quinta-feira, 21 de julho de 2011

(Opinião) Europa: Quem vai sobrar, no final?

Os Estados Unidos não são Portugal nem a Grécia, ecoou há dias por todo o mundo mediático.
Como já tinha ecoado que a Irlanda não é a Grécia, ou que Portugal não é a Irlanda, ou que a Espanha não é Portugal, ou que a Itália não é… ou que… ou que…
Enfim, lá bem no final ninguém é ninguém.
Mas que gostaríamos de saber quem é quem, lá isso gostaríamos.
Então, quem é que é Europa? Quem é que defende o projecto europeu? Quem defende este espaço a 27? Quem defende o seu aprofundamento?
Será que tem que vir Helmut Kohl criticar a política económica da sua conterrânea e correligionária democrata-cristã?
Onde estão os (re)construtores da Europa? Onde estão os socialistas e o PSE? E, porque não, onde estão os (genuínos) europeístas do PPE?
Onde estão os “grandes” líderes desta Europa? Temos que continuar com saudades de Delors?
E por onde tem andado Durão Barroso?
E Cavaco lembrou-se agora da desvalorização do euro como solução para todas as maleitas? E logo ele? O “timoneiro” da moeda forte, lembram-se?
Parece-me pouco. Parece-me muito pouco avançar com medidas simplistas de conjuntura sem cuidar de avançar para políticas económicas e fiscais, por exemplo, mais agregadoras, estruturadas e aprofundadoras de um verdadeiro projecto europeu.
Só por aí lá iremos.
Com uma Europa mais solidária, mais integradora e, politicamente, mais abrangente.
Nunca lá iremos com uma Europa mais sectária, mais redutora e mais excludente.
O ataque económico a um dos seus tem que ser sentido como um ataque ao todo.
Ai como os predadores gostam deste sistema defensivo! Em que cada um se defende por si mas sem ter todos as armas, nomeadamente as monetárias, que entregou à Europa.
Ou será que os predadores estão cá dentro e daí retiram avantajados proventos?
Vamos ver quem sobra, no final!

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