domingo, 12 de junho de 2011

(Opinião) As condições existem: um presidente, uma maioria, um governo

As urnas falaram. E falaram de uma forma clara no sentido de uma maioria de direita. De uma maioria absoluta do PSD e do CDS/PP. Um sonho dos construtores da AD, agora conseguido: Um Governo, uma maioria, um Presidente.
Deseja-se que estas duas forças partidárias sejam consequentes e consistentes e que de uma forma rápida construam uma solução governativa estável, a bem de Portugal. Deseja-se, pois, que Passos Coelho e Paulo Portas sejam dois líderes de soluções e não dois chefes de omissões e de divisões.
Creio que os dois saberão encontrar o melhor caminho para o Governo do nosso país, que permita enfrentar as actuais dificuldades.
E se poderá haver um tempo de desculpas com o passado, nunca haverá nenhum passado que desculpe indecisões e más políticas para o futuro e, sobretudo, políticas que acentuem o fosso entre os mais ricos e os mais pobres. A justiça social, a coesão territorial, o acesso à saúde e à educação públicas são valores constitucionalmente consagrados que deverão merecer a melhor atenção dos governantes.
O PS, por seu lado, irá decidir a sua liderança mantendo-se, contudo, e em primeiro lugar, numa oposição construtiva, positiva, e de ajuda, mas sem tergiversar, mas clara e com posições firmes com o essencial e com os mais desfavorecidos. É aí que queremos estar. É aí que faz sentido estar para ajudar o nosso país. Tanto no governo como na oposição podemos servir, e bem, Portugal.
E é por isso que entendo que o PS não pode nem deve ter pressa. Deve constituir-se como uma plataforma aberta a novas ideias, como um fórum de debate e de construção de novos processos e um partido que protagonize uma mudança e seja uma verdadeira alternativa.
E não sendo o essencial, o PS não esquecerá, contudo, o que foram as promessas, o que foram as expectativas, o que foram as narrativas social-democratas em Viseu e para Viseu. E não será o PS a estar, particularmente, atento a isso, serão os viseenses, no seu conjunto, que irão, com certeza, querer saber do conteúdo desse discurso. Que irão perguntar, mais cedo do que tarde, qual a situação de muitos desses projectos que de uma forma sistemática invadiram a campanha e a pré-campanha, como bem nos lembramos.
Mas o que importa agora é desejar bom trabalho a quem se apresta a começar e fazer votos para que tudo corra da melhor maneira para Portugal.

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