive, há cerca de um mês e meio, em sua casa. Conheceu-me e eu senti-me reconfortado, conforto que, naquele momento, creio que foi recíproco. - És o Acácio - disse, olhando-me nos olhos. Olhar que gravei e que guardo! Quem nunca entrou na sua loja para comprar fosse lá o que fosse? Naquel...

Ivon Défayes: partiu um bom gigante.

  Ivon Défayes: um bom gigante!  Conheci-o em finais dos anos oitenta. Alto e espadaúdo. Suíço de gema. Do cantão do Valais. De Leytron.  Professor de profissão, Ivon Défayes era meigo, afável e dado. Deixava sempre à entrada da porta qualquer laivo de superioridade ou de arrogância e gostava de interagir, de comunicar. Gostava de uma boa conversa sobre Portugal e sobre a terra que o recebeu de braços abertos, a pitoresca aldeia do Tojal, que ele adotara também como sua pela união com a Ana. Ivon Défayes era genuinamente bom, um verdadeiro cidadão do mundo, da globalidade, mas sempre um intransigente cultor do respeito pela biodiversidade, pelo ambiente, pelas idiossincrasias locais, que ele pensava e respeitava no seu mais ínfimo pormenor. Bem me lembro, aliás, das especificidades sobre os sons da noite que ele escrutinava, vindos da floresta, da mata dos Penedinhos Brancos – das aves, dos batráquios e dos insetos – em algumas noites de verão, junto ao rio Sátão. B...