Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

DESTAQUES

JUSTA: Um filme que é uma ode ao amor

  Justa de Teresa Villaverde O negro dos incêndios está por todo o lado. Até nos corações! Das personagens. E no viver de uma aldeia que não encontra a esperança. De uma vida que tarda em renascer. Foi muita perda! De entes queridos! De familiares! E de bens, em que os imateriais mais pesarão: como o de um viver em comunidade. Em família. Que não mais regressará. Naqueles moldes. É indizível. O peso da culpa. Carregada. Colada ao corpo. Qual ferro em brasa. Uma culpa atirada em palavras de raiva. Ou só de revolta? Contra tudo e contra todos. E onde está o amor? Nos gestos. Nas gramáticas de palavras por dizer. Nos silêncios de tantas curvas da estrada. Com corpos. Gritos. Nas cicatrizes de pessoas em luta por uma aurora de felicidade. Efémera? Ou eterna? Nem que seja de uma ida ao cemitério ou de um salto para o centro daquele fogo. De mulheres e homens inteiros. Que ali estão! Para ajudar. O outro. Sendo eles próprios o seu semelhante. Pois todos se reveem no mesmo espe...
Mensagens recentes

Entrevista de Acácio Pinto a propósito do romance O Emigrante

  O texto e entrevista que se seguem foram produzidos por Ígor Lopes, da agência Incomparáveis, após me ter solicitado uma entrevista. Grato pela oportunidade. Acácio Pinto Plataformas onde saiu a entrevista: INCOMPARÁVEIS LUSO JORNAL BOM DIA e-GLOBAL JORNAL COMUNIDADES LUSÓFONAS AS NOTÍCIAS UK O livro “O Emigrante”, de Acácio Pinto, coloca no centro do debate literário a emigração portuguesa para França nas décadas de 1960 e 1970. A obra parte de um encontro entre duas personagens no Sud Express para retratar trajetórias marcadas pela separação familiar, pela deslocação forçada e pelos silêncios que atravessam gerações. O romance constrói-se a partir de memórias individuais e coletivas, abordando a identidade, a herança emocional e as escolhas feitas longe de Portugal, num contexto em que milhares de portugueses partiram em busca de melhores condições de vida. A apresentação da obra realizou-se na Biblioteca Municipal D. Miguel da Silva, em Viseu, no final de 2025, e contou com ...

O Leitor de Dicionários: um romance que dá gosto ler de um fôlego!

Gratos a Virgínia da Silva Veiga pela recensão que publicou na sua página Facebook sobre o romance O Leitor de Dicionários e que de seguida reproduzimos. EU, LEITORA, ME CONFESSO - A vida - vou já contar - tem surpresas muito interessantes. Uma delas foi Acácio Pinto. Ele próprio. O autor do “O Leitor de Dicionários”, o romance de que já lhes falo de seguida. Licenciado em Geografia e em Direito, o autor tem um largo percurso de vida política que faria prever tudo menos imaginar um tal dom de escrita. Quis o destino que nunca nos conhecêssemos até ao dia em que lhe chegou notícia de eu poder ter dados sobre a personagem do seu próximo romance. Pinto entrou em contacto comigo e acabou a enviar-me o “O Leitor de Dicionários”, um romance muitíssimo bem escrito, com uma cadência das que dá gosto ler de um fôlego, uma escrita por onde a enorme pesquisa histórica se atravessa sem perturbar a leitura, sem tirar aquele gosto de absorver as sensações das palavras sem sair do ambiente, que...

Partiu o Salomão: um homem que escrevia com uma fina ironia!

