quarta-feira, 26 de outubro de 2011

(opinião) Viseu por um canudo: três exemplos

Em três respostas, a outras tantas perguntas, o governo deixou bem clara a sua incapacidade estratégica sobre os assuntos em questão: ou para nada dizer ou para dizer não a Viseu.
Foram respostas a perguntas dos deputados do PS sobre assuntos relacionados com o distrito.
1. No caso do posto da GNR do Caramulo, no concelho de Tondela, que, repentinamente, em Julho, passou a simples posto de atendimento, só com um militar, a resposta foi “está em estudo no comando geral da GNR a reestruturação do dispositivo territorial, não sendo de excluir alterações na situação atual no concelho de Tondela.”
Esclarecedora. Nada diz. Nem sim, nem não, mas entretanto a situação continua assim numa vasta área territorial que carece de mais proximidade das forças de segurança.
2. No caso do IC 37, itinerário complementar entre Viseu-Nelas-Seia as coisas são mais claras. A resposta foi “mais se informa que por razões de restrição financeira que o País atravessa, não é possível a integração do IC37 (Viseu/Seia) no Plano de Investimentos 2012/2013.”
Aqui a resposta é esclarecedora. A opção do governo é outra que não a construção de um itinerário que estava com o seu processo em curso e que era (é) fundamental para abrir uma boa acessibilidade de Viseu à serra da Estrela, passando por Nelas e Seia com as mais valias económicas que daí advêm. E tudo isto apesar de termos vários viseenses no ministério respetivo (Álvaro Santos Pereira, ministro; Almeida Henriques, secretário de estado; Sérgio Monteiro, secretário de estado).
3. No caso da requalificação das escolas secundárias do distrito, cujo processo estava em curso, eis o teor da resposta: “O MEC não só impôs que, por ora, não fossem tomadas iniciativas que impliquem a assunção de novos compromissos financeiros e que, dentro do possível, fossem contidas as iniciativas atualmente em curso; os casos excecionais estão a ser analisados caso a caso. A intervenção nas escolas do concelho de Viseu estava prevista para a fase 4 do programa pelo que está a ser objeto de análise.”
Pois, mais uma resposta inequívoca: nada diz. Podem pois as escolas secundárias de Viriato (Viseu), de Moimenta da Beira, de Mangualde, estas da fase 4, e S. Pedro do Sul ou Latino Coelho (Lamego), estas da fase 3, esperar que para o ministério não há uma ideia concreta sobre tudo isto.
Isto é uma completa falta de decoro, para quem tinha todas as soluções para uma crise que era só “nacional”. E ainda que seja uma crise internacional, como agora também dizem, estas são más opções para Viseu e para a região. Há que dizê-lo sem tibiezas!

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