A propósito dos 250 anos da cidade de Castelo Branco: dois selos de há 50 anos e outros confinamentos!
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Desconfinar? Isso era só de quando em vez para ir à vila ou à cidade. Só que esse desconfinamento só acontecia por imposição de uma inoportuna malina que nos batia à porta. Por
lazer, isso era só para ir ao Sátão, à feira dos 20, onde se vendiam as vacas e
se comprava uma nova junta para as sementeiras de outono, onde se comia melão e
febras na brasa e os mais velhos bebiam vinho tinto, do pipio, pois para os miúdos era a
laranjada.
A Viseu? Era só de dois em dois anos, para ir à Feira Franca
andar no carrossel! A Castendo? Só quando o rei fazia anos pares, para ir ao
senhor Genésio, tratar da roupa para a Páscoa.
Vem isto a propósito dos selos! Sim, colecionar selos era um
passatempo adequado às sestas de verão, quando o calor abrasava ou às noites
frias de inverno, à lareira, nesses confinamentos de outrora.
E hoje, que Castelo Branco assinala os 250 anos de elevação
a cidade, eis que dou comigo a folhear um dos álbuns de selos das décadas de 60
e 70 do século XX e deparo-me com dois exemplares que, à data, assinalaram,
precisamente os 200 anos.
Aqui ficam esses dois exemplares de selos, um de 1$00 e
outro de 3$00 e aqui fica, pois então, essa memória dos tempos de outros
confinamentos, em Rãs, na Beira Alta.