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A mostrar mensagens de junho, 2026

Até sempre, camarada e amigo Flórido

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Não, não o conheci quando desempenhou funções de deputado constituinte. Quando ele integrou aquelas listas primeiras da democracia. Donde haveriam de sair os eleitos com a missão de dotar Portugal com uma Constituição. A Constituição da República Portuguesa. Que ainda hoje nos rege. As eleições tiveram lugar no dia 25 de abril de 1975.  Era eu um jovem de 15 anos. Estávamos num país recentemente resgatado de uma ditadura. Profunda. De uma noite de quase meio século. De censura. Polícia política. Mordaça. De um Portugal Amordaçado , como lhe chamou o Mário, no título de um livro. O Soares, pois claro! Ele já por cá andava. Por Viseu. Na luta. Nas lutas pelas causas que nortearam tantos democratas. As barricadas eram muitas. Mas ele no Partido Socialista desde o primeiro minuto. Lado a lado com outros. Com o João Lima. Com o Álvaro Monteiro. Com o Armando Lopes. Com o Almeida Henriques. Para me ficar só pelos mais emblemáticos socialistas dessa época. De 1975.  Falo do F...

Também em Ílhavo, obviamente, houve fraude eleitoral nas presidenciais de 1958

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  Assinalam-se hoje, dia 8 de junho, 68 anos sobre as eleições presidenciais de 1958, que opuseram o general Humberto Delgado ao contra-almirante Américo Tomás. Foram tempos de esperança, em que a oposição, unindo-se em torno do general, obteve apoios dos mais diversos quadrantes sociais e políticos. As iniciativas de campanha em todo o país, a começar pelo Porto, no dia 14 de maio, e por Lisboa, no dia 18 de maio, Viseu, Aveiro e tantas outras, estavam condenadas ao sucesso. Eram, sempre, milhares e milhares de pessoas que acorriam aos comícios e às manifestações para aclamar o candidato que, sem medo, dissera “obviamente demito-o”, dirigindo-se a Salazar. Perante estas circunstâncias, as campainhas de São Bento soaram e havia que tomar medidas. A vitória do contra-almirante não poderia correr riscos. Instruiu-se a censura para impedir publicações nos jornais sobre os comícios de Humberto Delgado, ordenou-se à PIDE para prender, a eito, os oposicionistas e impediu-se a devid...

Figueira da Foz: Carla Pais e Maria do Rosário Pedreira na Biblioteca Municipal

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  Que bela sessão, 5.as de leitura, na Biblioteca Municipal da Figueira da Foz, no dia 3 de junho! Com a Carla Pais à sua esquerda e a Maria do Rosário Pedreira à sua direita, a Teresa Carvalho soube, com a sua singular maestria nestas lides, distribuir de modo exemplar o jogo pelas convidadas, até mesmo quando as deixou, às duas, em interação direta! A primeira, a vencedora do Prémio Leya 2025, com o livro A Sombra das Árvores no Inverno , falou-nos da emoção com que recebeu a notícia (dada por Manuel Alegre!) de um dos mais importantes prémios contemporâneos da literatura portuguesa. A sua voz, ainda um pouco suspensa e emotiva, que a Teresa Carvalho deixou fluir, trouxe-nos as alterações das suas rotinas (e das do seu gato!), face ao ribombar do telefone, daquele dia em diante, e às solicitações editoriais que exigiam a sua presença. As suas palavras não esconderam a aprendizagem que teve de desenvolver (sob a batuta do Paulo!) para lidar com a notoriedade e com a comunica...