António Costa acusa Passos Coelho de enganar os portugueses.
O líder do PS considera que "a política deste Governo falhou" e que o
primeiro-ministro "está esgotado."
António Costa acusa Passos Coelho de enganar os portugueses.
"O engano é uma espécie de vício". Primeiro prometeu que não cortava
salários nem pensões, e depois fê-lo, "agora é o engano do emprego. Um
Governo que destruiu 320 mil postos de trabalho pretende" que o
"sucesso da sua política seja o aumento do emprego… revela bem a distância
que está da realidade", afirma António Costa na reacção à entrevista que
Passos Coelho deu na terça-feira, 15 de Julho, à SIC.
"A política deste Governo falhou", sublinhou o
líder do PS. "Este primeiro-ministro não só não se consegue desembrulhar,
como não admite os erros da sua governação e não oferece nada para o
futuro."
Quanto a uma potencial coligação entre o PS e o PSD, António
Costa rejeita em cenário, considerando que "as pessoas vivem com
terror" só de pensar na "possibilidade de manterem este
primeiro-ministro. O que as pessoas anseiam é uma alternativa de
confiança."
António Costa salientou que "a boa solução [para o
país] é uma maioria absoluta do PS, mas só teremos essa maioria se os
portugueses quiserem." Mas, "há uma coisa que tenho a certeza que não
querem" e que "até têm pesadelos de pensarem" que é possível
manter Passos Coelho no Executivo e que o PS podia ajudar o primeiro-ministro a
continuar.
"É altura do primeiro-ministro perceber: está esgotado,
enredado nas mentiras do passado, não é capaz de dizer nada para o
futuro."
Nós antes de assumirmos compromissos quisemos fazer as
contas quando nos comprometemos … não estamos a fazer promessas. Estamos a
assumir compromissos.
(jornal de negócios)