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António Costa defende primárias no PS

(LUSA - SOL 2011.07.02) - O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, é «claramente favorável» à proposta do candidato a líder do PS, Francisco Assis, de realização de eleições primárias, defendendo que o processo aproxima os cidadãos da vida política.
Em entrevista à Lusa, o autarca da capital, que apoia Francisco Assis na corrida à liderança dos socialistas, defendeu que «é essencial» que o anterior secretário-geral, José Sócrates, não passe de «Deus ex machina a bode expiatório» na disputa da campanha interna do PS.
«A última coisa que o PS precisa nesta fase da sua vida é a abertura de divisões profundas e uma mudança que não respeite aquilo que tem sido a história do partido. A história do PS não se faz por rupturas, faz-se naturalmente inovando, mas na continuidade daquilo que é a sua história», afirmou, confiando que a corrida à liderança far-se-á «num clima de grande solidariedade e unidade».
O presidente da Câmara de Lisboa referiu que «o PS vem de uma derrota eleitoral, vem de um longo ciclo de uma liderança muito carismática e muito marcante», considerando «natural» que evolua.
«Admirar-me-ia que o fizesse pretendendo renegar aquilo que é a história mais recente do PS. Isso em nada contribuiria para a credibilidade do partido, ao passar o engenheiro Sócrates de Deus 'ex machina' para bode expiatório. Isso é essencial que não aconteça e que o PS faça esta mudança com grandeza, com elevação, como é habitualmente a sua característica», argumentou.
Uma das propostas avançadas por Francisco Assis nas eleições internas directas do PS é a realização de eleições primárias, à semelhança do modelo norte-americano, em que não militantes podem votar em quem querem ver à frente de um partido.
Uma proposta que é secundada por Costa. «São experiências que não são fáceis e que rompem com a tradição europeia, mas que têm a vantagem de abrir ao cidadão novos espaços de intervenção política. O desafio central que hoje está colocado a todas as democracias é procurar novas formas de participação que ajudem a dinamizar a atividade cívica», defendeu.
Ao contrário do que é frequentemente afirmado, o autarca da capital sente «que há cada vez mais pessoas interessadas em intervir politicamente», mas de «uma forma diferente daquelas que são as formas tradicionais».
Costa admitiu um cenário de eleições primárias para decidir o candidato à Câmara de Lisboa, admitindo que possam colocar-se problemas em «municípios onde haja menor projecção mediática» e se verifique uma «assimetria de informação relativamente aos diferentes candidatos».
«A questão essencial não é a regulamentação, é a ideia, e quanto à ideia, parece-me positiva, será depois necessário regulamentar e, porventura, será difícil de aplicar em todas as situações. Abrir os partidos à participação dos cidadãos independentemente do seu grupo partidário, isso parece-me muito certo», argumentou.

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