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DESTAQUES

Após mais de 45 anos de serviço, a aposentação!

  A partir de hoje estou oficialmente aposentado! Em 15 de janeiro de 2024 escrevi o texto que volto a republicar hoje, infra. Naquele dia, perfiz 44 anos de serviço e resolvi, para memória futura, deixar uma retrospetiva, necessariamente breve, sobre a minha carreira enquanto trabalhador, basicamente, no âmbito da Educação. E é por isso que a partir de hoje, 1 de abril de 2025 - com 45 anos, dois meses e 15 dias de serviço, prestados ao estado português - passo a integrar o grupo dos aposentados (não inativo) esperando que tal condição perdure por muitos e bons anos. É, pois, com um grato gosto que olho para todo aquele tempo, ano a ano, e o revejo através da memória que o guarda. Não sou daqueles que diz que voltaria a fazer tudo da mesma maneira. Não, não e não. Muita coisa faria diferente, porém nada do que fiz me constrange. É natural que, neste momento, aposentando-me, enquanto professor do Agrupamento de Escolas de Sátão, deixe uma saudação aos alunos, aos funcioná...
Mensagens recentes

Diz o povo. Provérbios de abril

  Abril águas mil. Abril frio e molhado, enche o celeiro e farta o gado. Em abril queima a velha o carro e o carril. Abril molhado, sete vezes trovejado. Abril frio: pão e vinho.

Análise de Fernando Amaral ao livro O Leitor de Dicionários

  Fiquei estupefacto, mas muito agradado, pelo detalhe da análise  ao meu último romance, O LEITOR DE DICIONÁRIOS, efetuada pelo  professor de Português, Fernando Amaral, do Agrupamento de Escolas de Sátão. É um olhar abrangente e rigoroso, próprio de quem domina a arte de dissecar uma obra, detendo-se em pormenores e pontos de vista que eu próprio, o seu autor, nem sempre imaginei ou coloquei no texto com tal intencionalidade. Resta-me, pois, agradecer, penhoradamente, ao Fernando Amaral a análise que me enviou e que, de seguida, aqui reproduzo com um sentimento de imerecimento.  Muito grato. Ilustre escritor! Antes de mais os meus parabéns por mais um prémio literário “Cónego Albano Martins – 2024”. Este livro começa com um poema de Eugénio de Andrade, onde as palavras emergem, sendo estas o pináculo, o expoente máxima da criação literária. Através de comparações e metáforas anuncia-nos quão importantes são as palavras e mesmo algumas cruéis, o ser humano não a...

Acácio Pinto falou sobre o Volframista na Escola de Vila Nova de Paiva

  Acácio Pinto deslocou-se à Escola Secundária de Vila Nova de Paiva para uma conversa com alunos dos 10.º e 11.º anos de escolaridade sobre o seu romance O VOLFRAMISTA, livro que foi lido em sala de aula, na disciplina de Geografia, no âmbito do projeto do PNL (Plano Nacional de Leitura) 10 Minutos a Ler. Esta iniciativa que foi dinamizada pela professora de Geografia Sandra Neto contou, igualmente, com a estreita colaboração da bibliotecária, a professora Maria Helena Pinto, e teve lugar no auditório daquele estabelecimento de enino. Depois de uma exposição inicial, em que o autor apresentou as circunstâncias históricas, sociais e políticas de Portugal e do Mundo durante a Segunda Guerra Mundial, tempo em que decorre a narrativa de O Volframista e em que foi apresentada a trama romanesca da obra, foi aberto um período de debate tendo os alunos colocado algumas perguntas sobre o processo de escrita e de inspiração do romance. De referir que a temática da exploração do volfrâ...

Romance O LEITOR DE DICIONÁRIOS vai ser apresentado na Escola Secundária Alves Martins

  Decorrendo uma grande parte da narrativa no Liceu Nacional de Viseu, nos anos 60 e 70 do século XX, o local escolhido, em Viseu, para a apresentação do romance O Leitor de Dicionários , não poderia ser outro que não Escola Secundária Alves Martins (ESAM), que sucedeu ao liceu nacional. O evento de apresentação do romance terá lugar no dia 3 de abril às 18:35 no auditório da escola e contará com intervenções de Adelino Azevedo Pinto, diretor da Escola, de José Albuquerque, professor de português aposentado da ESAM, que fará a apresentação do livro, do autor, Acácio Pinto, que falará sobre o processo criativo da obra e de Fernando Ruas, presidente da câmara municipal de Viseu. Mas, para além da Escola Alves Martins, a cidade de Viseu está intimamente ligada a esta obra, através dos bispos Alves Martins, José da Cruz Moreira Pinto e José Pedro, do reitor Aires de Matos, do Parque Aquilino Ribeiro, da Pastelaria Horta, Pastelaria Santos e do Café Santa Cruz, de Arnaldo Malho, d...

Ivon Défayes: partiu um bom gigante.

  Ivon Défayes: um bom gigante!  Conheci-o em finais dos anos oitenta. Alto e espadaúdo. Suíço de gema. Do cantão do Valais. De Leytron.  Professor de profissão, Ivon Défayes era meigo, afável e dado. Deixava sempre à entrada da porta qualquer laivo de superioridade ou de arrogância e gostava de interagir, de comunicar. Gostava de uma boa conversa sobre Portugal e sobre a terra que o recebeu de braços abertos, a pitoresca aldeia do Tojal, que ele adotara também como sua pela união com a Ana. Ivon Défayes era genuinamente bom, um verdadeiro cidadão do mundo, da globalidade, mas sempre um intransigente cultor do respeito pela biodiversidade, pelo ambiente, pelas idiossincrasias locais, que ele pensava e respeitava no seu mais ínfimo pormenor. Bem me lembro, aliás, das especificidades sobre os sons da noite que ele escrutinava, vindos da floresta, da mata dos Penedinhos Brancos – das aves, dos batráquios e dos insetos – em algumas noites de verão, junto ao rio Sátão. B...

A propósito de António Ribeiro Sanches: reflexão sobre ódio e perseguições

  Foto: https://www.cm-penamacor.pt/ Numa das minhas incursões pelo século XVIII, no âmbito de umas pesquisas relacionadas com a expulsão dos jesuítas e com a perseguição aos judeus, esbarrei em António Ribeiro Sanches. E o que é que me levou a dar à estampa esta breve crónica? Foi o facto de ter dado comigo a refletir que não conseguimos, tal ontem como hoje, colocar um ponto final no discurso de ódio e nas perseguições de pessoas que se veem forçadas ao exílio para escaparem ao cárcere ou à morte. Não sei se há forma diferente de o dizer, mas a mente humana é persecutória por natureza, seja por questões religiosas, políticas, de local de nascimento, seja lá por aquilo que for. Mas voltemos, então, a António Ribeiro Sanches, nascido em Penamacor, e que atravessou quase todo o século XVIII (1699-1783). Pelo facto de ser obrigado a ser cristão-novo, porém sendo secretamente judeu, viu-se acusado à Inquisição, por familiar próximo, tendo de fugir para o estrangeiro, de...