terça-feira, 4 de setembro de 2012

PS pressiona governo a avançar data de divulgação dos resultados de auditoria à Lusófona


LUSA (2012.09.04) - O PS quer saber quando é que o Ministério da Educação vai apresentar os resultados da auditoria que instaurou à Universidade Lusófona e pede também esclarecimentos sobre os procedimentos e resultados empreendidos nessa auditoria.
Estes pedidos de esclarecimento fazem parte de uma pergunta formal que nove deputados socialistas entregaram na mesa Assembleia da República, à qual a agência Lusa teve acesso.
“Encontra-se já definida uma data para apresentação dos resultados da auditoria à Universidade Lusófona? Foi avançada pelo Ministério da Educação e Ciência alguma informação relativa aos procedimentos e respectivos resultados empreendidos nesta auditoria?”, questionam os deputados do PS.
Rui Santos, Acácio Pinto, Carlos Enes, Pedro Alves, Rui Duarte, Gabriela Canavilhas, Elza Pais, Jorge Fão e Jorge Lacão questionam ainda o Ministério da Educação sobre quando é que o grupo parlamentar do PS obterá resposta às “questões formuladas anteriormente” sobre o processo da Universidade Lusófona.
No documento, os deputados do PS referem que em julho passado se verificaram “manifestações de descontentamento por parte da sociedade relativamente ao regime de reconhecimento e creditação da experiência profissional e académica” aplicado na Universidade Lusófona.
“Tendo-se iniciado a auditoria [à Universidade Lusófona] a 13 de Julho, era intenção do Ministério da Educação e da Ciência ter acesso aos resultados ainda durante o Verão. No entanto, até hoje, nenhum documento foi tornado público, pelo que não é ainda conhecido o resultado desta auditoria”, apontam os deputados do PS.
O ministro Nuno Crato ordenou ao inspector-geral de Educação, Luís Capela, para que iniciasse uma auditoria à Lusófona, no âmbito do caso da licenciatura do ministro Miguel Relvas. A Inspecção-Geral de Educação e Ciência vai verificar as recomendações que foram feitas em 2009, na última auditoria realizada à Lusófona; e vai ainda investigar a atribuição de créditos não só ao ministro mas aos restantes casos que chegaram a público. Segundo a própria instituição, existem 89 casos de atribuição de equivalências.
In: Público online (foto: Helder Olino)

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