Partiu um amigo, mais um! Desta feita foi o Salomão Cruz, de Penalva do Castelo. Conheci-o nos anos 80, quando eu tinha o jornal Gazeta de Sátão, jornal com o qual ele colaborou durante vários anos, quando ele trabalhava nas Finanças de Sátão Bem me lembro da sua escrita de fina ironia. Por vezes mordaz e acutilante. Com o mundo que o rodeava. Com a política e com os políticos. Recordo-me bem de alguns dos seus textos. Que publicávamos na última página. Eram crónicas de se lhe tirar o chapéu. Da sua pena saíam críticas em todos os sentidos. Certeiras. Um excerto de uma das suas crónicas, que publicava sob o título O Boato, de janeiro de 1988: “…Os cargos de chefia (alta chefia, entenda-se) que são ocupados por pessoas que não comem como nós, nem bebem, têm que ser, na ótica governamental, substancialmente compensados com aumentos entre os 40 e os 60%. Nós bebemos bagaço, eles bebem whisky, nós bebemos tinto, eles bebem champanhe, nós comemos feijões, eles comem caviar, nós co...

Mais três opiniões sobre O Emigrante

  “Adorei ler uma história tão bem enquadrada, que ao fim de cada capítulo se entendia cada vez melhor todo o sentido do autor. Emigração, famílias, classes sociais, traições, heranças e fins trágicos, trazem a esta obra, um valor acrescentado que nos enriquece a todos.” Rui Costa Carvalho (Távora – Tabuaço)   “Tenho a dizer-te que li o livro de uma rajada, desde essas tuas terras, passando pela França para acabar nas tuas praias. Bom enredo, que nos prende do princípio ao fim. Bons contextos e um excelente conhecimento das nossas regiões e costumes. Gostei do “jantar” ao meio dia, agora pomposamente chamado almoço. Tudo bem encaixado.” Carlos Rodrigues (Vilharigues – Vouzela)   “Aproveito para lhe dar os parabéns pelo seu livro O Emigrante. É um livro que relata as dificuldades que cercavam as pessoas, e a coragem que lhes assistia quando partiam   em busca de uma vida melhor. Todo o livro é interessante e envolvente. O último terço é intenso. Fiquei pes...

Quiaios: Aprender História de Portugal através da música

  Com o objetivo de assinalar o seu 157.º aniversário, a Filarmónica Quiaiense convidou a Filarmónica do Grupo Recreativo Mirandense para a realização de um concerto conjunto, neste sábado, dia 3 de janeiro, nas suas instalações. Mas, para quem como nós ali foi para assistir ao concerto de aniversário sob o subtítulo “Histórias de Portugal”, estava longe de imaginar as sonoridades que iriam sair dos diversos naipes de instrumentos em palco e da apresentadora, sob a batuta, alternada, dos maestros António Jesus, Rui Lúcio e Alexandre Madeira e as ligações que iriam estar subjacentes à nossa História. Mas estiveram! As peças musicais selecionadas proporcionaram aos presentes uma longa viagem. Em que todos aprendemos. Em que nos foi proporcionada uma emersão num passado mais ou menos distante do qual resultou o povo que hoje somos. Em conjunto, músicos e público, fizemos uma viagem desde os tempos da fundação da nacionalidade, da mourama e da interseção de culturas (Al Gharb – d...

AHORITA é um livro imperdível!

  Que os livros eram nossos companheiros e que nos proporcionavam momentos de evasão e de fruição e que nos ofertavam múltiplos conhecimentos, já sabíamos. Agora que um livro me proporcionaria, nestes tempos de festas de final de ano, uma viagem, tão arrojada quanto magnificente, por paisagens andinas, por cidades perdidas, por montanhas que perdem o oxigénio quando se aproximam do céu, por lagoas de um azul-turquesa que eu vi através dos olhos da narradora, por desfiladeiros de cortar a respiração, por bosques de um verde interminável, por linhas ancestrais moldadas na pele da Terra, não, não sabia, estava mesmo muito longe de o adivinhar. Grato. Pela minha parte muito grato pela imersividade do texto que a Ana Rita Cunha me proporcionou neste seu livro AHORITA que, não, não sei se se trata de um diário de bordo, se de um diário intimista, se de um livro de viagens, ou se de um pouco de tudo isto e de muito mais. A escrita é simples e muito transparente. Nela sente-se perm...